Palavra de Abertura da Assembleia diocesana - 7/out./2012

ABERTURA DO ANO DA FÉ E DO ANO PASTORAL NA DIOCESE DE COIMBRA

ASSEMBLEIA DIOCESANA DE RESPONSÁVEIS

AUDITÓRIO DA REITORIA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA

 

1. SAUDAÇÃO

Esta é a primeira vez que tenho a possibilidade de me encontrar convosco, os fiéis cristãos que assumis, juntamente com os vossos párocos e outros responsáveis dos Secretariados, Serviços, Comissões e Movimentos, a tarefa de animar e fortalecer as comunidades cristãs.

Graças a Deus a história da Igreja, conduzida pelo Espírito Santo, tem-nos ajudado a discernir os meios de evangelização adequados a cada tempo e cultura. O Concílio Vaticano II, enquanto momento alto da irrupção do Espírito, ajudou-nos a compreender o justo lugar que devem ocupar os leigos na Igreja: são membros do único Povo de Deus, a viver a sua fé e o seu batismo na secularidade, no mundo; são, a justo título, participantes na vida da comunidade cristã e na missão evangelizadora do mundo.

Em nome da diocese de Coimbra, agradeço-vos toda a ação desenvolvida na secularidade e na comunidade cristã, sempre numa relação muito próxima com os sacerdotes e o bispo, que é chamado a ser factor de unidade e comunhão da Igreja, enquanto age na Pessoa de Jesus Cristo, Cabeça da Igreja.

O que seria a Igreja sem a vossa inserção nas realidades temporais da família, do trabalho, da política e de todos os sectores da sociedade em que vos encontrais a exercer a vossa missão profética, sacerdotal e real? E o que seria a Igreja sem a vossa ação apostólica e a vossa participação ativa nas tarefas de organização da comunidade cristã ou sem o vosso trabalho na área da catequese, da liturgia e da caridade?

Enquanto vos agradeço a vós por tão grande testemunho, agradeço sobretudo a Deus por pôr nos vossos corações o desejo de ser fiel à vocação que recebestes.

 

2. O ANO DA FÉ

O Papa Bento XVI, profundamente conhecedor da realidade que se vive na Igreja e da centralidade de Jesus Cristo na vida dos fiéis, decidiu convocar-nos para celebrar um Ano da Fé.

Esta é a questão central da vida da Igreja que, por vezes, pode ficar esquecida no meio de tantas atividades que realiza. Esta é também uma questão central para a humanidade, a braços com tantos problemas, porventura potenciados por uma ausência de Deus na vida e na consciência das pessoas.

Com base na Revelação, sabemos que é pela fé que se chega ao conhecimento de Jesus Cristo, o único Salvador do género humano; é pela fé que respondemos à proposta que nos faz e que aceitamos à sua oferta de salvação. A fé, torna-se, deste modo, a questão crucial da nossa vida e a razão de ser da Igreja.

O Papa Bento XVI centra-nos, por isso, no essencial e diz-nos que a fé é a grande graça que recebemos e de que somos portadores, e deve constituir o único dinamismo a dominar a vida e ação da Igreja.

 

3. DINAMISMO PASTORAL

O Espírito Santo impele-nos a aproveitar este Ano da Fé para relançarmos um renovado dinamismo pastoral na diocese de Coimbra.

Precisamos de aprofundar a fé, de uma nova alegria de crer e de um novo entusiasmo para anunciar Jesus Cristo. Precisamos de lançar mão de todos os meios de que dispomos, sendo os mais importantes os meios humanos – homens e mulheres, cheios de ardor.

Todas as formas de organização eclesial – Diocese, Regiões Pastorais, Arciprestados, Unidades Pastorais, Paróquias, Conselhos Pastorais e Económicos, Secretariados, Serviços, Movimentos – têm sentido se estão ao serviço da mesma finalidade. Precisamos de os revitalizar e tornar operativos, de definir com clareza os seus objetivos e os seus métodos de trabalho.

Peço-vos, caríssimos irmãos, que tenhais o coração aberto para acolher os caminhos e as inspirações que o Espírito de Deus quiser oferecer à nossa Igreja Diocesana. Jesus Cristo como o Seu Evangelho são a eterna novidade que sobrevive a todos os tempos e culturas. Tenhamos nós a ousadia profética de O acolher e transmitir ao Homem do nosso tempo, numa linguagem que ele entenda.

Ajude-nos este dia a refazer a alegria de crer e o entusiasmo de testemunhar a fé.

 

Coimbra, 07 de outubro de 2012

Virgílio do nascimento Antunes

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