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Celebrar a Beleza da Fé! Catequese Mistagógica A EUCARISTIA INTRODUÇÃO “Aproximai-vos do Senhor” é a mensagem fundamental do Plano Pastoral da nossa Diocese de Coimbra que temos em mãos. Entre os vários dinamismos que procura suscitar e objetivos que se propõe alcançar, destaca o dinamismo celebrativo.De facto, recorda-nos o Sr. D. Virgílio, “a celebração da fé é essencial à vivência da mesma fé, pois esta nunca é algo do âmbito simplesmente privado ou íntimo, mas tem uma dimensão comunitária, e capacita para a força transformadora de todos os campos da vida do crente e da sociedade”.O Concílio Vaticano II afirma que “a sagrada liturgia é simultaneamente a meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força” (SC,10). Ela atualiza para nós, hoje, o Mistério Pascal do Senhor, a nossa páscoa. Por isso, é missão da catequese conduzir à vivência dos mistérios da fé, uma vez que sintetizam e plenificam toda a experiência cristã.Uma celebração bem preparada, participada e digna educa na fé, faz memória do mistério pascal, renova o ideal de vida cristã e desenvolve a consciência de pertença eclesial. Pela ação do Espírito Santo, a liturgia alimenta e estimula ao compromisso com a vida. Por isso, “temos pela frente o desafio de ajudar os cristãos a inserirem-se na comunidade, e a criarem o gosto e a necessidade de participarem na celebração comunitária, litúrgica e sacramental”, especifica o nosso Bispo (Virgílio Antunes, Nota Pastoral 2018-2019).Propomos uma pequena catequese sobre a Eucaristia, essa fonte inesgotável do Amor de Deus derramado sobre a humanidade, memória do sacrifício salvífico do Senhor Jesus, morto e ressuscitado. Em chave mistagógica, à maneiro de iniciados, percorreremos de forma simples os vários momentos da celebração da missa, para os saborearmos e contemplarmos mais intimamente. Conduzidos pelas catequeses do Papa Francisco, que acompanham cada vídeo, ficaremos certamente mais despertos para nos aproximarmos do Senhor e para celebramos a beleza da fé.[Apresentamos um conjunto de 7 catequeses que percorrem toda a celebração da Eucaristia. Poderão ser utilizadas por grupos paroquiais, com distintas finalidades, propondo-se que depois do visionamento de cada vídeo se dê lugar à palavra do Papa, retirada das suas catequeses sobre a Eucaristia, e à oração, terminando-se com um cântico. Depois poderá seguir-se o diálogo e a partilha, segundo a natureza específica de cada reunião.] Pe. Manuel CarvalheiroSecretariado Diocesano da Coordenação Pastoral Vídeos e Documentos [ 1 ] Acolhimento e Ritos Iniciais da Eucaristia Documento - Acolhimento e Ritos Iniciais da Eucaristia [ 2 ] Acto Penitencial Documento - Acto Penitencial [ 3 ] Liturgia da Palavra Documento - Liturgia da Palavra [ 4 ] Apresentação dos Dons Documento - Apresentação dos Dons [ 5 ] Liturgia Eucarística Documento - Liturgia Eucarística [ 6 ] Ritos de Comunhão Documento - Ritos de Comunhão [ 7 ] Ritos de Conclusão e Envio Missionário Documento - Ritos de Conclusão e Envio Missionário Download Vídeos e Documentos [TODOS] Vídeos e Documentos Catequese Mistagógica - A EUCARISTIA
SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO 2019CAPELA DE S. MIGUEL – UNIVERSIDADE DE COIMBRA Caríssimos irmãos e irmãs! O Povo de Deus celebra a Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria com fervor e devoção desde há muitos séculos e de forma bem enquadrada no contexto da fé cristã, que tem por centro Jesus Cristo e a sua mensagem de salvação da humanidade. Em Portugal e a começar por Coimbra, onde se introduziu muito cedo uma doutrina já desenvolvida na Europa cristã, a Solenidade da Imaculada Conceição adquiriu um estatuto que nos levou a um forte enraizamento na fé e na cultura capaz de conduzir o rumo da nossa história. Às portas da celebração do sétimo século do decreto do Bispo de Coimbra, D. Raimundo Evrard, datado de 17 de outubro de 1320 e que institui entre nós a festa litúrgica da Imaculada Conceição, sentimo-nos impulsionados a colher toda a inspiração que ela nos pode trazer para a caminhada que hoje fazemos. A Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria tornou-se para os cristãos um símbolo da harmonia desejada por Deus para toda a Criação, que inclui as relações com Deus, com o próximo e com a terra. Ela alcançou a maior beleza criada, que inclui a totalidade da sua pessoa na comunhão amorosa com o Criador e com as outras criaturas. Tendo por base o texto profético do livro do Génesis, que hoje ouvimos, e a narração do Evangelho de Lucas acerca da incarnação do Verbo de Deus no seio de Maria, abrem-se à humanidade as portas do mistério da criação e da redenção, realizado por Cristo. Os atentados contra esta harmonia inscrita por Deus na Criação e profetizada no Proto-Evangelho da Salvação, como se tem chamado ao anúncio feito pelo livro do Génesis, que proclama Eva a mãe de todos os viventes, são muitos, são de todos os tempos e tornam-se mais prementes na atualidade. O tema da ecologia está hoje na ordem do dia e ninguém lhe pode ser indiferente, pois tornou-se demasiado evidente com base na simples observação e nos dados da ciência, que ultrapassámos os limites da sã e feliz convivência com Deus, com o próximo e com a terra, condição indispensável à vida, dom precioso que recebemos e que havemos de respeitar. Como referiu o Apóstolo Paulo, com palavras que têm ainda pleno sentido e para as quais estamos agora mais despertos, “toda a criação geme e sofre as dores de parto até ao presente”, pois, “entre os pobres mais abandonados e maltratados, conta-se a nossa terra oprimida e devastada” (Papa Francisco, Laudato Si, 2). Estamos diante de uma encruzilhada de difícil solução. Se fomos matando a natureza de forma irresponsável focados na ânsia de salvar uma parte da humanidade, corremos agora sérios riscos de sacrificar uma parte da humanidade para salvar a natureza. Nem a humanidade nem a natureza são deuses e, por isso, toda e qualquer ideologia conducente a adorar com fervor religioso uma ou outra perverte a realidade. Como ensinou o Papa Bento XVI “o mundo não pode ser analisado concentrando-se apenas sobre um dos seus aspetos, porque «o livro da natureza é uno e indivisível», incluindo entre outras coisas, o ambiente, a vida, a sexualidade, a família, as relações sociais” (Caritas in Veritate de Bento XVI, 51, citada pela Laudato Si, 6). É o tempo oportuno, talvez tardio, para tomarmos consciência de que somos criaturas e que a terra nos foi dada como casa comum para nela habitarmos, para a guardarmos e protegermos. É o tempo oportuno para agirmos como pessoas livres e responsáveis, mas sempre criaturas inseridas no contexto mais vasto de toda a Criação boa e bela, como refere o autor sagrado na conclusão da narração da ação de Deus ao criar o ser humano, homem e mulher, o vértice da sua obra criadora: “Deus, vendo toda a sua obra, considerou-a muito boa” (Gn 1, 31). Dentro da sua imensa complexidade, a situação em que nos encontramos não é simplesmente fruto do desenvolvimento, nem somente uma questão económica, política ou científica. Estamos diante das consequências de um caminho percorrido pela humanidade marcado por um conjunto de escolhas imperfeitas e mesmo erradas: nem a terra nos pertence, nem o consumismo nos faz felizes, nem a idolatria da humanidade nos cria melhores condições de vida. Por detrás do estado de degradação a que chegou o planeta terra está, como nos sugere a primeira leitura, que escutámos, o drama do mau uso da nossa liberdade, a que chamamos desordem ou pecado. Quebramos constantemente a harmonia da Criação, quando nos pomos no lugar de Deus, sendo humanos,, quando desrespeitamos as suas leis e equilíbrios, como se fossemos seus donos, quando agimos de forma egoísta, irresponsável e injusta na relação com o nosso próximo, como se não participássemos todos da mesma dignidade. Ninguém pode considerar-se de fora e todos havemos de sentir-nos responsáveis pelo problema e solidários na busca de caminhos novos. Há estruturas de corrupção e de pecado social, político, cultural, económico-financeiro, mas há também pecado pessoal fruto das más escolhas de cada um, que vão dos hábitos adquiridos e aparentemente insignificantes, à participação nas decisões de grande impacto para o mundo em que vivemos. Umas e outras revelam os valores ou contravalores assimilados e a responsabilidade que estamos dispostos a assumir, porventura com sacrifício para estilos de vida a que nos acomodámos. A fé cristã que tivemos a graça de receber, tem uma Boa Nova de esperança também no que diz respeito à ecologia, como nos recordou eloquentemente o Papa Francisco na Encíclica Laudato Si, que não é mais do que uma releitura e atualização da mensagem bíblica e da atitude nova e libertadora revelada por Jesus. As propostas que faz ao mundo são ousadas, mas entendemos que são verdadeiro caminho de mudança enraizadas no Evangelho: - a necessidade de um outro estilo de vida, que nos liberte os esquemas consumistas que nos são impostos pela organização vigente na sociedade para valorizarmos a abertura ao bem, à verdade e à beleza inscritos na Criação; - a urgência da consideração da dimensão moral de todos os nossos atos, onde se há de incluir o trabalho, a produção, o comércio e a indústria, as relações humanas, económicas e políticas; - a educação ambiental, que compete à família, à escola, à Igreja e à sociedade em geral, que se oriente para “recuperar os distintos níveis de equilíbrio ecológico: o interior consigo mesmo, o solidário com os outros, o natural com todos os seres vivos, o espiritual com Deus” (Laudato Si, 210); - uma séria fundamentação da ecologia na espiritualidade bíblica, que nasce da fé e traz consequências notórias ao modo de pensar, sentir e viver em harmonia com Deus, com os outros e com a terra. - a envolvência solidária nas estruturas sociais, culturais, económicas, políticas, que as leve a mudar por dentro com base em critérios éticos sólidos. Nesta solenidade da Imaculada Conceição, sentimos, de novo o impulso de olhar para ela, pois enquanto criatura como nós, é excelsa inspiradora dos cristãos. Entre todas as criaturas, distingue-se pela harmonia que vive e transmite: harmonia na relação com Deus, a quem adora e serve; harmonia na relação com a humanidade, que ama como Mãe e como Irmã; harmonia na relação com toda a natureza, que guarda e protege enquanto dom do Criador a todos os seus filhos. O seu coração imaculado e santo experimenta a paz, que deseja a todos e que é o fruto da pobreza de espírito que a anima. Que ela nos acompanhe nesta peregrinação sobre a terra boa e bela e nos conduza às portas da glória do Céu, quando Cristo for tudo em todas as coisas e reinar a harmonia e a paz. Coimbra, 8 de dezembro de 2019Virgílio do Nascimento AntunesBispo de Coimbra
SOLENIDADE DA DEDICAÇÃO DA CATEDRAL DE COIMBRA SÉ VELHA – 2019.11.16 1 Rs 8, 22-23.27-30; 1 Pd 2, 4-9; Lc 19, 1-10             Caríssimos irmãos e irmãs! A solenidade da Dedicação da Catedral vai muito para além da veneração que temos por este templo antigo e belo a que chamamos Sé Velha. Esta solenidade recorda-nos que somos verdadeira Igreja de Deus, verdadeiro Povo Santo de Deus a caminhar nestas terras de Coimbra desde há muitos séculos, desde aquele dia em que aqui se ouviu proclamar pela primeira vez o nome de Jesus como o Senhor, como o Messias, como o Filho de Deus e Salvador do mundo pela sua morte e ressurreição. A conversão a Cristo, o batismo e a eucaristia, sacramentos desde então celebrados, fizeram chegar até hoje a fé da Igreja, como dom inestimável do amor de Deus por nós. Passaram culturas e povos, tempos de paz e tempos de guerra, momentos favoráveis e adversos, mas a fé em Jesus Cristo simbolizada nestas pedras e nesta construção permanece. Mesmo na sociedade dita secularizada que é a do nosso tempo, este templo de aspeto robusto e austero, de arquitetura defensiva, continua a erguer-se como bastião da possibilidade que toda a humanidade tem de acolher a Deus na sua vida e ser salva por Jesus Cristo. O que desejamos é que neste lugar, Igreja Mãe da Diocese de Coimbra, como em tantos outros lugares edificados neste vasto território, continue a proclamar-se a Boa Nova da Salvação, no ambão, a mesa de Palavra, e a oferecer-se Deus o sacrifício de Jesus Cristo, no altar, a mesa da Eucaristia.   Escolhemos para esta celebração a leitura do Evangelho de Lucas que nos narra o encontro de Jesus com um homem rico, o chefe de publicanos, Zaqueu, de pequena estatura, que desejava ver Jesus. A figura de Jesus é tão sugestiva que, mesmo aquele homem que andava por outros caminhos, sentiu uma imensa vontade de O ver, para ouvir as suas palavras e O conhecer. Ao sentir-se olhado por Jesus com misericórdia e ao ouvir a sua proposta de amizade e confiança – Zaqueu, eu hoje devo ficar em tua casa – operou-se algo de grandioso na sua pessoa, deu-se a conversão e a mudança, que nem ele nem os circunstantes esperavam. As palavras de Jesus, “hoje entrou a salvação nesta casa” resumem o significado daquele encontro e dizem em que consiste ainda hoje a missão da Igreja, Corpo de Cristo e mistério de comunhão de Deus com a humanidade: ser portadora da salvação de Cristo a uma humanidade que tem sede, mesmo que nem sempre possa identificar a sua sede. A Igreja que somos é chamada a proclamar as palavras de Jesus dentro do templo em que celebra os mistérios da fé, mas igualmente nos areópagos onde é urgente oferecer palavras de esperança e salvação; é também chamada a celebrar o sacrifício de Cristo no altar da Eucaristia e a dar-lhe continuidade nos lugares onde homens e mulheres de todas as condições precisam de sinais de amor, de perdão, de reconciliação e de redenção. A Igreja, na fidelidade a Cristo, seu fundador e seu mestre, é convidada a sair para ir às cidades onde se encontram as multidões ou às aldeias onde estão as pessoas isoladas, para lhes mostrar Jesus, Aquele que quer entrar em toda a casa onde houver alguém desejoso de O ver e de O ouvir. Ao escolhermos como lema deste ano pastoral a frase de 1 Jo 1, 3, “o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos”, estamos a lembrar toda a comunidade diocesana que o encontro com o Senhor é o motor de toda a evangelização e que quando se experimenta a conversão, a vida muda e a alegria não pode ser abafada. Nessa altura, o que vimos e ouvimos, isso comunicamos com palavras, com obras, com a vida.   A mesma narração do encontro de Jesus com Zaqueu faz-nos compreender que ninguém pode ser excluído do acesso a Cristo e à Boa Nova da Salvação. Jesus ultrapassou todas as fronteiras existentes no seu tempo e fez um anúncio alargado a todo o tipo de pessoas, mesmo àquelas que, segundo os cânones sociais e religiosos da época, não era suposto serem interpeladas por Ele ou aderirem à sua mensagem. A mensagem de Jesus foi universal e sempre aberta a todos os povos da terra. Ele nunca excluiu ninguém do número daqueles a quem quis oferecer a salvação de Deus e manifestou sempre uma proximidade e um carinho especiais pelos excluídos ou pelos que se situavam nas periferias humanas, sociais ou religiosas. Jesus dirigiu-se a todo o ser humano como um destinatário privilegiado da Boa Nova da Salvação de Deus e como alguém que tem um lugar especial no Seu coração. Aproximou-se de todos com humildade e com firmeza, com amor e com confiança, acolhendo e esperando ser acolhido. Nestas atitudes de Jesus, encontramos, caríssimos irmãos e irmãs, um programa para a nossa Igreja Diocesana de Coimbra, chamada a dar continuidade ao ministério de Jesus que anuncia a Boa Nova da Salvação de Deus. Muitos cristãos e muitas comunidades sofrem um grave complexo de inferioridade para o qual a sociedade os foi empurrando, como se a fé cristã e a condição de membros da Igreja fosse algo anacrónico. A falta de fortaleza da fé aliada a uma escassa formação teológica e espiritual deixam a muitos numa espécie de indiferença e a outros sem o entusiasmo necessário para comunicar a experiência feliz de encontro com Cristo. A nossa Diocese e a nossa cidade são destinatárias privilegiadas do Evangelho e nada nos pode fazer vacilar diante da missão de evangelizar que o Senhor nos confiou. Ao longo dos séculos, Coimbra foi lugar de diálogo entre fé e cultura, entre teologia e ciência, numa convergência harmoniosa dos caminhos da fé e da razão. Com a humildade caraterística de todos os buscadores da verdade, essa continua ser a vocação da nossa diocese e da nossa cidade. A Sé Velha, que acompanhou esse longo percurso histórico, continua a ter a ser símbolo dos caminhos de proclamação do Evangelho que, pelo amor do Espírito Santo pode converter a inteligência e o coração de todos os que procuram a verdade na caridade.   De novo, neste dia da Dedicação da Catedral, confiamos a Santa Maria de Coimbra todo o Povo de Deus da nossa Diocese e pedimos que acompanhe a missão que alegremente acolhemos de anunciar a Boa Nova de Jesus Salvador. Coimbra, 16 de novembro de 2019Virgílio do Nascimento AntunesBispo de Coimbra     <a href=\"https://www.replicaorologio.it/\">www.replicaorologio.it</a><a href=\"http://www.klockor-kopior.com/\">www.klockor-kopior.com</a>
DIOCESE DE COIMBRACELEBRAÇÃO DO SACRAMENTO DA CONFIRMAÇÃO Ministro O ministro ordinário do Sacramento da Confirmação é o Bispo (cf. Cân. 882), que pode delegar em alguns presbíteros, em caso de necessidade (cf. Cân. 884). Na impossibilidade de realizar pessoalmente todas as celebrações, o Bispo delegará no Vigário Geral e, ad casum, no Vigário Episcopal ou no Arcipreste. Lugar Dada a redução do número de confirmandos e a organização da Diocese em unidades pastorais, o Sacramento da Confirmação será celebrado em conjunto para todas as paróquias pertencentes a uma mesma unidade pastoral ou, pelo menos, para as paróquias entregues ao cuidado pastoral do mesmo pároco. Marcação O dia e hora da celebração deverá ser proposto pelo pároco ou moderador da unidade pastoral ao bispo diocesano, que informará se o fará pessoalmente ou por um seu delegado. Convém que o pedido seja feito com bastante antecedência e que se apresentem duas hipóteses de data e hora. Dia e hora O dia mais adequado para a celebração é o domingo, podendo também recorrer-se ao sábado por conveniência da vida paroquial ou do ministro. Sendo no sábado, dê-se a preferência à parte da tarde, para que se celebre a missa vespertina. Ao domingo, pode ser de manhã, de preferência a partir das 10:00, ou de tarde, às 16:00. Preparação Podem ser confirmados os jovens que, tendo frequentado os dez anos do percurso catequético aprovado pela Conferência Episcopal Portuguesa, estejam devidamente instruídos para o receberem (cf. Cân 890). “Os que não puderam fazer  de modo nenhum o itinerário diocesano da catequese devem preparar-se para o Crisma através de um tempo adequado de formação, que terá a duração de dois anos, a não ser que o pároco, por motivos ponderosos, entenda reduzi-lo a um ano” (XII Sínodo Diocesano, Coimbra 1999, p. 169-170). No final do período de preparação, os confirmandos devem fazer um retiro espiritual, que constitua um ponto alto do encontro pessoal com Cristo e leve a assumir a fé cristã para toda a vida. Celebração Liturgia da Missa Em princípio celebra-se a Missa do dia correspondente, de acordo com o Calendário Litúrgico. Nos casos previstos pelas normas litúrgicas pode substituir-se a Segunda Leitura por uma das propostas no Leccionário para a missa ritual da Confirmação. Liturgia da Confirmação Segue-se o Ritual da Confirmação que pode incluir uma apresentação dos candidatos e uma introdução geral feita pelo pároco ou outro e um cântico de invocação do Espírito Santo. Caso se usem as velas do batismo durante a profissão de fé e o grupo seja numeroso, alguns confirmandos ou catequistas levarão a luz que tomam do círio pascal a todos os outros que permanecem nos seus lugares. Música Litúrgica Ponha-se todo o empenho na preparação musical da celebração e usem-se os cânticos litúrgicos apropriados e cantados pelo coro litúrgico da paróquia e/ou unidade pastoral. Durante o rito da crismação alterne-se entre o canto suave e o silêncio. Gestos simbólicos ou encenações A apresentação de gestos simbólicos ou encenações não terá lugar durante a celebração. Padrinhos O padrinho/madrinha deve ser escolhido de acordo com o que prescreve o Código de Direito Canónico: tenha completado dezasseis anos de idade (cf. Cân. 874 §1, 2º); seja católico confirmado e já tenha recebido a Eucaristia; tenha uma vida consentânea com a fé e múnus que vai desempenhar (Cân. 874 §1, 3º). Vestuário Recomendar-se-á aos confirmandos e padrinhos/madrinhas o uso de vestuário adequado a um momento sagrado e solene como é a participação na Missa e a celebração do sacramento da Confirmação. Fotografias Tenha-se o cuidado de instruir os fotógrafos acerca do modo como podem fazer a cobertura fotográfica, de forma discreta e respeitosa, ocupando exclusivamente o lugar que lhes for reservado.   Coimbra, 2014.12.03 <a href=\"https://www.orologireplicas.it/\">rolex replica</a><a href=\"https://www.nbnet.it/\">replica orologi</a>
MENSAGEM DE SUA SANTIDADEO PAPA FRANCISCOPARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES DE 2019 [20 de outubro de 2019]   Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo   Queridos irmãos e irmãs! Pedi a toda a Igreja que vivesse um tempo extraordinário de missionariedade no mês de outubro de 2019, para comemorar o centenário da promulgação da Carta apostólica Maximum illud, do Papa Bento XV (30 de novembro de 1919). A clarividência profética da sua proposta apostólica confirmou-me como é importante, ainda hoje, renovar o compromisso missionário da Igreja, potenciar evangelicamente a sua missão de anunciar e levar ao mundo a salvação de Jesus Cristo, morto e ressuscitado. O título desta mensagem – «batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo» – é o mesmo do Outubro Missionário. A celebração deste mês ajudar-nos-á, em primeiro lugar, a reencontrar o sentido missionário da nossa adesão de fé a Jesus Cristo, fé recebida como dom gratuito no Batismo. O ato, pelo qual somos feitos filhos de Deus, sempre é eclesial, nunca individual: da comunhão com Deus, Pai e Filho e Espírito Santo, nasce uma vida nova partilhada com muitos outros irmãos e irmãs. E esta vida divina não é um produto para vender – não fazemos proselitismo –, mas uma riqueza para dar, comunicar, anunciar: eis o sentido da missão. Recebemos gratuitamente este dom, e gratuitamente o partilhamos (cf. Mt 10, 8), sem excluir ninguém. Deus quer que todos os homens sejam salvos, chegando ao conhecimento da verdade e à experiência da sua misericórdia por meio da Igreja, sacramento universal da salvação (cf. 1 Tm 2, 4; 3, 15; Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. Lumen gentium, 48). A Igreja está em missão no mundo: a fé em Jesus Cristo dá-nos a justa dimensão de todas as coisas, fazendo-nos ver o mundo com os olhos e o coração de Deus; a esperança abre-nos aos horizontes eternos da vida divina, de que verdadeiramente participamos; a caridade, que antegozamos nos sacramentos e no amor fraterno, impele-nos até aos confins da terra (cf. Miq 5, 3; Mt 28, 19; At 1, 8; Rm 10, 18). Uma Igreja em saída até aos extremos confins requer constante e permanente conversão missionária. Quantos santos, quantas mulheres e homens de fé nos dão testemunho, mostrando como possível e praticável esta abertura ilimitada, esta saída misericordiosa ditada pelo impulso urgente do amor e da sua lógica intrínseca de dom, sacrifício e gratuidade (cf. 2 Cor 5, 14-21)! Sê homem de Deus, que anuncia Deus (cf. Carta ap. Maximum illud): este mandato toca-nos de perto. Eu sou sempre uma missão; tu és sempre uma missão; cada batizada e batizado é uma missão. Quem ama, põe-se em movimento, sente-se impelido para fora de si mesmo: é atraído e atrai; dá-se ao outro e tece relações que geram vida. Para o amor de Deus, ninguém é inútil nem insignificante. Cada um de nós é uma missão no mundo, porque fruto do amor de Deus. Ainda que meu pai e minha mãe traíssem o amor com a mentira, o ódio e a infidelidade, Deus nunca Se subtrai ao dom da vida e, desde sempre, deu como destino a cada um dos seus filhos a própria vida divina e eterna (cf. Ef 1, 3-6). Esta vida é-nos comunicada no Batismo, que nos dá a fé em Jesus Cristo, vencedor do pecado e da morte, regenera à imagem e semelhança de Deus e insere no Corpo de Cristo, que é a Igreja. Por conseguinte, neste sentido, o Batismo é verdadeiramente necessário para a salvação, pois garante-nos que somos filhos e filhas, sempre e em toda parte: jamais seremos órfãos, estrangeiros ou escravos na casa do Pai. Aquilo que, no cristão, é realidade sacramental – com a sua plenitude na Eucaristia –, permanece vocação e destino para todo o homem e mulher à espera de conversão e salvação. Com efeito, o Batismo é promessa realizada do dom divino, que torna o ser humano filho no Filho. Somos filhos dos nossos pais naturais, mas, no Batismo, é-nos dada a paternidade primordial e a verdadeira maternidade: não pode ter Deus como Pai quem não tem a Igreja como mãe (cf. São Cipriano, A unidade da Igreja, 4). Assim, a nossa missão radica-se na paternidade de Deus e na maternidade da Igreja, porque é inerente ao Batismo o envio expresso por Jesus no mandato pascal: como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós, cheios de Espírito Santo para a reconciliação do mundo (cf. Jo 20, 19-23; Mt 28, 16-20). Este envio incumbe ao cristão, para que a ninguém falte o anúncio da sua vocação a filho adotivo, a certeza da sua dignidade pessoal e do valor intrínseco de cada vida humana desde a conceção até à sua morte natural. O secularismo difuso, quando se torna rejeição positiva e cultural da paternidade ativa de Deus na nossa história, impede toda e qualquer fraternidade universal autêntica, que se manifesta no respeito mútuo pela vida de cada um. Sem o Deus de Jesus Cristo, toda a diferença fica reduzida a ameaça infernal, tornando impossível qualquer aceitação fraterna e unidade fecunda do género humano. O destino universal da salvação, oferecida por Deus em Jesus Cristo, levou Bento XV a exigir a superação de todo o fechamento nacionalista e etnocêntrico, de toda a mistura do anúncio do Evangelho com os interesses económicos e militares das potências coloniais. Na sua Carta apostólica Maximum illud, o Papa lembrava que a universalidade divina da missão da Igreja exige o abandono duma pertença exclusivista à própria pátria e à própria etnia. A abertura da cultura e da comunidade à novidade salvífica de Jesus Cristo requer a superação de toda a indevida introversão étnica e eclesial. Também hoje, a Igreja continua a necessitar de homens e mulheres que, em virtude do seu Batismo, respondam generosamente à chamada para sair da sua própria casa, da sua família, da sua pátria, da sua própria língua, da sua Igreja local. São enviados aos gentios, ao mundo ainda não transfigurado pelos sacramentos de Jesus Cristo e da sua Igreja santa. Anunciando a Palavra de Deus, testemunhando o Evangelho e celebrando a vida do Espírito, chamam à conversão, batizam e oferecem a salvação cristã no respeito pela liberdade pessoal de cada um, em diálogo com as culturas e as religiões dos povos a quem são enviados. Assim a missio ad gentes, sempre necessária na Igreja, contribui de maneira fundamental para o processo permanente de conversão de todos os cristãos. A fé na Páscoa de Jesus, o envio eclesial batismal, a saída geográfica e cultural de si mesmo e da sua própria casa, a necessidade de salvação do pecado e a libertação do mal pessoal e social exigem a missão até aos últimos confins da terra. A coincidência providencial do Mês Missionário Extraordinário com a celebração do Sínodo Especial sobre as Igrejas na Amazónia leva-me a assinalar como a missão, que nos foi confiada por Jesus com o dom do seu Espírito, ainda seja atual e necessária também para aquelas terras e seus habitantes. Um renovado Pentecostes abra de par em par as portas da Igreja, a fim de que nenhuma cultura permaneça fechada em si mesma e nenhum povo fique isolado, mas se abra à comunhão universal da fé. Que ninguém fique fechado em si mesmo, na autorreferencialidade da sua própria pertença étnica e religiosa. A Páscoa de Jesus rompe os limites estreitos de mundos, religiões e culturas, chamando-os a crescer no respeito pela dignidade do homem e da mulher, rumo a uma conversão cada vez mais plena à Verdade do Senhor Ressuscitado, que dá a verdadeira vida a todos. A este respeito, recordo as palavras do Papa Bento XVI no início do nosso encontro de Bispos Latino-Americanos na Aparecida, Brasil, em 2007, palavras que desejo transcrever aqui e subscrevê-las: «O que significou a aceitação da fé cristã para os povos da América Latina e do Caribe? Para eles, significou conhecer e acolher Cristo, o Deus desconhecido que os seus antepassados, sem o saber, buscavam nas suas ricas tradições religiosas. Cristo era o Salvador que esperavam silenciosamente. Significou também ter recebido, com as águas do Batismo, a vida divina que fez deles filhos de Deus por adoção; ter recebido, outrossim, o Espírito Santo que veio fecundar as suas culturas, purificando-as e desenvolvendo os numerosos germes e sementes que o Verbo encarnado tinha lançado nelas, orientando-as assim pelos caminhos do Evangelho. (...) O Verbo de Deus, fazendo-Se carne em Jesus Cristo, fez-Se também história e cultura. A utopia de voltar a dar vida às religiões pré-colombianas, separando-as de Cristo e da Igreja universal, não seria um progresso, mas uma regressão. Na realidade, seria uma involução para um momento histórico ancorado no passado» [Discurso na Sessão Inaugural (13 de maio de 2007), 1: Insegnamenti III/1 (2007), 855-856]. A Maria, nossa Mãe, confiamos a missão da Igreja. Unida ao seu Filho, desde a encarnação, a Virgem colocou-se em movimento, deixando-se envolver-se totalmente pela missão de Jesus; missão que, ao pé da cruz, havia de se tornar também a sua missão: colaborar como Mãe da Igreja para gerar, no Espírito e na fé, novos filhos e filhas de Deus. Gostaria de concluir com uma breve palavra sobre as Pontifícias Obras Missionárias, que a Carta apostólica Maximum illud já apresentava como instrumentos missionários. De facto, como uma rede global que apoia o Papa no seu compromisso missionário, prestam o seu serviço à universalidade eclesial mediante a oração, alma da missão, e a caridade dos cristãos espalhados pelo mundo inteiro. A oferta deles ajuda o Papa na evangelização das Igrejas particulares (Obra da Propagação da Fé), na formação do clero local (Obra de São Pedro Apóstolo), na educação duma consciência missionária das crianças de todo o mundo (Obra da Santa Infância) e na formação missionária da fé dos cristãos (Pontifícia União Missionária). Ao renovar o meu apoio a estas Obras, espero que o Mês Missionário Extraordinário de outubro de 2019 contribua para a renovação do seu serviço missionário ao meu ministério. Aos missionários e às missionárias e a todos aqueles que de algum modo participam, em virtude do seu Batismo, na missão da Igreja, de coração envio a minha bênção. Vaticano, 9 de junho – Solenidade de Pentecostes – de 2019. FRANCISCO