Cardeal-arcebispo de Aparecida destaca “devoção” mariana que une Portugal e Brasil

O cardeal-arcebispo de Aparecida, D. Raymundo Damasceno Assis, destacou em Fátima os “especiais vínculos de fraternidade e de fé” que unem a “querida pátria Lusitana e o Brasil, Terra de Santa Cruz”.
“Sem dúvida, que o vínculo mais forte, é o da fé católica. Mais forte, ousaria dizer, do que a língua comum, que nos permite comunicar com facilidade. E, no âmbito da fé que nos une, destaca-se o amor filial e a devoção à Virgem Santa Maria”, observou o cardeal brasileiro, na missa de encerramento da peregrinação internacional de maio deste ano.
Portugal e Brasil, recordou D. Raymundo Damasceno Assis na sua homilia estão especialmente unidos por dois “eventos marianos”, separados por 200 anos.
No Brasil, com “o encontro extraordinário da imagem milagrosa de Nossa Senhora da Conceição Aparecida”; enquanto “em Portugal, em 1917”, com “a milagrosa aparição de Nossa Senhora aos três pastorinhos: Lúcia, Jacinta e Francisco”.
“Os detalhes das devoções que se formam são diferentes, aqui e lá, mas é comum o rico e profundo ambiente de oração que se cultiva e cresce”, complementou o antigo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Recorde-se que o início das cerimónias da peregrinação internacional de maio, esta terça-feira, foi marcado pela entronização de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, sinal da “união” entre Portugal e Brasil.  
Uma cerimónia englobada nas comemorações dos 300 anos do ‘achamento’ da imagem da ‘Mãe Aparecida no rio Paraíba do Sul’, que será assinalado em 2017, ano do centenário das aparições de Fátima.
Nas palavras que levou aos milhares de peregrinos que enchem o recinto principal do Santuário de Fátima, D. Raymundo Damasceno Assis enalteceu ainda a mensagem que Nossa Senhora deixou na  Cova da Iria, que quase 100 anos depois continua a ser um convite continuo a buscar a paz.
“Os acontecimentos que aqui se deram ao longo de 1917, quando o mundo assistia às atrocidades da Primeira Guerra Mundial”, referiu o cardeal brasileiro, “chamam à atenção de um coração humano: o Imaculado Coração de Maria”.
E “é do coração humano que brotam todas as atrocidades. Mas é também de um coração humano, todo ele transfigurado pela graça de Deus, que brota a paz”, apontou o responsável católico.