Saudação à assembleia litúrgica no início da Missa da Soleinidade de Santa Isabel de Portugal - Santa Clara - 4 de julho 2016

SAUDAÇÃO NO INÍCIO DA MISSA DA SOLENIDADE DE SANTA ISABEL DE PORTUGAL
SANTA CLARA A NOVA, 2016.07.04

Caríssimos irmãos e irmãs!
Saúdo de todo o coração o Senhor Núncio Apostólico, os Senhores Bispos, os membros da Confraria da Rainha Santa Isabel e todos os que acorrestes a esta solenidade de Santa Isabel de Portugal, padroeira da nossa cidade de Coimbra.
Nos 500 anos da beatificação de Santa Isabel, temos a graça de participar num vasto programa de realizações culturais, manifestações de piedade popular e, acima de tudo, nas celebrações litúrgicas, que constituem o modo mais excelente de os cristãos adorarem a Deus e venerarem os seus santos.
A nossa cidade, a nossa diocese e o nosso país têm diante um grande modelo de mulher, de cristã e de santa, com quem podem aprender muito se pretendem fazer caminho em humanidade e na fé em Deus. Quando a humanidade se encontra tão pobre de valores humanos e cristãos e se vê fechada em becos sem saída, faz-nos bem sentir que é possível olhar para o Deus a quem adoramos como a nossa esperança e para o próximo a quem amamos como a nossa via.
Santa Isabel ensina-nos algo de essencial também para o nosso tempo, pois a sua forma de viver e a sua mensagem, ancoradas no Evangelho de Jesus, apontam para caminhos de eternidade.
Ela apresenta-nos a via do encontro e do diálogo como caminho para a paz, em todas as situações de indiferença, de conflito ou de guerra; aponta-nos a via da solidariedade e do amor como porta aberta para aproximar as pessoas, independentemente da sua condição cultural, social, política ou religiosa; mostra-nos a força da espiritualidade cristã e a alegria da fé como substrato que fermenta mais e melhor humanidade; indica-nos a via da procura da verdade ancorada na razão e na fé em ordem a uma mais completa contemplação daquilo que somos; oferece-nos o pão para a boca e as rosas para a alma, numa admirável síntese dos nossos anseios de alimento para o corpo e para o espírito.
Em tempos de tão grandes turbulências às mais diversas escalas, podemos, com ela, aprender a pacificar-nos e a pacificar tudo o que nos rodeia, pois foi uma grande construtora da paz e, por isso, chamada filha de Deus.
Que no Ano Santo da Misericórdia, as suas mãos abertas para a prática das obras de misericórdia nos ajudem a abrir o nosso coração e as nossas mãos à misericórdia de Deus para que sejam portadoras de misericórdia aos irmãos.
Agradeço a todos os que tornam este momento mais belo e melhor expressão de fé n’Aquele que santificou Isabel de Portugal e nos santifica a todos. Obrigado, de um modo especial ao Senhor Núncio Apostólico, aos Senhores Bispos e a todos os que vieram de perto ou de longe para esta celebração da Solenidade de Santa Isabel de Portugal.

Coimbra, 4 de julho de 2016

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