Jornadas de Pastoral do Clero da diocese de Coimbra

Comunidade de Discipulos Corresponsáveis
29 e 30 de setembro de 2015

Nos dias 29 e 30 de setembro, o clero da diocese de Coimbra esteve reunido para as Jornadas de Pastoral da Diocese. Estas jornadas pastorais, que decorreram no Seminário Maior de Coimbra, têm como objetivo preparar a ano pastoral, lançando os principais desafios e as principais linhas de orientação.

Tiveram como tema principal: “Comunidade de Discipulos Corresponsáveis”. Este tema, que dá titulo à Nota Pastoral para 2015-2016 do Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, manifesta que a responsabilidade partilhada é uma necessidade da vida atual da Igreja, não só pela escassez de clero, mas também pelo que decorre da própria identidade do ser cristão. Foi essa a reflexão feita ao longo destes dois dias.

No dia 29, a abordagem foi teológica, procurando reflectir a corresponsabilidade a partir dos seus fundamentos biblicos e teológico-pastorais. A abordagem bíblica foi feito pelo Bispo de Viana do Castelo, D. Ancleto Oliveira, que apresentou essa corresponsabilidade fundamentada em três palavras: Ruah (que tem a sua origem no Espírito e na diversidade que Ele gera), karis (que é dom que se recebe e que se tem de partilhar) e diakonia (que se destina ao serviço e à comunhão). A corresponsabiliade pastoral não resulta de uma necessidade pragmática e circunstancial, mas da própria identidade cristã, uma vez que o Espírito de Deus foi derramado em todos os corações.

A abordagem teológica-pastoral foi feito pelo Bispo de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro, que ajudou a reflectir a corresponsabilidade pastoral, como fruto do envio missionário feito por Jesus, não a um grupo de homens especiais, mas a cada cristão. Receber o Evangelho e aderir de coração a ele, comporta o desafio de ser seu anunciador.

O dia 30 foi voltado para as formas práticas de poder viver a corresponsabilidade na Igreja, de um modo especial, na forma de exercer a liderança pastoral, pelos pastores da Igreja.

Esta reflexão foi feita pelo Dr. Jorge Líbano Monteiro, da ACEGE, que fez alguns desafios aos presentes acerca da forma de exercer o ministério sacerdotal na Igreja. Disse que não pode existir verdadeira liderança se não se souber delegar, de forma acompanhada e próxima, parte da missão recebida, em alguns leigos. Fez também o desafio a que a pastoral possa ter bem claras as respostas a um conjunto de questões, para que esta possa ser feita de forma coerente e, ao mesmo tempo, frutuosa. Apontou cinco questões: 1) qual a missão que quero exercer? 2) quem é o meu destinatário? 3) o que é que o meu destinatário procura? 4) quais os resultados que espero atingir? 5) quais os caminhos para os atingir? A estas questões nunca se pode deixar de ter presente o primado da graça, uma vez que é Deus, pelo seu Espírito que é o protagonista da ação pastoral, nós somos seus colaboradores.

Da parte da tarde, o Vigário para a Pastoral, o P. Jorge Silva Santos, apresentou o plano pastoral diocesano para este, particularmente as suas linhas de força: a catequese de adultos de inspiração catecumenal, proposta a toda a diocese; a vivência da corresponsabilidade nas equipas fraternas e o sentido de pertença eclesial.

As jornadas de Pastoral foram encerradas pelo Senhor D. Virgílio Antunes. Na sua intervenção falou da experiência da visita ad limina e da sintonia do plano pastoral da diocese de Coimbra com os desafios do Santo Padre, o Papa Francisco, aos cristãos de Portugal, nomeadamente no que diz respeito à formação de discipulos missionários, à catequese e formação de adultos e à promoção do encontro pessoal com Cristo.

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