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REGULAÇÃO NATURAL DA FERTILIDADE
 
Família e Regulação da Fertilidade
Conheça as vantagens da Regulação Natural da Fertilidade
Métodos de auto-observação
A eficácia da Regulação Natural da Fertilidade
Aprenda a usar o Método de Ovulação (Método Billings)
Contacto de formadores
Perguntas frequentes sobre os métodos de Regulação Natural da Fertilidade
Entrevista com Mary Anne Stilwell de Avillez
Sites dedicados aos Métodos de Auto-Observação
Vídeos
 

Família e Regulação da Fertilidade

Cada casal tem o direito de conceber naturalmente o número de filhos que desejar e o dever de discernir o momento oportuno para os trazer ao mundo. Os cônjuges devem ter em consideração as obrigações para consigo mesmos, para com os filhos que já têm, para com a família e a sociedade, numa justa hierarquia de valores e respeitando a ordem moral objectiva que recusa o recurso à contracepção, à esterilização e ao aborto.

Ninguém, nem mesmo o Estado, se pode substituir ao casal nesta decisão. Na verdade, as actividades dos poderes públicos ou das organizações privadas que procuram limitar de algum modo a liberdade dos esposos nas suas decisões relativas aos filhos constituem uma ofensa intolerável à dignidade humana e à justiça.

Os esposos dispõem de duas alternativas muito distintas para regular o intervalo entre os nascimentos e o número de filhos que desejam: os métodos naturais de regulação da fertilidade e os métodos artificiais de planeamento familiar.

Os métodos artificiais de planeamento familiar são, por exemplo, os produtos químicos contendo hormonas que, administrados sob a forma de pílulas, injecções ou implantes, alteram profundamente a fisiologia da mulher e estão associados a diversos riscos para a sua saúde. São habitualmente designados como "anticonceptivos", muito embora, na realidade, alguns actuem como abortivos. Os anticonceptivos são usados, em geral, com a finalidade de evitar todo e qualquer nascimento e, por isso, acabam por induzir uma atitude negativa de desprezo pela vida com toda a carga de egoísmo e de falta de amor que isso significa.  

A melhor alternativa é a regulação natural da fertilidade que promove o conhecimento da fertilidade e da natureza feminina, de maneira a que os próprios esposos possam agir, seja para conseguir seja para evitar a gravidez, de forma fácil e segura. Pelo facto de ajudar os esposos a permanecer numa atitude de acolhimento à nova vida que podem gerar, esta alternativa aprofunda o amor entre o casal, promove o amor para com os seus filhos e está de acordo com a visão da sexualidade proposta pela Igreja Católica.

Os métodos naturais de regulação da fertilidade podem ser utilizados por qualquer mulher que o deseje, que  prefira o natural ao artificial, que não queira introduzir objectos ou produtos estranhos no seu organismo, que tenha qualquer tipo de problemas com sua fertilidade e, em geral, por todos quantos acreditam que o planeamento familiar não é uma responsabilidade exclusiva da mulher.

Os métodos naturais podem ser utilizados em qualquer momento, desde a menarca (primeira menstruação) até a menopausa, por serem aplicáveis a todas as fases da vida reprodutiva da mulher, quer esta tenha ciclos regulares ou ciclos irregulares, esteja amamentado seu filho, esteja no período de pré-menopausa ou em qualquer outra situação.

 

Conheça as vantagens da Regulação Natural da Fertilidade

Os métodos naturais de regulação da fertilidade consistem, muito simplesmente, em tornar o casal apto a fazer uma auto-observação para reconhecer em que fases é fértil ou infértil, de modo a adequar as suas relações sexuais a uma ou outra situação, conforme desejam conseguir ou adiar uma gravidez.

Ou seja,  não são métodos contraceptivos mas métodos de auto-observação que permitem ao casal ter um estilo de vida saudável, fortalecendo a relação dos esposos e criando condições para que, de forma livre e responsável, constituam a sua família. A fertilidade do casal é entendida como um bem a conservar e não é tratada como se fosse uma doença a temer e a anular com medicamentos.

Uma vez que observam as leis biológicas da procriação humana, os métodos naturais de regulação da fertilidade respeitam a vida no seu início e em todas as etapas de seu desenvolvimento, promovendo uma atitude positiva em relação à criança. Para além disso:

  • são fáceis de aprender
  • são seguros e não provocam doenças nem efeitos indesejados uma vez que não alteram os processos naturais do organismo da mulher
  • são muito eficazes quando bem aplicados
  • aumentam o auto-conhecimento e a capacidade de auto-controle
  • não submetem a mulher a fármacos, dispositivos, medicamentos ou      cirurgias
  • constituem um valioso guia sobre a saúde ginecológica da mulher pois alertam para problemas ou perturbações do ciclo
  • são aplicáveis em todas as condições e circunstâncias sócio-culturais, inclusive por mulheres cegas ou analfabetas
  • ajudam o homem e a mulher a assumir, conjuntamente, a responsabilidade da fertilidade, o que favorece e fortalece o amor conjugal
  • não implicam despesas.

Os recentes avanços do conhecimento científico sobre a fertilidade permitiram desenvolver métodos naturais extremamente eficazes para regular a fertilidade, tornando desnecessário submeter a mulher ao uso de produtos químicos, hormonas ou cirurgias.

Foram cientificamente fundamentados vários métodos que permitem o auto-conhecimento da fertilidade feminina, pois, enquanto o homem sadio é fértil em qualquer momento de sua vida adulta, a fertilidade da mulher é cíclica. O óvulo libertado em cada ciclo pela mulher só permanece fertilizável durante cerca de 12 a 24 horas, que correspondem ao tempo de vida do óvulo depois da sua saída do ovário. De notar que, após uma relação sexual, os espermatozóides podem permanecer entre 3 e 5 dias no corpo da mulher em condições de fertilizar o óvulo.

 

Métodos de auto-observação

A fertilidade é a potencialidade biológica de gerar seres da mesma espécie. Nos seres humanos exprime-se na capacidade para procriar. Ser fértil é sempre um bem e um sinal de saúde, nunca é uma enfermidade.

A fertilidade humana há-de estar sempre unida à liberdade e à responsabilidade, por isso a sua regulação deverá resultar de um processo de escolha livre e responsável.

Existem vários sinais biológicos de fertilidade que a mulher pode detectar:
- as alterações do muco cervical (que na fase fértil se torna mais abundante e filante),
- as alterações da temperatura basal (que aumenta após a ovulação),
- as alterações das características do colo uterino (quando a mulher está no período fértil o colo está alto, macio e com o orifício central entreaberto, enquanto que na fase infértil o colo está baixo, encontrando-se muito facilmente quando se introduz os dedos na vagina, e está duro com o orifício externo fechado).
 

O Método da Ovulação ou Billings

O Método Billings (ou Método da Ovulação) foi desenvolvido pelo Dr. John Billings e pela sua esposa, Drª Evelyn Billings, um casal de médicos australianos.

O Dr. John Billings foi o primeiro a reconhecer e a confirmar cientificamente a importância do muco cervical para a fertilidade da mulher. Este muco é produzido nas criptas do colo do útero e, na fase do ciclo menstrual em que o aparelho reprodutor se prepara para a ovulação, é essencial para a sobrevivência dos espermatozóides no corpo da mulher. Os espermatozóides não sobrevivem sem muco fértil.

A mulher pode aprender a reconhecer o aparecimento do muco fértil que, pela força da gravidade, desce na vagina para o exterior, de forma cada vez mais abundante, com características bem-definidas (muco transparente, elástico, filante, semelhante a clara de ovo, dando sensação de humidade e de lubrificação), e assim detectar a fase do ciclo menstrual em que é fértil.

O método Billings consiste na determinação, por parte da própria mulher, das fases férteis ou inférteis do seu ciclo menstrual, reconhecidas pela observação diária do muco cervical. A mulher anota, diariamente, num gráfico, as observações e as sensações relacionadas com o muco cervical de modo a registar as mudanças que ocorrem ao longo do tempo. É um método muito seguro desde que ensinado por formadores qualificados e disponíveis para esclarecer qualquer dúvida que a mulher tenha sobre as observações que faz ao longo de, pelo menos, três ciclos.

Este tempo mínimo de aprendizagem é necessário para a mulher conhecer o seu Padrão Básico de Infertilidade (PBI), típico dos dias em que é infértil, e que pode ser caracterizado por:   
         1. ausência de muco com sensação de secura – PBI seco       
         2. corrimento constante de
muco não fértil, espesso e pegajoso – PBI  mucoso

O Método tem quatro regras muito simples:

Regra 1: não ter relações sexuais nos dias de sangramento menstrual.

Regra 2: após a menstruação e enquanto durar o Padrão Básico de Infertilidade (PBI) o casal pode ter relações sexuais em noites alternadas.

Regra 3: o casal deve suspender a actividade sexual se ocorrerem alterações que interrompam o Padrão Básico de Infertilidade (como sangramento ou aparecimento de muco – se a mulher tiver PBI seco – ou aparecimento de muco fértil – se a mulher tiver PBI mucoso). Se após esta alteração (por exemplo, depois do desaparecimento do sangramento) ocorrerem quatro dias consecutivos com Padrão Básico de Infertilidade o casal pode retomar as relações sexuais na noite do quarto dia e voltar a aplicar a regra 2. Caso contrário, o casal não deve ter relações sexuais (a não ser que deseje engravidar).

Regra 4: O casal pode voltar a ter relações sexuais na noite do 4º dia após o último dia com muco fértil (denominado dia pico) e, depois, quando e quantas vezes o casal queira até à menstruação seguinte.

Para a correcta compreensão e aplicação destas regras e, em particular, para que cada mulher aprenda a conhecer o seu Padrão Básico de Infertilidade e a reconhecer o muco fértil, é fundamental a frequência presencial de um curso do método Billings.

É um método muito seguro e eficaz mas deve ser ensinado por pessoal qualificado pelo menos durante três ciclos.

A larga experiência mundial demonstra que o método Billings é muito eficaz quando se pretende evitar a gravidez (mas, curiosamente, também pode ajudar casais com problemas de infertilidade a conseguir engravidar).

A eficácia reconhecida para este método é superior a 98%[1]. Por exemplo, recentemente um grupo de cientistas, coordenado pelo Professor Qian, demonstrou que a taxa de gravidez numa população de casais a seguir o método Billings é muito baixa (0,5%) e que a gravidez só sucede quando as regras do método não são aplicadas correctamente[2].

Este índice de eficácia é excelente e não só alcança como supera os níveis de eficácia dos métodos artificiais.

Os casais que escolheram o método Billings revelaram estar satisfeitos com a frequência de relações sexuais permitidas por este método que, para além do mais, é o mais económico de todos.


[1] Indian Council of Medical Research Task Force on Natural Family Planning (1996). Field Trial of Billings Ovulation Method of Natural Family Planning. Contraception, 53(2), 69-74

[2] Qian, S.Z., Zhang, D.W, Zuo, H.Z, Lu, R.K., Peng, L., & He, C.H. (2000). Evaluation of the Effectiveness of a Natural Fertility Regulation Programme in China. Bulletin of OMR&RCA, 27(4), 17-22

Para conhecer com maiores detalhes o método Billings, clique aqui

 

O método da temperatura basal

Este método baseia-se no aumento da temperatura que a progesterona provoca na mulher. Esta hormona começa a circular na segunda fase do ciclo menstrual, ou seja
, após a ovulação, logo que o folículo se converte no corpo lúteo. Quando a temperatura da mulher sobe é sinal de que ovulou. Normalmente a temperatura sobe 2 décimos de grau centígrados. Para notar esse aumento de temperatura é necessário registar, diariamente, a temperatura basal com o mesmo termómetro, nas mesmas condições e às mesmas horas, após um mínimo de duas horas de repouso. Para adiar uma gravidez pelo Método da Temperatura Basal, deve-se guardar abstinência sexual desde a menstruação até três dias após o aumento da temperatura. Este método tem uma eficácia de 99% mas implica uma abstinência muito prolongada.

O Método Sintotérmico 

Resulta de uma combinação de vários métodos uma vez que combina o cálculo pré-ovular de Ogino, as alterações do muco cervical do Método Billings, o registro da Temperatura Basal, a auto-palpação do colo e a dor inter-menstrual da ovulação. Pode-se utilizar a combinação de todos estes sinais ou apenas alguns deles. Quando se deseja adiar uma gravidez usa-se para começar a abstinência no primeiro dos sinais ou cálculos da fertilidade que apareçam e termina-se a abstinência no último dia do último método.

 

Eficácia dos métodos de auto-observação

De acordo com estudos realizados pela própria Organização Mundial de Saúde os métodos naturais de regulação da fertilidade demonstraram possuir uma ampla superioridade em diversos aspectos sobre os métodos artificiais (anticoncepcionais).

Estes estudos demonstraram:

  • que são fáceis de aprender e de aplicar pela mulher qualquer que fosse o seu nível cultural (ficou demonstrado que podem ser aprendidos e aplicados com sucesso até por mulheres carentes de instrução mínima),
  • que são aceites de preferência aos métodos artificiais

A todas estas vantagens acresce que respeitam a integridade e a dignidade da pessoa humana sem lesar os seus direitos e, mais importante ainda, provaram ser sumamente eficazes a evitar a gravidez.

A elevada eficácia dos métodos de auto-observação é amplamente desconhecida pela maioria das pessoas. Além da eficácia teórica ser semelhante à dos métodos artificiais, a eficácia prática, aquela que se obtém realmente quando os métodos são usados, é bastante superior.

A tabela seguinte mostra alguns dados obtidos com base em diversos estudos científicos.
   

MÉTODO

EFICÁCIA TEÓRICA

EFICÁCIA PRÁTICA

Billings

98,8 a 99,5%

92,8 a 96,8%

Pílula

94,1 a 97%

91,7%

DIU

96,6 a 98%

86,7%

Preservativo

98%

64 a 88%

    
Recentemente um grupo de cientistas fez algumas descobertas que permitiram melhorar a eficácia do método Billings. Os resultados estão publicados em Hilgers et al., Journal of Reproductive Medicine, Junho de 1998. A eficácia teórica do método Billings é 99.5% e a eficácia prática 96.8%.

Embora esta tabela não o refira, a eficácia prática do método Sintotérmico é, ainda mais eficaz do que a do método de Billings, pelo que é o método mais fiável. O índice para o Método Sintotérmico em casais altamente motivados para evitar a gravidez é de 97,2% (Cf. Guia para a prestação de serviços de PFN. OMS. Genebra, 1989).

Estes índices de eficácia são excelentes e não só alcançam como superam largamente os níveis de eficácia dos métodos artificiais. Lamentavelmente, as campanhas de descrédito dos métodos naturais reflectem os preconceitos ideológicos e os interesses económicos de alguns grupos que desprezam os dados do progresso científico.

Um estudo multicêntrico, realizado em cidades importantes de diferentes lugares do mundo e distantes entre si (Auckland, Bangalore, Manila e El Salvador), demonstrou que 93% de mulheres férteis estava em condições de reconhecer e interpretar o momento de fertilidade desde o seu primeiro ciclo menstrual (de salientar que o grupo de El Salvador incluía 48% de analfabetas). O estudo concluiu que as probabilidades de engravidar nos períodos determinados como inférteis eram extremamente baixas (0,004%).

Um estudo realizado em Calcutá, Índia, revelou a notável eficácia do Método de Ovulação (ou método Billings), pois a taxa de gravidez foi cerca de zero  numa população total de 19.843 mulheres pobres e de diferentes crenças religiosas (hindus, islâmicas, cristãs).

As conclusões do estudo da Organização Mundial de Saúde sobre a eficácia do Método da Ovulação foram as seguintes:

  • Por meio de ecografia ovárica determinou-se que os sintomas do muco cervical identificam com precisão do momento da ovulação.
  • Todas as mulheres, de qualquer nível cultural e educacional podem aprender a usar o método da observação do muco cervical para reconhecer quando ocorre a ovulação.
  • A experiência mundial sugere que os métodos de controle natural, abstendo-se da relação sexual na fase fértil identificada pelos sintomas de ovulação, são equivalentes àqueles dos anticoncepcionais artificiais.

O estudo realizado entre cerca de 20.000 mulheres pobres em Calcutá, com uma percentagem de gravidez perto de zero, confirmado por diversos outros estudos, demonstram a efectividade do Planeamento Familiar com Métodos Naturais.

Os casais estavam satisfeitos com a frequência da relação sexual sugerida por este método de planeamento familiar, que é económico.

 

Aprenda a usar o Método de Ovulação (Método Billings)

O Método de Ovulação ou Método Billings é um método de auto-observação extremamente simples de aprender e de aplicar. Por isso o recomendamos vivamente.

Para isso necessita de frequentar um curso de formação muito simples.

Se quiser ler uma breve introdução à fertilidade feminina clique aqui!

Se quiser ler uma breve introdução ao Método Billings clique aqui!

 

Contacto de formadores

Pode contactar as seguintes instituições para obter formação específica no uso dos métodos de auto-observação.

Movimento de Defesa da Vida
Rua da Beneficência, 7 -1º, Lisboa
Tel. 21 799 4530
Fax: 21 799 45 31
Email:
geral@mdvida.pt

Associação Família e Sociedade
Rua do Lumiar, 78
1750-164 LISBOA
Tel:
21 314 95 85
Horário: 9h-13h
Email: familiasociedade@sapo.pt

 

Sites dedicados aos métodos de auto-observação

www.woomb.org

www.billings-centre.ab.ca

billings.free.fr

www.fertilitycare.com.au

www.ccli.org

 

Perguntas frequentes

1. Quanto tempo vive um óvulo e um espermatozóide?
O óvulo vive entre 12 a 24 horas e o espermatozóide entre 3 a 5 dias.

2. Durante quanto tempo é fértil uma mulher no seu ciclo ovárico?
Considerando os dias potencialmente férteis e os de máxima fertilidade, é-o entre 8 a 10 dias, tendo em conta a vida do óvulo e do espermatozóide.

3. O Método de Ovulação também serve no caso de mulheres com ciclos irregulares, ou seja, daquelas que segundo a sua experiência têm ciclos curtos e longos?
Os ciclos serão irregulares (mais longos ou mais curtos) consoante se atrase ou se adiante a ovulação. Ora, precisamente por os métodos naturais se basearem na observação realizada pela mulher dos distintos parâmetros indicadores da ovulação, são aplicáveis em todas as circunstâncias da vida da mulher (pré-menopausa, stress, amamentação, etc.).

4. É preciso muito tempo de aprendizagem para usar o Método de Ovulação?
A aprendizagem é simples se se fizer o curso inicial e um tempo de acompanhamento com uma monitora ao longo de três ciclos. Cerca de 90% das mulheres são capazes de identificar a sua fertilidade ao cabo de três ciclos. O acompanhamento com uma monitora é imprescindível para conhecer perfeitamente os Métodos Naturais.

5. Os Métodos Naturais podem ser utilizados para conseguir engravidar?
Sim, uma vez que identificam os dias de fertilidade máxima estes podem  aproveitar-se para ter relações sexuais com o fim de conseguir uma gravidez. Na verdades são métodos muito úteis para aqueles casais com problemas de infertilidade.

6. O coito interrompido e o preservativo são métodos naturais?
Não. Definimos os Métodos Naturais como aqueles que se baseiam na observação e reconhecimento dos dias férteis e inférteis do ciclo ovárico com a abstinência de relações sexuais nas fases férteis se se deseja adiar a gravidez. Nem o coito interrompido nem o preservativo cumprem estas condições.

7. Pode-se deixar de fazer o gráfico depois de aprender o Método de Ovulação?
Não. O gráfico é uma apoio imprescindível nos Métodos Naturais de Regulação da Fertilidade. Devem fazer-se sempre, já que um ciclo pode ser distinto do anterior e não podemos fiar-nos na memória para acompanhar as mudanças do muco cervical e a correspondente subida da temperatura (parâmetros da ovulação). No entanto os gráficos são fáceis de fazer e adquire-se este hábito sem grandes dificuldades.

8. Os Métodos Naturais são eficazes?
Têm um alto índice de eficácia. A eficácia depende de uma correcta aprendizagem (por isso é necessário fazer o curso inicial e o seguimento com a monitora) e da aplicação correcta das regras aprendidas.

 
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