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Mensagem do Bispo de Coimbra2020.03.19   Carís...

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Comunicado da Conferência Episcopal Portuguesa Em comunhão com o Santo Padre no dia 27 de março, às 17 horas Por recomendaçãodo Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano, através da Nunciatura Apostólica,e por indicação do Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, “a Igreja em Portugal empenha-se em promover, medianteos meios de comunicação social à sua disposição, a participação dos fiéis católicos e dos cristãos de outras confissões religiosas na Satio orbis que o Papa Francisco realizará às 18.00H (hora de Roma) de sexta-feira, dia 27 de março corrente, no adro da Basílica São Pedro”. Acarta acrescenta ainda que “durante a Statio orbi, que será transmitida em Mundovisão e em Vatican News, o Santo Padre concederá a todos os participantes a Indulgência Plenária e dará a bênção Urbi et Orbi”. Assim, no próximo dia 27, sexta-feira, pelas 17 horas, procuremos participar vivamente neste intenso momento de oração convocado pelo Santo Padre: “Na próxima sexta-feira, 27 de março, presidirei a um momento de oração no adro da Basílica de São Pedro, com a praça vazia. A partir de agora convido todos a participar espiritualmente através dos meios de comunicação social. Escutaremos a Palavra de Deus, elevaremos a nossa súplica, adoraremos o Santíssimo Sacramento, com o qual, no final, darei a Bênção Urbi et Orbi,à qual será unida a possibilidade de receber a indulgência plenária. Queremos responder à pandemia do vírus com a universalidade da oração, da compaixão, da ternura. Permaneçamos unidos. Façamos sentir a nossa proximidade às pessoas mais sozinhas e provadas. A nossa proximidade aos médicos, profissionais de saúde, enfermeiros e enfermeiras, voluntários... A nossa proximidade às autoridades que devem tomar medidas duras, mas para o nosso bem. A nossa proximidade aos polícias, com os soldados que procuram manter a ordem nas ruas, para que seja cumprido o que o governo nos pede para o bem de todos. Proximidade a todos” (Angelus de 22 de março). Lisboa, 25 de março de 2020Secretariado Geral da Conferência Episcopal Portuguesa
Penitenciaria Apostólica Nota acerca do Sacramento da Reconciliação na atual situação de pandemia  «Eu estou sempre convosco»(Mt 28,20) A gravidade das circunstâncias atuais impõe uma reflexão acerca da urgência e da centralidade do Sacramento da Reconciliação, juntamente com alguns esclarecimentos necessários, tanto para os fiéis leigos como para os ministros chamados a celebrar o sacramento. Também no tempo do Covid-19, o Sacramento da Reconciliação é administrado conforme a norma do direito canónico universal e de acordo com o que está disposto no Ordo Paenitentiae. A confissão individual representa o modo ordinário para a celebração deste sacramento (cf. cân. 960 CIC), ao passo que a absolvição simultânea a vários penitentes sem confissão individual prévia não pode dar-se de modo geral, a não ser que esteja iminente o perigo de morte, e não haja tempo para um ou mais sacerdotes poderem ouvir a confissão de cada um dos penitentes (cf. can. 961 §1 CIC), ou haja necessidade grave (cf. cân. 961 §1, 2.º CIC), cujo juízo compete ao Bispo diocesano, atendendo aos critérios fixados por acordo com os restantes membros da Conferência Episcopal (cf. cân. 455 §2 CIC), ficando estabelecido que, para a válida absolvição, é necessário o votum sacramenti por parte de cada penitente, ou seja, o propósito de se confessar individualmente, no devido tempo, dos pecados graves que no momento não pôde confessar (cf. cân. 962 §1 CIC). Esta Penitenciaria Apostólica considera que, sobretudo nos lugares mais atingidos pelo contágio pandémico e enquanto o fenómeno não desaparecer, ocorrem os casos de grave necessidade, de que trata o acima referido cân. 961 §2 CIC. Qualquer especificação ulterior é delegada pelo direito aos Bispos diocesanos, tendo sempre em conta o supremo bem da salvação das almas (cf. cân. 1752 CIC). Caso se viesse a verificar subitamente a necessidade de dar a absolvição sacramental a vários fiéis em simultâneo, o sacerdote tem o dever de avisar, nos limites do possível, o Bispo diocesano ou, se não o puder fazer, de o informar quanto antes (cf. Ordo Paenitentiae, n. 32). Na presente emergência pandémica, compete, por isso, ao Bispo diocesano indicar aos sacerdotes e aos penitentes as prudentes atenções que devem adotar na celebração individual da reconciliação sacramental, como seja a celebração em lugar arejado fora do confessionário, a adoção de uma distância conveniente, o recurso a máscaras de proteção, sem prejuízo da absoluta atenção à salvaguarda do sigilo sacramental e da necessária discrição. Além disso, é sempre da competência do Bispo diocesano determinar, no território da sua circunscrição eclesiástica e em relação com o nível de contágio pandémico, os casos de grave necessidade em que será lícito dar a absolvição simultânea: por exemplo, à entrada das divisões hospitalares, onde se encontram internados os fiéis contagiados em perigo de morte, usando, nos limites do possível e com as precauções oportunas, os meios de amplificação da voz, de modo que a absolvição seja ouvida. Avalie-se a necessidade e a oportunidade de constituir, onde for necessário, de acordo com as autoridades de saúde, grupos de “capelães hospitalares extraordinários”, mesmo à base de voluntariado e respeitando as normas de proteção contra o contágio, de modo a garantir a necessária assistência espiritual aos doentes e aos moribundos. Quando um fiel se encontrar na dolorosa impossibilidade de receber a absolvição sacramental, recorda-se que a contrição perfeita, procedente do amor de Deus, amado sobre todas as coisas, expressa por um sincero pedido de perdão (o pedido que, nesse momento, o penitente é capaz de exprimir) e acompanhado pelo votum confessionis, ou seja, o propósito firme de recorrer, logo que possível, à confissão sacramental, obtém o perdão dos pecados, também dos mortais (cf. Cat. Ig. Cat., n. 1452). Neste tempo mais do que nunca, a Igreja experimenta a força da comunhão dos santos, eleva ao seu Senhor, Crucificado e Ressuscitado, votos e oração, de modo particular o Sacrifício da Santa Missa, celebrado quotidianamente pelos sacerdotes, mesmo sem povo. Como boa mãe, a Igreja implora ao Senhor que a humanidade seja libertada de um tal flagelo, invocando a intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Misericórdia e Saúde dos Enfermos, e do seu Esposo São José, sob cujo patrocínio a Igreja caminha desde sempre no mundo. Que Maria Santíssima e São José nos obtenham abundantes graças de reconciliação e de salvação, na escuta atenta da Palavra do Senhor, que repete hoje à humanidade: «Rendei-vos e reconhecei que Eu sou Deus» (Sl 46,11), «Eu estou sempre convosco» (Mt 28,20). Dado em Roma, da sede da Penitenciaria Apostólica, a 19 de março de 2020,Solenidade de São José, Esposo da B. V. Maria, Patrono da Igreja Universal. Cardeal Mauro Piacenza, Penitenciário-Mor Krzysztof Nykiel, Regente
Penitenciaria Apostólica DECRETOacerca da concessão de Indulgências especiaisaos fiéis na atual situação de pandemia Concede-se o dom de Indulgências especiais aos fiéis afetados com a doença Covid-19, comummente chamado Coronavírus, e também aos profissionais de saúde, aos familiares e a todos os que, de alguma forma, mesmo com a oração, cuidam deles. «Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação, perseverantes na oração» (Rm 12,12). Estas palavras, escritas por São Paulo à Igreja de Roma, ecoam ao longo de toda a história da Igreja e orientam o juízo dos fiéis diante de todos os sofrimentos, doenças e calamidades. O momento presente em que está imersa toda a humanidade, ameaçada por uma doença invisível e insidiosa, que já há algum tempo, com prepotência, começou a fazer parte da vida de cada um de nós, é marcado, dia após dia, por medos angustiantes, novas incertezas e, sobretudo, por um extenso sofrimento físico e moral. A Igreja, a exemplo do seu Divino Mestre, desde sempre tomou a peito a assistência dos enfermos. Como foi apontado por São João Paulo II, o valor do sofrimento humano é duplo: «É sobrenatural, porque se radica no mistério divino da Redenção do mundo; e é também profundamente humano, porque nele o homem se aceita a si mesmo, com a sua própria humanidade, com a própria dignidade e a própria missão» (Carta Apostólica Salvifici doloris, 31). Nestes últimos dias, também o Papa Francisco manifestou a sua paterna proximidade e renovou o convite a rezar incessantemente pelos doentes de Coronavírus. Para que também todos os que sofrem por causa do Covid-19, justamente no mistério deste sofrimento possam redescobrir «o próprio sofrimento redentor de Cristo» (ibid., 30), esta Penitenciaria Apostólica, ex auctoritate Summi Pontificis, confiando na palavra de Cristo Senhor e considerando com espírito de fé a epidemia atualmente em curso, que deve ser vivida em chave de conversão pessoal, concede o dom das Indulgências de acordo com a seguinte disposição. Concede-se Indulgência Plenária aos fiéis infetados com Coronavírus, submetidos a regime de quarantena por disposição da autoridade sanitária nos hospitais ou nas próprias casas se, com ânimo desprendido de qualquer pecado, se unirem espiritualmente através dos meios de comunicação à celebração da Santa Missa, à recitação do Santo Rosário, à prática de piedade da Via Sacra ou a outras formas de devoção, ou se pelo menos recitarem o Credo, o Pai Nosso e uma piedosa invocação à Bem-Aventurada Virgem Maria, oferecendo esta provação em espírito de fé em Deus e de caridade para com os irmãos, com a vontade de cumprir as usuais condições (confissão sacramental, comunhão eucarística e oração de acordo com as intenções do Santo Padre), mal lhes seja possível. Os profissionais de saúde, os familiares e todos os que, a exemplo do Bom Samaritano, expostos ao risco de contágio, assistem os doentes de Coronavírus de acordo com as palavras do Divino Redentor: «Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos» (Jo 15,13), obterão o mesmo dom da Indulgência Plenária nas mesmas condições. Além disso, esta Penitenciaria Apostólica concede de bom grado, nas mesmas condições, a Indulgência Plenária por ocasião da atual epidemia mundial, também àqueles fiéis que oferecerem a visita ao Santíssimo Sacramento, ou a adoração eucarística, ou a leitura das Sagradas Escrituras durante pelo menos meia hora, ou a recitação do Santo Rosário, ou o exercício de piedade da Via Sacra, ou a recitação do Terço da Divina Misericórdia, para implorar da parte de Deus Omnipotente a cessação da epidemia, o conforto para aqueles que ela aflige e a salvação eterna daqueles que o Senhor chamou a Si. A Igreja reza por quem estiver impossibilitado de receber o sacramento da Unção dos Enfermos e do Viático, confiando à Misericórdia Divina todos e cada um em virtude da comunhão dos santos e concede ao fiel a Indulgência Plenária em ponto de morte, desde que esteja com a disposição devida e que, durante a vida, tenha recitado habitualmente alguma oração (neste caso, a Igreja supre as três condições habitualmente requeridas). Para obter esta indulgência, recomenda-se o uso do crucifixo ou da cruz (cf. Enchiridion indulgentiarum, n. 12). Que a Bem-aventurada sempre Virgem Maria, Mãe de Deus e da Igreja, Saúde dos Enfermos e Auxílio dos Cristãos, Advogada nossa, se digne socorrer a humanidade sofredora, afastando de nós o mal desta pandemia e obtendo-nos todos os bens necessários à nossa salvação e santificação. O presente Decreto é válido não obstante qualquer disposição contrária. Dado em Roma, da sede da Penitenciaria Apostólica, a 19 de março de 2020. Cardeal Mauro Piacenza, Penitenciário Mor Krzysztof Nykiel, Regente
Congregação para os Institutos de Vida Consagradae as Sociedades de Vida Apostólica Carta aos consagrados e consagradas Queridos consagrados e consagradas: O Senhor está a fazer-nos viver esta Quaresma do ano 2020 de uma maneira muito particular, de uma maneira que ninguém poderia pensar ou imaginar e que realmente exige em cada dia de cada um de nós uma mudança decidida de estilo e de modo de vida. Normalmente, na Quaresma multiplicam-se as iniciativas de caridade e os momentos fortes de oração e reflexão para nos prepararmos com um espírito renovado e purificado para as festas pascais, e nas nossas comunidades os momentos de celebração e de reunião também se tornam mais intensos. No entanto, este ano somos chamados a viver o tempo forte da fé sempre com a mesma intensidade, mas de maneiras completamente diferentes. O testemunho mais eficaz que podemos dar é, em primeiro lugar, a obediência serena e convencida ao que nos pedem aqueles que nos governam, tanto a nível estatal como eclesial, a tudo o que está disponível para a salvaguarda da nossa saúde, como cidadãos privados e como comunidades. É um dever de caridade e de gratidão que cada um de nós, individualmente e como comunidade, intensifiquemos a oração incessante por todos aqueles que estão a ajudar-nos a viver e a superar estes momentos difíceis. Autoridades, governantes, profissionais da saúde a todos os níveis, voluntários da Proteção Civil e das Forças Armadas, todos aqueles que oferecem o seu valioso trabalho por esta calamidade, são objeto da nossa oração e da oferta dos nossos sacrifícios! Não deixemos de dar o valioso contributo que cada um pode dar com uma oração contínua e incessante. Pensamos, em primeiro lugar, nas comunidades contemplativas que querem ser sinal tangível de oração constante e confiante por toda a humanidade. Pensamos nos muitos irmãos e irmãs mais idosos que acompanham em cada dia com a sua oração o ministério e o apostolado dos que, no ativo, se dedicam com todas as suas forças para chegar a cada irmão e irmã necessitados. Nestes dias, com um ímpeto ainda maior, intensificai este vosso precioso e insubstituível apostolado, com a certeza de que o Senhor não tardará a escutar-nos e na sua infinita misericórdia afastará um flagelo tão grave. Ofereçamos com alegria ao Senhor o grande sacrifício que implica a não participação na celebração eucarística! Vivamo-lo em comunhão com todos aqueles que quotidianamente não podem fazê-lo pela falta de sacerdotes. Aqueles que puderem não deixem de mostrar sinais concretos de proximidade ao nosso povo, sempre em conformidade com as disposições dadas pelas autoridades a este propósito, e em total fidelidade aos nossos carismas, como em todos as épocas da história passada e recente, compartilhemos os sofrimentos, as ansiedades, os medos, com a verdadeira confiança de que a resposta do Senhor não tardará a chegar e em breve poderemos cantar um solene Te Deum de ação de graças. O Papa Francisco, ontem precisamente, como peregrino diante da Virgem Salus Populi Romani e do Crucifixo que salvou Roma da peste, quis recordar-nos que os meios de que dispomos para erradicar desgraças e calamidades são nos nossos tempos, tão tecnológicos e avançados, os mesmos que usaram os nossos antepassados. Oração, sacrifício, penitência, jejum e caridade: armas poderosas para receber do Coração Eucarístico de Jesus a graça da cura total de uma doença tão insidiosa. Queridas irmãs e queridos irmãos, através dos meios modernos de comunicação temos a possibilidade de participar em celebrações e momentos formativos; temos a possibilidade de nos sentirmos menos sozinhos e isolados e de fazer chegar a nossa voz às comunidades mais distantes! Demos a todos um sinal de esperança e de confiança e, mesmo vivendo estes dias com ansiedade e apreensão, estamos convencidos de que, cada um fazendo bem a sua parte, ajudamos a comunidade a sair da presente hora obscura. Acolhamos com entusiasmo o convite do Papa e encomendemo-nos agora com toda a nossa fé à querida Virgem do Divino Amor. Rezemos todos os dias, de manhã e à noite, a oração do Papa: “Tu, salvação do povo, sabes do que necessitamos e estamos seguros de que providenciarás para que, como em Caná da Galileia, possam voltar a alegria e a festa depois deste momento de provação”. Que ela, a querida Mãe do Céu, nos ajude a viver estes dias difíceis com muita esperança, com uma unidade renovada, com verdadeiro espírito de obediência ao que nos é ordenado, com a certeza de chegar através desta provação à hora bendita e gloriosa da ressurreição. Saudamo-vos a todos com afeto e estima, desejando que a luz e o amor que provêm do Mistério Pascal do Senhor penetrem toda a vossa vida.  Vaticano, 16 de março de 2020 Cardeal João Braz de Aviz, Prefeito Arcebispo José Rodríguez Carballo, Secretário  
Comunicado da Conferência Episcopal Portuguesa Semana Santa e Tríduo Pascal em tempo de Covid-19 Nos tempos difíceis que estamos a viver, devido à pandemia do Covid-19, a Conferência Episcopal Portuguesa reafirma as determinações expressas no Comunicado do dia 13 de março, nomeadamente a “suspensão da celebração comunitária da Santa Missa até ser superada a atual situação de emergência”. Conforme o Decreto da Congregação do Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, aprovado por mandato do Sumo Pontífice apenas para este ano de 2020 (19.03.2020), que acabamos de receber, a Conferência Episcopal determina quanto segue a propósito da Semana Santa e do Tríduo Pascal: 1. A data da Páscoa, que é Coração do ano litúrgico e não uma festa como as outras, não pode ser transferida; 2. A celebração dos mistérios litúrgicos do Tríduo Pascal, sem a participação física dos fiéis, aconteça no cumprimento das deliberações das autoridades civis e de saúde e segundo a real possibilidade; 3. Os Bispos darão indicações para que na Igreja Catedral e nas Igrejas paroquiais, mesmo sem a participação dos fiéis, o bispo e os párocos celebrem os mistérios litúrgicos do Tríduo Pascal, avisando os fiéis da hora de início que julgarem mais oportuna, de modo a que se possam unir em oração nas respetivas habitações; 4. As transmissões das celebrações litúrgicas são em direto, não gravadas, aliás como tem acontecido; 5. O Bispo Diocesano tem a faculdade de adiar a Missa Crismal para uma data posterior; 6. O Bispo Diocesano decidirá o que achar oportuno em relação à celebração dos mistérios litúrgicos do Tríduo Pascal nos mosteiros, seminários e comunidades religiosas, assim como a possibilidade de transferir para datas mais convenientes as expressões de piedade popular e as procissões que enriquecem os dias da Semana Santa e do Tríduo Pascal. Lisboa, 20 de março de 2020