PALAVRA NO ENCERRAMENTO DA SEMANA DE FORMAÇÃO - SEMINÁRIO DE COIMBRA, 14-17 DE JANEIRO DE 2013 - A NOVA EVANGELIZAÇÃO NAS PARÓQUIAS

  1. INTRODUÇÃO

Esta Semana de Formação sobre a Nova Evangelização nas Paróquias centrou-nos na missão da Igreja, que consiste em levar a Boa Nova a todos os povos da terra. Conhecemos o mandato de Jesus Cristo, dirigido aos Apóstolos e a toda a Igreja, mas estamos enredados pela teia da nossa forma de ser Igreja e tomados pelas solicitações que provêm das comunidades cristãs cheias de tradições religiosas e culturais, que nos absorvem excessivamente.

Esta Semana teve a ousadia de nos fazer passar das afirmações gerais acerca desse mandato de Jesus Cristo que, geralmente, reproduzimos num plano mais ou menos abstrato, que não atinge em profundidade nem compromete de forma concreta, para a realidade que vivemos ao nível da comunidade cristã de base, que é a paróquia, devidamente enquadrada na Igreja Particular ou Diocese.

O apelo à Nova Evangelização, apesar de ser uma realidade em construção nos seus detalhes, é fruto de uma ideia-força: a Igreja não pode ficar refém dos meios e métodos usados num tempo em que a quase totalidade dos cidadãos eram cristãos de formação e praticantes de tradição. Trata-se, como tem sido repetido, de um novo modo de agir pastoral e de um novo ardor pessoal e comunitário, nascido do encontro renovador com a Pessoa de Jesus Cristo.

O grande apelo consiste, portanto, na mudança de atitude de toda a Igreja, nas suas expressões diocesana e paroquial, na busca da fidelidade ao Concílio Vaticano II, o grande dom de Deus para o nosso tempo. De um modelo marcadamente passivo, havemos de passar a um modelo dinâmico; de uma Igreja, que recebe e acolhe os que a procuram ou nela nascem quase naturalmente, havemos de passar a uma Igreja que interpela e incomoda com a sua proposta de encontro com Cristo; em vez de uma Igreja supostamente evangelizada, havemos de passar a uma Igreja inquieta e continuamente anunciadora do evangelho aos de dentro e sempre missionária em relação aos de fora. “Faz-te ao largo” – no sentido da profundidade para os cristãos, no sentido da largueza de horizontes em relação aos que estão fora.

Estamos num momento crucial da vida da Igreja, porque nele se joga a capacidade de acolhermos os sinais dos tempos, como sinais do Espírito para a atualidade da nossa ação. É neste tempo que vivemos e é nele que somos chamados a realizar a missão dada pelo Senhor à sua Igreja. Como as circunstâncias culturais, sociais e religiosas de hoje têm peculiaridades muito próprias, precisamos de as conhecer a fim de adequarmos a ação pastoral ao nosso mundo real, pois essa é condição indispensável para que a mensagem seja acolhida. Frequentemente a nossa ação e as nossas propostas se enquadram num mundo virtual, que construímos dentro de nós ou que nos fornecem como se fosse a realidade: supomos que a Igreja vive da fé, que os cristãos estão evangelizados, que as motivações dos que permanecem na Igreja são profundas e evangélicas, que a nossa cultura por ser de matriz cristã está impregnada de Cristo ou aberta à Sua novidade.

Duas tentações são frequentes entre nós, quando se fala da ação pastoral da Igreja nas suas comunidades: podemos refugiar-nos na ideia de que na Igreja tudo depende do Espírito Santo, e demitirmo-nos da ação pastoral refletida e planificada, com base num pretenso pendor carismático, frequentemente de caráter individualista; podemos também esquecer que é o Espírito quem anima a Igreja e converte os corações, para nos fixarmos exclusivamente nas nossas estruturas humanas e na nossa capacidade de organização, como se tudo dependesse de nós.

De facto, o Senhor soprou sobre os Apóstolos e enviou-os a ensinar e batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e prometeu estar com eles até ao fim dos tempos. A ação pastoral é ação da Igreja e, portanto, é também ação humana refletida, programada, planificada e plasmada nos projetos pastorais. Esse é o modo que temos, enquanto continuadores da missão dos Apóstolos, de dar o nosso contributo e cumprir o mandato do Senhor, como servos que sabem que não depende de si o germinar dos frutos. A ação da Igreja é ação do Espírito que age em nós e, apesar da nossa pobreza, também por nosso intermédio.

 

2. CONVERSÃO PASTORAL

Enquanto sacerdotes e membros do presbitério diocesano, enquanto diáconos e sinais visíveis da diaconia da Igreja, precisamos de nos abrir àquilo a que podíamos chamar um processo de conversão pastoral.

A conversão a Cristo é um processo de toda a nossa vida de sacerdotes ou diáconos, como de todo o povo de Deus. Nós, porém, que assumimos na Igreja a missão de ser pastores e de partilhar a atitude de Jesus Cristo, o Bom Pastor, temos a obrigação de estar atentos às novas realidades que nos circundam e de corresponder de forma adequada ao anúncio da salvação aos homens e mulheres do nosso tempo.

A nossa conversão a Cristo há-de manifestar-se, por isso, na conversão aos apelos que a Igreja nos faz neste tempo que é o nosso. Não somos sacerdotes e pastores do passado, nem do futuro, mas do presente. Os modelos pastorais de que somos protagonistas hão-de ser adequados para anunciar a boa nova no hoje da história da Igreja e do Mundo.

Os desafios da nova evangelização são os nossos, o que nos exige uma conversão pastoral contínua, sob pena de não estarmos à altura do momento presente. A crítica que frequentemente nos fazem de não acompanhar os tempos presentes deve ser levada a sério, se pensamos nalguma inadequação da linguagem, dos meios e dos métodos, se pensamos no débil testemunho ou na pobreza das convicções dos cristãos.

Dentre as muitos desafios que nos faz a nova evangelização, destacamos:

- a abertura à novidade do evangelho e à sua contínua a atualidade: o Evangelho é para o nosso tempo e tem capacidade de seduzir como no momento em que foi proclamado por Jesus Cristo;

- a disponibilidade para questionarmos constantemente o nosso modo de ser padres, o nosso modo de agir dentro da comunidade cristã, as nossas motivações e as nossas práticas pastorais;

- passar de um estilo passivo próprio de quem espera pelas pessoas a um estilo ativo, propositivo, próprio de quem vai ao encontro, de quem sai, de quem está possuidor de um tesouro que não pode esconder;

- basearmos a nossa ação pastoral na profundidade do encontro com Cristo, tanto por meio da escuta da sua Palavra, como pela catequese, pela liturgia e pela oração pessoal e comunitária;

- mais do que realizar muitas ações ou eventos, procuraremos fazer bem, com preparação e com alma, tudo aquilo que pertence ao exercício do ministério;

- não podemos continuar a agir sozinhos, mas sempre ancorados no trabalho de equipa, com outros sacerdotes, diáconos, consagrados e leigos, também eles, à sua maneira, protagonistas da ação eclesial e da evangelização;

- evitaremos a perspetiva individualista que nos leva a decidir por nós e a fazer as comunidades à nossa medida e segundo os nossos critérios, mas num espírito de comunhão eclesial, o que significa em união com a Igreja Universal e com a Igreja Diocesana;

- procuraremos, de forma humilde, pôr em prática as orientações diocesanas, dar o nosso contributo para a criação dos consensos necessários nas matérias que estão em fase de estudo em ordem à definição de orientações comuns.

 

  1. ESTRUTURAS DA PASTORAL TERRITORIAL DA DIOCESE

 

ARCIPRESTADOS

Com a revisão dos arciprestados operaram-se algumas mudanças na estrutura organizativa da Diocese que está a dar os primeiros passos, que revela desde já um conjunto de potencialidades em ordem à renovação das comunidades cristãs. Embora o ritmo de cada um dos Arciprestados seja diferente, percebe-se que se está a fazer um grande esforço, em primeiro lugar por parte dos Arciprestes e, depois, pelo globalidade do clero.

No decreto de criação dos Arciprestados e de nomeação dos Arciprestes, dava algumas indicações básicas e propunha algumas tarefas iniciais: a realização das reuniões mensais de oração, estudo, partilha, a organização de algumas atividades em conjunto, a criação dos Conselhos Pastorais Arciprestais e a definição das Unidades Pastorais. No âmbito do Ano da Fé, propôs-se também a organização de um dia de encontro de caráter espiritual no Advento e na Quaresma, bem como a preparação da celebração do dia da Igreja Diocesana ao nível do Arciprestado, como elementos importantes para a criação do espírito de pertença a esta realidade com nova configuração. Tanto o Código de Direito Canónico como o Decreto sobre o Ministério Pastoral dos Bispos encontramos orientações muito concretas e abundantes, que deveremos aplicar à nossa realidade.

Na maior parte dos casos estes objetivos estão concretizar-se e em alguns casos está a ir-se muito além disso, com a distribuição de responsabilidades sectoriais pelos sacerdotes, diáconos e leigos, com a promoção de encontros de formação a vários níveis; com uma maior periodicidade das reuniões de trabalho ou de convívio; com o desenvolvimento do espírito de equipa; com uma grande inquietude relativamente ao crescimento da fé dos cristãos e de missão junto dos não cristãos.

Na linha do que tem sido a reflexão da Diocese nas últimas décadas e de acordo com a letra e o espírito dos Documentos Sinodais, o bom funcionamento dos Arciprestados, tanto ao nível da equipa de sacerdotes e diáconos como ao nível da equipa também alargada aos leigos responsáveis, é um meio indispensável para o desenvolvimento dos necessários dinamismos de comunhão eclesial.

 

UNIDADES PASTORAIS

Os próximos anos serão de uma acentuada diminuição do número de sacerdotes ativos na pastoral. Alguns sacerdotes diocesanos já foram dispensados por motivo de idade ou doença, outros faleceram inesperadamente e alguns serão dispensados durante este ano, de acordo com o seu pedido devidamente fundamentado. Outros sacerdotes que vieram de fora por um tempo determinado também regressarão às suas dioceses.

Torna-se, portanto, urgente a definição das referidas unidades pastorais ou unidades paroquiais, que terão um mesmo sacerdote como pároco, em alguns casos com a colaboração de um diácono permanente e, desejamos, sempre com o auxílio indispensável de um grupo de leigos.

As próximas movimentações de clero incluirão em muitos casos o aumento do número de paróquias que são entregues ao cuidado de cada um. Também isto faz parte da referida conversão pastoral que não pode significar simplesmente aumentar o número de paróquias ou de paroquianos, mas agir de modo diferente em circunstâncias também diferentes.

Precisamos, por isso, de definir um conjunto de princípios que ajudem a enfrentar esta nova realidade, no desejo de fornecer às comunidades cristãs os elementos necessários para a sua vitalidade, de acordo com os meios humanos disponíveis e a implementar.

Com base nalguma história já feita entre nós e na experiência existente, procuraremos abrir caminhos mais seguros neste âmbito.

 

CONSELHOS PASTORAIS

De acordo com o esforço que vem a ser feito na Diocese há já bastante tempo, vamos procurar incrementar os Conselhos Pastorais tanto a nível de arciprestado como de paróquia – nos casos em que ela tenha a dimensão necessária – ou ao nível de unidade pastoral.

Quanto aos arciprestados já se estão a dar passos significativos, segundo informação dos Vigários Episcopais e dos Arciprestes. Dentro em breve teremos em mãos um projeto de Estatuto para esses mesmos Conselhos, que discutiremos nos diferentes órgãos consultivos e poremos em prática. Quanto às paróquias, existem já as orientações fundamentais, publicadas nos Documentos Sinodais, que poderão ser revistos, caso se ache oportuno. Quanto às unidades pastorais, havemos de continuar a fazer caminho, ao mesmo tempo que as vamos definindo.

A Diocese é muito rica de leigos animados, desejosos de realizar a missão que lhes é própria sob a coordenação dos párocos a quem compete apascentar o rebanho em comunhão com o bispo. Não deixemos passar em vão esta oportunidade de graça que nos é oferecida: os conselhos pastorais são um dos lugares mais adequados à participação e ao exercício da corresponsabilidade.

 

  1. OUTRAS ESTRUTURAS PASTORAIS DA DIOCESE

 

CONSELHO PASTORAL DIOCESANO

O Conselho Pastoral Diocesano deverá constituir-se dentro em breve, a fim de restabelecermos o seu normal funcionamento, de acordo com as determinações do Código de Direito Canónico e o espírito do Concílio Vaticano II. Queremos consultá-lo já a propósito do plano pastoral para os próximos anos, cujos traços gerais começam a ser delineados pelo Secretariado da Coordenação Pastoral.

 

CONSELHO PRESBITERAL

Já se realizou a primeira reunião e teremos a próxima nos dias 19 e 20 de março. Na reunião do Comissão Permanente decidimos quais os assuntos a tratar num futuro próximo, depois de ouvidas as propostas do Conselho.

Constituímos algumas comissões encarregadas de elaborar os documentos a apresentar para reflexão nos arciprestados e na assembleia do Conselho, sobre os seguintes assuntos:

Revisão dos Estatutos do Conselho Presbiteral, por serem necessárias algumas adaptações decorrentes da remodelação dos Arciprestados e outras em ordem a uma agilização do funcionamento.

Administração dos Bens da Igreja, por haver muitas orientações e determinações dispersas e sentirmos a necessidade de um documento orgânico, que enquadre a globalidade dos aspectos.

Comunhão e vida do presbitério, por se sentir a necessidade de trabalhar em ordem à convergência das pessoas e ao aprofundamento da sua dimensão eclesial.

Perspetivas de futuro para a Igreja Diocesana, por estarmos num tempo de mudanças em que temos de preparar as respostas adequadas para as novas situações que se avizinham.

 

SEMINÁRIO E CENTRO PASTORAL

Numa reunião do Colégio de Consultores, secretariado de Coordenação Pastoral e responsáveis de alguns sectores diocesanos, tomaram-se algumas decisões, que resumo:

O Centro Pastoral passará a funcionar no espaço já disponível ao nível do rés do chão da Casa Nova e alargará no futuro para outros espaços do mesmo edifício que carecem de algumas obras. Espera-se que alguns serviços possam passar para ali dentro de pouco tempo.

Daremos continuidade a um projeto de remodelação do edifício do Seminário já iniciado. Ali deveremos criar condições para o funcionamento da comunidade do Seminário no futuro, para a realização de ações de formação teológica e de retiros espirituais ou outros encontros. Deverão manter-se as valências existentes: alojamento e salas de trabalho. Afastou-se, para já, a ideia de utilização das antigas instalações da Gráfica de Coimbra, por não termos capacidade económica para nos dispersarmos em frentes diversas. Fica também pendente a questão da utilização do Seminário da Figueira da Foz.

 

FORMAÇÃO DOS LEIGOS

Vem-se sentindo como premente a urgência de uma formação teológica, catequética, espiritual e pastoral, estruturada e orgânica dos leigos e agentes pastorais.

Reconhecemos que não basta a formação específica e imediata para alguns ministérios, mas que precisamos de ir mais longe, tendo em conta as responsabilidades crescentes que a Igreja atribui aos leigos.

A Diocese precisa de uma escola a funcionar regularmente e em continuidade, que ofereça vários níveis de formação: um curso regular de Ciências Religiosas; outros cursos de formação para os diferentes ministérios com a duração adequada: diferentes ministérios ligados à liturgia; ministros extraordinários da comunhão; animadores das assembleias dominicais na ausência de presbítero; catequistas das crianças, dos jovens e dos adultos; animadores vocacionais; membros dos conselhos pastorais e dos conselhos económicos; comissões de festas; direções dos centros sociais paroquiais, agentes sócio-caritativos, etc.

 

CENTROS SOCIAIS E INSTITUIÇÕES DE SOLIDARIEDADE

A Diocese possui uma enorme rede de ação social, por meio da Caritas, dos Centros Sociais Paroquiais e de outras Instituições Particulares de Solidariedade Social. Por meio dela presta um serviço inestimável à pessoa humana nas suas variadas debilidades.

Há um grande trabalho a fazer para que estejam bem integrados no dinamismo eclesial e para que a sua identidade cristã se não desvirtue. A sua função social e caritativa nunca dispensa a sua missão evangelizadora, enquanto instrumentos da Igreja em ordem à salvação integral da pessoa humana.

Os tempos que correm trouxeram algumas dificuldades novas a estas instituições que, facilmente se confundem com quaisquer outras do mesmo género, mas de índole diversa quanto ao seu ideário.

Acrescem ainda as dificuldades económicas em que muitas se encontram, que põem em risco o seu normal funcionamento e causam grande instabilidade à comunidade humana e cristã.

Procuremos estar muito atentos ao evoluir da situação de cada uma destas instituições e tenhamos todo o cuidado por acompanhar de perto as direções, para que não se cavem fossos difíceis de transpor.

Como está determinado, estas instituições não devem assumir compromissos financeiros, contrair empréstimos ou dívidas sem conhecimento e autorização da Diocese. Estamos a receber notícias de diversas dificuldades que poderiam ter sido evitadas com uma maior ponderação e inclusivamente algum controlo previsto, por meio da apreciação dos relatórios de contas, da homologação dos corpos sociais e outros.

Está em elaboração um inquérito, que será enviado a todas as instituições sociais da Diocese, que tem como finalidade conhecer de modo mais rigoroso a situação que temos. Pensamos ainda constituir uma comissão técnica de acompanhamento, que ajude na gestão das instituições e na prevenção de algumas situações desagradáveis que se avizinham.

 

MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA DIOCESE

Há anos que se arrasta a difícil questão dos jornais diocesanos: o Correio de Coimbra e o Amigo do Povo, propriedade da empresa denominada Amicor.

Com poucos assinantes e sem publicidade, apesar dos poucos meios humanos de que dispõem, estão a dar um considerável prejuízo anual, suportado até agora pela Diocese. Não parece, no entanto, razoável que a Diocese possa continuar a suportá-lo, por não dispor de meios para isso e por haver uma desproporção entre os custos e o universo de leitores que atinge.

Uma vez que não parece possível aumentar a receita da publicidade na presente conjuntura económica, só podemos pensar na contribuição dos assinantes.

Com base no conhecimento de outros casos semelhantes, levantei a hipótese, já apresentada ao Secretariado das Comunicações Sociais, de envolvermos os arciprestados e as paróquias neste processo, nos seguintes termos:

O semanário Correio de Coimbra teria quatro, seis ou oito páginas de informação, formação e opinião eclesiais, e suplementos locais, paroquiais e/ou arciprestais. Cada paróquia e/ou arciprestado publicaria ali a sua informação, mesmo a mais minuciosa, de tal modo que interessasse os cristãos no sentido de se tornarem assinantes. Em alguns casos, este suplemento poderia mesmo substituir a folha paroquial ou inter-paroquial que se publica em muitos lugares.

Os cristãos poderiam ter entre mãos um conteúdo muito mais rico, ajudariam a suportar uma parte dos custos e viabilizaríamos este meio de comunicação da Diocese, que se tem revelado de interesse sob muitos pontos de vista.

Caso não encontremos alguma saída, que exigirá sempre a colaboração de todos nós, vemo-nos na contingência de ter de encerrar o Correio de Coimbra a curto prazo.

 

  1. CONCLUSÃO

Este Ano da Fé está a contribuir para um reavivar da alegria de crer e do entusiasmo de comunicar a fé. Por várias vias vamos conhecendo algumas das muitas iniciativas que se estão a levar a efeito nas paróquias e nos arciprestados, pelos serviços diocesanos e pelos movimentos. Damos graças a Deus por isso e continuamos a pedir-lhe que nos ajude a fazer caminho com as comunidades que nos foram confiadas.

Esta semana de formação sobre a Nova Evangelização na Paróquia foi muito rica. Levou-nos a repensar muitos aspectos, a sonhar muitos projetos novos, a sentir mais viva a alegria de trabalhar ao serviço do Senhor e da salvação da humanidade.

Optei por trazer como palavra final esta partilha de convicções, apreensões, dificuldades e esperanças, que são as minhas e espero que sejam também as vossas e as da multidão de fiéis da nossa Igreja Diocese.

Agradeço a vossa atenção e, na bênção que agora invoco, peço a Deus que nos mantenha unidos e em comunhão de irmãos, por Jesus Cristo, nosso Senhor.

 

Coimbra, 17 de janeiro de 2013

Virgílio do Nascimento Antunes

Bispo de Coimbra

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