Peregrinação Jubilar do Arciprestado de Coimbra Urbana

Este domingo realizou-se a peregrinação jubilar do Arciprestado de Coimbra Urbana. Cerca de um milhar de cristãos fizeram o percurso que ligou as 3 igrejas jubilares: começou com a celebração penitencial em Santa Cruz, depois subiram até ao Santuário de Santa Maria Mãe da Misericórdia e, por fim, atravessaram a Porta Santa, na Sé Nova.

Na homilia da missa conclusiva, o Senhor D. Virgílio disse que a presença dos todos na Sé Nova, manifestava a fé em Jesus Cristo, mas também a fé na Igreja, como Mediadora da Salvação. Partindo do texto da primeira leitura, convidou a acolher, como destinada a cada um, a palavra que Deus dirigiu a Jeremias: «’antes de te ter formado no seio materno Eu te escolhi e te consagrei’». «Nós acreditamos que Deus nos amou desde toda a etenidade e nos chamou e escolheu para nos comunicar os seus dons e a sua graça; o mesmo será dizer que Deus, desde toda a eternidade, nos olhou e olha com misericórdia e sempre acompanha o percurso da vida de cada um de nós. É a certeza do amor misericordioso de Deus que nos pôs a caminho nesta peregrinação e nos põe em caminho em cada dia da nossa vida».

Citando S. Paulo, na Carta aos Coríntios, afirmou que sem a caridade, de nada nos valem os lugares que ocupamos na sociedade de na Igreja. A vida daqueles que não acolhem a caridade de Deus torna-se vã e vazia. A caridade é a realidade mais séria e profunda que nos constitui como pessoas humanas. Parafraseando o hino paulino, convidou a que se substituisse a palavra caridade, pela palavra misericórdia.

Referindo-se ao evangelho, desafiou ainda os presentes a serem profetas, nas suas terras, da caridade e da misericórdia do nosso Deus. De um modo especial, disse, as Obras de Misericórdia formuladas pela Igreja são a expressão da misericórdia e da caridade nas diferentes realidades em que vivemos. A misericórdia, que se é convidado a manifestar na vida, é aquela que em primeiro lugar cada um deve experimentar no encontro pessoal com o Senhor Jesus.

Por fim, desafiou a que ninguém se instalasse na consciência de que estamos salvos, mas que essa consciência nos ponha sempre em caminho, em ordem a levarmos a Boa Notícia do Evangelho de Deus a todos aqueles que mais dele necessitam, fazendo chegar o Dom de Deus muito mais longe.

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