Carta Anúncio de D. Virgílio Antunes

Irmãos e irmãs em Cristo
Caríssimos diocesanos

Estou no meio de vós, como bispo da Diocese de Coimbra, desde o dia 10 de julho de 2011, em resposta ao Senhor que me chamou a ser seu discípulo e que me enviou a dar continuidade à missão apostólica.
Já tive a oportunidade de contatar ocasionalmente com muitas comunidades paroquiais, pessoas, grupos e instituições. Desejo, agora, fazer a visita pastoral à Diocese, percorrer todos os arciprestados, unidades pastorais e paróquias onde vivem aqueles que o Senhor confiou à minha solicitude pastoral.
A visita decorrerá nos dez arciprestados da Diocese desde Novembro deste ano de 2013 até 2018, de acordo com o seguinte calendário provisório: 2013 – Cantanhede; 2014 – Baixo Mondego e Figueira da Foz; 2015 – Pombal e Chão de Couce; 2016 – Nordeste; 2017 – Coimbra Norte e Coimbra Sul; 2018 – Alto Mondego e Coimbra Urbana.

Um acontecimento da graça

Trata-se de uma das formas de o bispo manter contatos pessoais com o clero e com os outros membros do Povo de Deus, a fim de os ajudar a renovar a sua vida cristã e a fortalecer o seu dinamismo missionário (cf. Diretório para o ministério pastoral dos bispos, 20).
A visita pastoral é para o bispo uma ação apostólica que nasce da caridade pastoral, caraterística central da sua missão, que o apresenta como princípio e fundamento visível da unidade na Igreja particular (cf. LG 23).
Para os fiéis que o recebem, “é um acontecimento da graça que de algum modo reflete aquela tão especial visita com a qual o supremo «pastor» (1Pd 5, 4) e guardião das nossas almas (cf. 1 Pd 2, 25), Jesus Cristo, visitou e redimiu o seu povo (cf. Lc 1, 68)” (DMPB, 220). É ainda ocasião privilegiada para o bispo, unido ao Sucessor de Pedro e na comunhão da Igreja, confirmar os seus irmãos na fé católica e apostólica (cf. Lc 22, 32).

A alegria da fé

Na fidelidade à tradição da Igreja e tendo em conta as circunstâncias atuais da vida da Diocese de Coimbra, a visita pastoral estará ao serviço dos seguintes objetivos:
- ajudar as comunidades cristãs a viver a fé com alegria, num esforço cada vez maior por aprofundá-la e fazer dela fonte de dinamismo pessoal, familiar, eclesial e social;
- fortalecer nos cristãos o entusiasmo de anunciar o Evangelho - fazer a nova evangelização - com novo ardor, novos métodos e novas expressões;
- incentivar os cristãos e os não cristãos a progredir no caminho do encontro pessoal com Cristo, Único Salvador da humanidade;
- promover a inserção plena, ativa e responsável de todos os membros do Povo de Deus na Igreja, sacramento universal da salvação;
- conhecer aqueles que o Senhor confiou ao meu cuidado pastoral e partilhar a alegria de com eles ser cristão e para eles ser bispo (cf. Santo Agostinho, Sermão 340, 1).

Unidade da Igreja

Tendo o bispo o dever de preservar a unidade da Igreja Universal, está obrigado a promover a disciplina comum de toda a Igreja e por isso a urgir a observância de todas as leis eclesiásticas, particularmente no concernente ao ministério da Palavra, à celebração dos sacramentos e sacramentais, ao culto de Deus e dos santos, e ainda à administração dos bens (cf. CDC 392).
Nesse sentido, nomeio alguns colaboradores que me ajudarão nesta missão: o Padre Jorge Silva Santos, Vigário Episcopal para a Pastoral, como coordenador geral da visita pastoral; o Vigário Episcopal de cada Região Pastoral, juntamente com o Arcipreste, como examinadores do estado dos registos paroquiais; o Monsenhor Manuel Leal Pedrosa, com a colaboração do Departamento dos Bens Culturais de que é Presidente, como examinador do estado dos bens e património.
Após a visita serão elaborados os respetivos relatórios, dos quais uma cópia será entregue à paróquia e outra à Cúria Diocesana.

Uma bênção de Deus

Convido-vos a acolher na fé este momento de graça que o Senhor quer conceder à sua Igreja e a vivê-lo no amor que nos une em Cristo Senhor.
Peço aos sacerdotes, diáconos, consagrados e leigos, especialmente aos coordenadores dos diversos sectores da vida das comunidades, que colaborem ativamente para que esta visita alcance os objetivos que nos propomos e que Deus espera dela.
Faremos a preparação da visita por meio da leitura orante da Palavra de Deus (lectio divina). Esperamos que ela nos abra o coração ao Espírito Santo e nos ajude a acolher os desafios que faz à nossa Igreja neste tempo favorável de salvação.
Espero vivamente que esta visita pastoral seja uma fonte das bênçãos de Deus para toda a Igreja Diocesana de Coimbra pois, como diz o Apóstolo Paulo, “sei que, ao ir ter convosco, irei com a plena bênção de Cristo” (Rm 15, 29).
Confio a visita pastoral à intercessão dos nossos padroeiros, Santo Agostinho e São Teotónio, e à proteção de Nossa Senhora, Santa Maria de Coimbra.

Senhor, nosso Deus,
Damos-te graças pela fé que nos deste,
Pelo batismo, porta de entrada na comunidade cristã,
Pela graça de pertencer à porção do Povo de Deus,
Que é a nossa Igreja Diocesana.
Pedimos o teu auxílio para que a Diocese de Coimbra
Seja comunidade que vive a fé e anuncia o Evangelho
Como caminho do encontro pessoal com Cristo,
Único Salvador, e com a sua Igreja.
Conduz o nosso bispo na fidelidade ao dom que recebeu,
Para que nos confirme na fé católica e apostólica,
E sejamos o teu povo santo,
Unidos na comunhão e no amor.
Nós te pedimos que a visita pastoral
Seja um momento de graça e de bênção.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo.
Ámen.

Coimbra, 25 de setembro de 2013


Virgílio do Nascimento Antunes
Bispo de Coimbra

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