POVO DE DEUS EM COMUNHÃO, SINODALIDADE E PARTICIPAÇÃO

NOTA PASTORAL

POVO DE DEUS EM COMUNHÃO, SINODALIDADE E PARTICIPAÇÃO

 

  1. INTRODUÇÃO

De 2013 a 2016 a Diocese de Coimbra implementou o Plano Pastoral “Comunidade de Discípulos para o Anúncio do Evangelho”. Centrado no grande apelo à evangelização renovado pelo Concílio Vaticano II e pelos documentos posteriores, particularmente a Evangelii Nuntiandi, de Paulo VI, viu-se plenamente confirmado pelo magistério do papa Francisco, sobretudo na Encíclica Evangelii Gaudium.

Os quatro objetivos definidos constituíram outros tantos desafios para uma Diocese que procura viver o momento presente como um verdadeiro tempo de graça: Proporcionar o encontro pessoal com Cristo através do primeiro anúncio, Criar o dinamismo de discipulado missionário nos membros da comunidade cristã; Desenvolver nos cristãos o “sentido de pertença” eclesial; Fomentar a corresponsabilidade pastoral nas unidades pastorais.

A cinquenta anos do encerramento do Concílio Vaticano II, estamos conscientes de que temos um longo trabalho a realizar para sermos fiéis ao Espírito Santo, que ofereceu à Igreja os instrumentos necessários para o despertar de uma nova primavera. O presente e o futuro da Igreja Diocesana passam pelo assumir de forma concreta as grandes linhas da eclesiologia conciliar, nomeadamente a afirmação de que a Igreja é Povo de Deus no qual todos os batizados participam da igual dignidade dos filhos de Deus; é mistério de comunhão em cuja construção todos têm o direito e o dever de participar de forma responsável; é sinodal, pois somos chamados a fazer caminho em comum, independentemente da diversidade dos dons e da vocação que recebemos.

Reconhecemos que estas intuições fundamentais do Concílio ainda estão longe de definir efetivamente o nosso modo de ser Igreja e de conduzir a vida eclesial em todos os seu âmbitos: a nível diocesano e das comunidades locais, na ação dos ministros ordenados, dos consagrados e dos leigos, na dimensão pastoral, administrativa e sócio-caritativa, nas estruturas e na espiritualidade. Precisamos, por isso, de continuar a assimilar a doutrina conciliar, particularmente exposta na Constituição Dogmática sobre a Igreja Lumen gentium e, mais ainda, de a tornar o nosso caminho de vida eclesial.

Como nos recordou o Papa Francisco, na Evangelii gaudium 26, a Igreja de todos os tempos e também do nosso tempo, tem de estar numa contínua atitude de conversão, “como a abertura a uma reforma permanente de si mesma por fidelidade a Jesus Cristo: «Toda a renovação da Igreja consiste essencialmente numa maior fidelidade à própria vocação. A Igreja peregrina é chamada por Cristo a esta reforma perene» (Unitatis redintegratio, 6)”.

Procurando incarnar uma metodologia que nos leve a assumir as orientações conciliares e a tirar todas as consequências para o nosso modo de ser Igreja hoje, passaremos o ano pastoral de 2016-2017 num dinamismo sinodal que nos permita fazer a avaliação da execução do Plano Pastoral nos últimos três anos e a elaboração do Plano para o próximo triénio.

 

  1. IGREJA COMUNHÃO, POVO DE DEUS

Na Escritura e na tradição da Igreja, a palavra comunhão significou em primeiro lugar participação nos bens da salvação. A participação da comunidade nas coisas santas, particularmente no Evangelho e nos sacramentos, no batismo e na eucaristia, foi chamada comunhão do santos.

De fato, é pela participação dos cristãos no único Espírito, no Evangelho, nos sacramentos e nos dons salvíficos, que se funda a comunhão dos cristãos entre si. Ela não nasce da sua própria humanidade, mas funda-se na participação no corpo eucarístico de Cristo, que constitui o corpo eclesial de Cristo.

Comunhão significa igualmente participação na vida do Deus Trindade, Aquele que realiza a comunhão na unidade, o modelo que a Igreja procura incarnar. Num segundo significado o termo refere-se  à participação dos membros da Igreja na comunhão com Cristo e entre si mesmos. Unidos a Cristo e entre si, formam o único Povo de Deus, na diversidade dos carismas, serviços e ministérios. Há um só Espírito mas pluralidade de dons e ministérios em ordem à unidade.

A comunhão da Igreja realiza-se a diversos níveis. É comum referir-se a comunhão dos bispos entre si e com o sucessor de Pedro, o Papa, a chamada colegialidade episcopal. Esta é sinal da comunhão entre as Igrejas locais, nas quais subsiste a verdadeira Igreja una, santa, católica e apostólica.

O aspeto mais relevante da eclesiologia de comunhão proposta pelo Concílio Vaticano II tem a ver com a relação existente entre todos os membros da Igreja, os ministros ordenados, os consagrados e os leigos.

Por isso, apesar de parecer uma realidade simples e óbvia, a afirmação de que a Igreja é o Povo de Deus reveste-se de uma grande importância e tem consequências de grande alcance para o nosso modo de ser cristãos e para a vida das comunidades eclesiais.

 

A grande acentuação da Lumen Gentium, que constitui verdadeira novidade, consiste em deixar de afirmar em primeiro lugar o que distingue os membros da Igreja uns dos outros, concretamente os ministros ordenados dos leigos, para salientar a sua fundamental e igual dignidade, nascida no batismo. Com efeito, citando a Primeira Carta de Pedro, a Constituição Dogmática situa Cristo, a pedra angular, no centro, para ligar a Ele todos os que receberam o batismo e se tornaram pedras vivas da construção, que é a Igreja: “Vós, porém, sois linhagem escolhida, sacerdócio régio, nação santa, povo adquirido em propriedade, a fim de proclamardes as maravilhas daquele que vos chamou das trevas para a sua luz admirável; a vós que outrora não éreis um povo, mas sois agora povo de Deus, vós que não tínheis alcançado misericórdia e agora alcançastes misericórdia”, 1 Pd 2, 9-10 (cf Lumen gentium 9).

Somente depois se distingue entre o sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial ou hierárquico que, “embora se diferenciem essencialmente e não apenas em grau, ordenam-se mutuamente um ao outro; pois um e outro participam, a seu modo, do único sacerdócio de Cristo” (Lumen gentium 10).

Deste modo, não sendo eliminada nem ocultada, a diferença entre todos os batizados e os ministros ordenados passa a ter um lugar muito diferente e secundário. Por sua vez, a participação de todos os batizados no múnus profético, sacerdotal e real de Jesus Cristo pressupõe todas as diferenças de ministérios e de carismas na Igreja, a sua autêntica riqueza em ordem à unidade na diversidade e complementaridade (cf KASPER, W., La Chiesa di Gesù Cristo, Queriniana, Brescia 2011, 67).

As comunidades cristãs pós-conciliares são diferentes, sobretudo porque há nelas uma maior consciência da dignidade e da missão dos leigos e um novo tipo de relação entre os sacerdotes e os leigos. O Povo de Deus, não entendido no sentido social e político caraterístico das democracias modernas, que funcionam com base nas maiorias, mas verdadeiramente como Povo de Deus, é constituído por muitos e diversos membros que, unidos, se põem juntos à escuta para conhecer o que Deus lhes quer comunicar.

Ao acentuar a realidade do sacerdócio comum dos fiéis, o Concílio situa-o no contexto da revelação do Novo Testamento, como casa espiritual, feita de pedras vivas, adquiridas por Cristo no sacrifício da Nova Aliança.

Por sua vez, o sacerdócio ministerial foi instituído por Cristo, que chamou alguns a quem deu autoridade e poder para lhe prepararem um povo, para o guiarem pelo anúncio da Boa Nova, pela celebração dos sacramentos e pela ação pastoral: “E foi Ele que a alguns constituiu como Apóstolos, Profetas, Evangelistas, Pastores e Mestres, em ordem a preparar os santos para uma atividade de serviço, para a construção do Corpo de Cristo” (Ef 4, 11-12). Eles foram chamados a falar e agir em nome de Jesus, o que significa que foram chamados a segui-l’O como Aquele que veio para servir e não para ser servido, portanto, a prestar um serviço ao Povo de Deus e nunca a exercer o poder ou o domínio sobre ele.

Pelo batismo, os leigos adquirem uma dignidade e responsabilidade próprias, cuja referência é Cristo e a Igreja. Não tem, por isso, sentido, defini-los pela negativa, ou seja, dizer que todos os que não são ministros ordenados ou religiosos, são leigos. Melhor será defini-los pela positiva, como cristãos, como fiéis que, “incorporados em Cristo pelo batismo, constituídos em Povo de Deus e tornados participantes, a seu modo, da função sacerdotal, profética e real de Cristo, exercem, pela parte que lhes toca, a missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo” (Lumen gentium 31).

Como se depreende do texto conciliar, o serviço dos leigos não se reduz ao âmbito do mundo, pois eles participam da missão de todo o cristão também na Igreja. Sem o seu serviço na liturgia, na evangelização e na catequese, na ação social e caritativa, na construção da comunidade, a Igreja não poderia realizar a sua missão em muitas regiões do mundo.

Está, por isso, muito diluída a ideia de que os ministros ordenados tinham por missão trabalhar para a salvação do Povo de Deus e os leigos transformar o mundo como sal, fermento e luz. Numa eclesiologia do Povo de Deus não tem sentido acentuar a separação de dois estados, o do clero e o do povo. Uns e outros são, a seu modo, corresponsáveis pela Igreja e pelo exercício da sua única missão, pois uns e outros receberam o dom do mesmo Espírito.

 

3. PARTICIPAÇÃO E SINODALIDADE

A eclesiologia da comunhão e do Povo de Deus origina um modo sinodal de ser Igreja. Significa isso que todos nós somos a Igreja, que todos hão de fazer caminho juntos no seguimento de Cristo, na fidelidade aos dons do Espírito e na construção da comunidade cristã. . “O comum ser povo de Deus de todos os batizados precede todas as distinções de ministérios, carismas e serviços” (KASPER, W., La Chiesa di Gesù Cristo, Queriniana, Brescia 2011, 217).

De acordo com a teologia paulina, trata-se de um corpo no qual todos os órgãos concorrem para o bem do todo e se completam mutuamente. Todos participam da vida do corpo, têm o seu lugar específico, a sua função própria; cada um é responsável pela totalidade do corpo.

Neste sentido, não se pode falar de dois grupos na Igreja, um que assiste e outro que é assistido; um que tem um papel ativo e outro um papel passivo; um que age pastoralmente e outro que é objeto dessa ação. Numa Igreja Povo de Deus e comunhão, em que todos participam do mesmo Cristo Senhor e acolhem os dons do mesmo Espírito, não há sujeitos e objetos – todos são sujeitos.

Os diversos organismos de participação e corresponsabilidade existentes na Igreja são já fruto deste modo de pensar e de sentir, mas são ainda insuficientemente valorizados, por um lado, e não se estenderam ainda a toda a parte, por outro: os conselhos pastorais, o conselho presbiteral, os conselhos para os assuntos económicos, os sínodos dos bispos e os sínodos diocesanos.

Igualmente fruto desta nova consciência eclesial é o grande número de cristãos, homens e mulheres, que assumem ativamente a sua missão no mundo, mas também na Igreja. De referir ainda o surgimento de inúmeras pequenas comunidades, com constituição diversificada, mas a dar o seu contributo para que as grandes estruturas como são as paróquias e unidades pastorais não deixem os cristãos perdidos no anonimato, mas tenham a possibilidade de viver e alimentar a fé na relação de comunhão.

Em todo o caso, tanto uma parte da hierarquia, como grande número de leigos e algumas comunidades cristãs, ainda não assumiram a eclesiologia do Concílio Vaticano II e as suas consequências práticas para a vida quotidiana da Igreja. Continuam ancorados na perspetiva antiga segundo a qua o sacerdote se ocupa das coisas de Deus e da Igreja e os cristãos leigos se ocupam das coisas do mundo. Casos há em que a vida da comunidade cristã está ainda dependente da figura do sacerdote e somente a redução do seu número obriga, com muita dificuldade, a dar alguns passos. Algumas vezes trata-se de passos mal dados, pois em vez de um sacerdote a conduzir a vida da comunidade, acabamos por ter um leigo ou uma leiga que, numa atitude clericalista, o substitui. Neste caso, não passamos de uma Igreja clerical a uma Igreja Povo de Deus, comunhão, assente nos dons e ministérios do Espírito Santo, mas passamos a uma nova forma de clericalismo em que os leigos substituíram os padres. Temos de pôr de parte a ideia de que uns conduzem, orientam, têm autoridade e poder e outros são conduzidos, obedecem e colaboram. Em vez de autoridade e poder só tem sentido falar de serviço, que é comum a todos, no seguimento de Jesus, que obedeceu até à morte e morte de cruz. Em vez de falar de quem conduz e orienta, precisamos de nos sentir todos a ouvir a voz do Bom Pastor e a construir juntos a Sua Igreja, convertidos pela Sua Palavra e iluminados pelo Seu Espírito Santo.

A Igreja sinodal é a que está disponível para escutar a voz do Bom Pastor que fala ao seu povo em cada tempo da história, está disposta a identificar os erros do seu próprio agir e a corrigi-los, está aberta para definir, guiada pelo Espírito Santo e pela sua reflexão, os caminhos a percorrer no presente e no futuro para realizar a missão que lhe foi confiada.

A dimensão sinodal da Igreja, se bem que pode e deve contar com algumas estruturas de participação, está sobretudo dependente de uma nova compreensão e de um novo sentir fundado na teologia de que todos os batizados são participantes dos dons e da missão de todo o Povo de Deus, tanto ministros ordenados como leigos. Como a Igreja e a sua missão não são propriedade de nenhum dos seus membros, poder participar dos seus dons e poder dar o seu contributo para a sua edificação é um direito que se acolhe humildemente e um dever que se assume com gratidão.

 

4. DINAMISMO SINODAL, MÉTODO DO AGIR PASTORAL

A Diocese de Coimbra teve a graça de realizar recentemente um Congresso de Leigos, em 1992, e um Sínodo, de 1993 a 1999, como dois momentos de graça. Eles marcaram gerações de cristãos, ávidos de acolher as perspetivas emanadas do Concílio Vaticano II e disponíveis para serem pedras vivas que pertencem de pleno direito à Igreja, acolhem o dom de ocupar o lugar que, pela graça de Deus, lhes é dado nela, e oferecem o seu trabalho em ordem à sua renovação.

O entusiasmo então gerado e o novo modo de sentir da comunidade cristã ainda perduram em muitos cristãos ativos nas paróquias, na evangelização, nos grupos de estudo, de reflexão e de oração. Estes dois momentos foram muito importantes para fazer chegar aos participantes e às comunidades esse novo modo de sentir, próprio da Igreja do nosso tempo. Como tudo corre muito veloz, grande parte desse impulso já se desvaneceu e, em parte, caiu no esquecimento. Por outro lado, as novas gerações não tiveram a possibilidade de se deixar envolver por essa brisa do Espírito que passou entre nós, de tal modo que muitos jovens e adultos nem sequer têm informação histórica acerca desses acontecimentos.

A compreensão da Igreja como Povo de Deus e comunhão chegou a uma parte dos seus membros dentro da Diocese de Coimbra, mas não alargou tanto como se deseja, continuando uma grande massa de cristãos ainda agarrada aos modelos pré-conciliares.

A tarefa que decididamente queremos assumir é a de ajudar a Igreja Diocesana em todos os seus membros e estruturas a sentir-se e a viver como Igreja sinodal. Não pretendemos realizar um novo Sínodo Diocesano, no sentido de uma reunião de escuta, acolhimento e discernimento dos caminhos a percorrer, mas propomos um dinamismo sinodal, no sentido de fazermos caminho todos juntos, assumindo os dons do Espírito, aceitando ser participantes da vida da Igreja e dando o nosso contributo para a edificação do Povo santo de Deus.

Neste sentido, somos chamados a fazer da sinodalidade um modo de ser Igreja no tempo presente. O bispo, com os presbíteros e diáconos, chamados a ser servidores de todo o Povo de Deus, segundo o dom e o ministério que receberam, farão caminho com todos os outros fiéis cristãos, consagrados e leigos. Estes, no mesmo espírito de serviço ao Povo de Deus, exercerão de forma real a sua condição batismal, que os tornou membros de pleno direito do Povo de Deus.

 

4. CONCLUSÃO

Como escrevi na Nota Pastoral Comunidades de Discípulos Corresponsáveis, para 2015-2016, “superada em parte a dicotomia entre a Igreja que ensina e a Igreja que aprende, entre a Igreja que pensa e decide e a Igreja que age, todo o Povo de Deus tem o direito e o dever de participar no processo de discernimento da realidade, na reflexão sobre a vida da Igreja e das comunidades, na tomada das decisões e, depois, na ação”.

Este ano pastoral, no qual faremos a avaliação da execução do Plano pastoral para 2013-2016 e a definição dos objetivos, estratégias e atividades para o triénio de 2016-2019, funcionará ao mesmo tempo como uma escola de sinodalidade, que deverá tornar-se marca caraterística da vida da Igreja Diocesana de Coimbra.

Passados que são cinquenta anos da realização do Concílio Vaticano II, não podemos continuar a sentir e agir eclesialmente como se esse grande acontecimento de graça não tivesse existido. Além disso, é preciso passar efetivamente da compreensão e assimilação intelectual da doutrina para a sua concretização no dia a dia das comunidades cristãs.

Daremos um especial lugar às estruturas de participação, como são acima de tudo os conselhos pastorais diocesano, arciprestal e de unidade pastoral/paróquia.

Pediremos às comunidades que constituam grupos de oração e reflexão em ordem a partilharem os seus pontos de vista acerca da missão e ação da Igreja Diocesana e a oferecerem as suas propostas em ordem à definição das linhas programáticas para o futuro e à elaboração do Plano Pastoral Diocesano para o próximo triénio.

Para a concretização deste projeto de grande alcance para a Igreja Diocesana de Coimbra contamos com a proposta de trabalho elaborada pelo Secretariado Diocesano da Coordenação Pastoral, apresentada neste mesmo livro, e seguimos rigorosamente as suas indicações. Além de nos permitir realizar um trabalho com metodologia e cronologia comuns, dá um maior sentido de unidade e comunhão a todos os que se lançam nesta aventura.

Peço a toda a Diocese, aos sacerdotes, consagrados e leigos, que assumam esta proposta com fé, alegria e determinação, para que a Igreja de Deus seja também visivelmente a nossa Igreja em atitude de abertura e renovação.

Contamos, com certeza, com a misericórdia de Deus Pai, com a graça que por Cristo nos vem e com a presença iluminadora do Espírito Santo.

Na celebração do Centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima, imploramos, mais uma vez, a sua especial intercessão, pois acreditamos que, como Mãe solícita, acompanhará todos os nossos passos no seguimento de Jesus, o Bom Pastor.

 

Coimbra, 18 de agosto de 2016

Virgílio do Nascimento Antunes

Bispo de Coimbra

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