Partilhar «talentos» profissionais com valores de fé

A plataforma de formação ‘Talentos’, que nasceu na família missionária Verbum Dei, quer ajudar a partilhar os “dons e experiências” profissionais aliando-os a valores de fé.
“Foi o tentarmos unir a necessidade que temos de sermos bons profissionalmente, de nos especializarmos, e que essa formação não nos torne desumanos”, explica à Agência Ecclesia o formador Ricardo Resende.
O professor universitário revela que se reuniram pessoas com essa capacidade profissional e formativa e que a fé está presente “qual o fim último da profissão”, para além do objetivo de “aprender a ser mais eficiente”.
O ‘talentos.verbumdei’ tem como objetivo facilitar a partilha dos dons e experiências de vida, na componente profissional.
Segundo Ricardo Resende, a fé transparece nas formações “onde é mais evidente” pelo menos na “intencionalidade do formador”: “Eu estou aqui porque quero ajudar a trabalhar melhor, a servir melhor”.
Há dois anos as formações materializam-se em pequenos workshops, em várias áreas, que funcionam mediante a disponibilidade dos formadores e adesão dos interessados, cujo preço é simbólico.
O professor universitário revela que também existem surpresas “interessantes” na participação dos alunos, como numa formação sobre Excel.
“Estou à espera que apareçam jovens que estão na universidade, e aparece um ou outro, mas aparecem pessoas de 50 anos que diziam que tinham de aprender a trabalhar”, explica.
Segundo o entrevistado, na formação talentos.verbumdei.org as sessões duram entre hora e meia a duas horas, nas quais os formandos “aprendem qualquer coisa”, mas funcionam sobretudo como “arranque, semente”.
Depois há uma formação noutro tema, as pessoas voltam e dizem que já fazem algumas coisas no Excel”, exemplifica Ricardo Resende, para quem é “inesperado” ver pessoas com 50, 60 anos com “vontade de aprender”.
Neste contexto, o formador comenta que recebe a “alegria de partilhar e ser útil” porque gosta de dar aulas “principalmente” quando os alunos estão “muito interessados”.
“Ali tenho pessoas que querem mesmo estar e até partilharam qualquer coisa”, comenta o interlocutor, que não recebe nenhum valor monetário.