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A guerra é sempre uma derrota…  «A guerra é sempre uma derrota» é uma frase repetida pelo Papa Francisco em diversos apelos à paz. Entre estes apelos cito o de 28 de novembro de 2023 no final da audiência Geral: “Paz, por favor, paz... A guerra é sempre uma derrota, todos perdem. Todos, não. Há um grupo que ganha muito: os fabricantes de armas. Esses ganham bem, com a morte dos outros.” (Cf, Vatican News de 29 de novembro de 20239.  Não se pode meter a cabeça na areia. Os nossos tempos são tempos preocupantes. Em artigo recente, Leonardo Boof escrevia: «Não sou apocalíptico. Os tempos é que o são». Não, não podemos ignorar o espetro da guerra que todos os dias nos visita em imagens diabólicas de destruição. O relatório do IGP (Global Peace Index), divulgado em 11 de junho do corrente ano, aponta para 56 conflitos ativos, com 92 países envolvidos em conflitos fora das suas fronteiras. Em 2023 houve 162.000 mortos só nos conflitos da Ucrânia e de Gaza e o impacto económico da violência atingiu uma cifra impressionante: 19,1 mil milhões de dólares. 110 milhões de pessoas tornaram-se refugiadas ou internamente deslocadas. Os dados de relatórios são frios e impessoais, mas não podem deixar de impressionar e perturbar. «Vemos, ouvimos e lemos. Não podemos ignorar» como escrevia Sofia de Melo Breyner. A nossa perturbação aumenta se ao drama da guerra acrescentarmos o drama a emergência climática.  Dramaticamente, as empresas produtoras de armas estão a viver dias de opulência e de regozijo pelos perversos lucros de matar: «Mais de metade do investimento no setor de armas, uma verba para lá dos 466 425 000 000,00 €, vem dos Estados Unidos. E as 12 instituições financeiras que mais investem na produção de armas são todas dos Estados Unidos: uma classificação liderada, com 85 822 200 000,00€, pelo grupo Vanguard. Os 15 maiores bancos europeus investiram 87 720 000 000,00€ em indústrias produtoras de armas. Uma tendência semelhante à da Ásia, enquanto entre as principais instituições financeiras que investem no setor de armas não há investidores da África ou da América Latina… A eclosão da guerra na Ucrânia em 2022 fez com que o valor das ações das empresas de armamento disparasse… (Cf. Valério Pamobaro em Vatican News, 29-02, 2004 ). “É terrível ganhar com a morte! Peçamos a paz, que avance a paz”, afirmou o Papa Francisco no final da audiência geral, que decorreu quarta-feira, 1 de maio, no Auditório Paulo VI, citado pela agência Vatican News. Parece que, de facto, a guerra interessa como investimento, como fonte de lucros… Quem cortará a espiral de violência de que somos testemunhas? Quem ouvirá a voz dos que promovem a paz? Estão à solta, com diz Boof, os quatro cavaleiros do Apocalipse: «Depois, na visão, quando o Cordeiro abriu o primeiro dos sete selos, ouvi um dos quatro seres viventes que dizia com voz de trovão: «Vem!» E vi que apareceu um cavalo branco; o cavaleiro levava um arco e foi-lhe dada uma coroa. Depois, partiu vencedor para novas vitórias. Quando Ele abriu o segundo selo, ouvi o segundo vivente que dizia: «Vem!» E saiu outro cavalo, que era vermelho; e ao cavaleiro foi dado o poder de retirar a paz da terra e de fazer com que os homens se matassem uns aos outros. Foi-lhe dada, igualmente, uma grande espada. Quando Ele abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente que dizia: «Vem!» Na visão apareceu um cavalo negro. O cavaleiro tinha na mão uma balança. E ouvi algo semelhante a uma voz no meio dos quatro seres viventes que dizia: «Uma medida de trigo por um dinheiro e três medidas de cevada por um dinheiro. Mas não estragues o azeite nem o vinho. E, quando Ele abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente que dizia: «Vem!» Na visão apareceu um cavalo esverdeado. O cavaleiro chamava-se «Morte»; e o «Abismo» seguia atrás dele. Foi-lhes dado poder sobre a quarta parte da terra, para matar pela espada, pela fome, pela morte e pelas feras da terra» (Ap. 6, 1-8).  Mas o Apocalipse é um cântico de esperança anunciando a aurora de novos céus e nova terra…  É, por isso, urgente ter a ousadia da esperança. «Ela vê o que ainda não é e o que será/ ama o que ainda não é o que será… É ela que faz andar o mundo inteiro./ E que o arrasta». (Charles Péguy, Os portais do mistério da segunda virtude, ed. Paulinas, Prior Velho 2014 p. 22). Ousar a esperança é uma atitude de compromisso. É não se resignar à fatalidade do que está para vir e recriar espaços de paz e perdão. É juntar a voz à voz dos que protestam, dos que, profeticamente, sem desistir, vão anunciando e trabalhando caminhos para o entendimento e para o diálogo, para a negociação. Todos podemos, à nossa volta, diminuir o clima de violência e de desentendimento.  À voz do Papa Francisco junto a palavra de compromisso vital de um monge: «(…) É minha intenção fazer da minha vida inteira uma rejeição, um protesto contra os crimes e as injustiças da guerra e da tirania política, que ameaçam destruir todo o género humano e o mundo inteiro. Através da minha vida monástica e dos meus votos, digo NÃO a todos os campos de concentração, aos bombardeamentos aéreos, aos julgamentos políticos, que são uma pantomina, aos assassinatos judiciais, às injustiças raciais, às tiranias económicas, e a todo o aparato socioeconómico, que não parece encaminhar-se senão para a destruição global, apesar do seu bonito palavreado a favor da paz». MERTON, Thomas. La voz secreta. Reflexiones sobre mi obra en Oriente y Occidente. Santander: Sal Terrae, 2015. p. 96-97. Idalino Simões  
PEREGRINAÇÃO DA DIOCESE DE COIMBRA AO SANTUÁRIO DE FÁTIMAMissa Votiva do Imaculado Coração de Maria L1: Is 61, 9-11 | Sl: 1 Sam 2, 1.4-5.6-7.8abcd | Ev: Lc 2, 41-51 (LVII 164 / MR 857)  Caríssimos irmãos e irmãs! “Com Maria, seguimos juntos. O caminho continua...” Ao virmos a Fátima avivamos em nós a condição de peregrinos, que procuram fazer caminho juntos, com Deus e com a humanidade. Vimos fortalecer-nos para que o caminho continue com mais fé, amor e esperança, e com o auxílio da Virgem Maria, a Mãe que acompanha a peregrinação terrena de todos os seus filhos. Hoje celebramos a missa do Imaculado Coração de Maria, o mesmo é dizer, olhamos para a Virgem Maria enquanto pessoa pura e santa, amada por Deus, totalmente decidida a cumprir a vontade de Deus e escolhida para ser mãe de Jesus e mãe da Igreja. O texto do Evangelho escutado, a perda e o encontro de Jesus no Templo, conclui dizendo: “Sua Mãe guardava todos estes acontecimentos em seu coração”. De facto, Maria, a Mãe de Jesus, é a pessoa mais próxima do seu Filho: trouxe-O no seu ventre, deu-O à luz, acompanhou o percurso da Sua infância e depois, percorreu os seus passos durante a Sua vida pública, com a paixão, a morte, o testemunho da ressurreição e o Pentecostes, que fortalece a Igreja para a missão. No Templo de Jerusalém, quando Jesus tinha doze anos, já Maria guardava e meditava os acontecimentos no seu coração. Depois, com o passar dos anos e o desenrolar dos factos e das palavras de Jesus, a memória de Maria é muito mais vasta e compreende tudo o que é importante conhecer e transmitir da pessoa, da vida, dos gestos e das palavras de Jesus. A Virgem Maria torna-se a memória viva de Jesus. Ninguém em melhores condições do que Ela para contar tudo sobre Jesus, na sua terra, aos apóstolos e discípulos, aos evangelistas, às comunidades cristãs que nascem. Ela acredita que Ele está vivo, que ressuscitou, e que acompanha a vida da Igreja nascente.  O que Ele conta não é simplesmente um conjunto de dados de uma biografia, embora todos esses dados, com datas e detalhes estivessem bem presentes na sua memória. Maria lembra-se de tudo, recorda-se de todos os pormenores. A Mãe não podia esquecer nada do que se passara, nem as maiores alegrias nem as maiores dores. Estava tudo bem guardado. No entanto, a Virgem Maria, conta muito mais do que acontecimentos passados e marcantes. Ela conta a pessoa de Jesus, Filho de Deus, feito Homem no Seu seio e como Ele continua a ser o Senhor da Sua vida, a animá-la, a dar-lhe esperança, a alimentar a sua fé, a estimular o seu amor a todos os que lhe foram dados como filhos junto à cruz. Quando guarda todos os acontecimentos no seu coração, quando faz memória da pessoa de Jesus e quando conta como Ele permanece em si mesma, Maria realiza a ação de evangelizar, de anunciar Cristo ao mundo; Ela transmite o conhecimento que passou pelo seu coração, o amor que sente da parte de Deus e o amor que tem a Jesus. Maria guarda Jesus no coração e conta aos outros esse Jesus que guarda no coração. Irmãos e irmãs, esta nossa vinda a Fátima em peregrinação ensina-nos, de novo, o que é evangelizar e qual o método a seguir na evangelização que somos chamados a realizar no mundo. Maria oferece-se como o método e o modelo: guarda Jesus na memória e no coração e conta aos outros quem Ele é, como Ela O ama como Mãe, como Ele a salva enquanto Deus e como alegra e enche de esperança a sua vida. A Virgem Maria recorda-nos que os primeiros evangelizadores são o pai, a mãe, os avós, os familiares, quando contam com palavras e gestos a Pessoa de Jesus em que acreditam, que têm no coração e como fortalece as suas vidas. A peregrinação da Sagrada Família a Jerusalém por ocasião da Festa da Páscoa é o sinal de que assumiram a missão da transmissão da fé em Deus, de contar o que o Senhor fizera com os seus antepassados e como Lhe estavam agradecidos. Depois, há o lugar e o papel da Igreja, da comunidade cristã, com a catequese, as ações de primeiro anúncio, a liturgia, a caridade para com os mais pobres. Também ali se conta a memória transmitida ao longo de muitas gerações acerca de Jesus e como Ele anima a fé das comunidades. Conta-se a história de Jesus, quando se escuta a Palavra de Deus inspirada pelo Espírito Santo; quando se repetem os gestos da Última Ceia; quando somos convidados a amar-nos uns aos outros como irmãos; quando rezamos o Pai Nosso; quando recebemos o Pão da Vida. Entre os acontecimentos e as coisas que Maria guardava no seu coração estão também, com toda a certeza, as palavras que Jesus lhe dirige, quando se encontram no Templo de Jerusalém: “Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?” Maria não compreende tudo, pois é demasiado grande o mistério que envolve Jesus, filho de Deus e filho das suas entranhas, mas aceita, faz silêncio, medita, pondera tudo com fé, como refere Lucas noutro lugar. Nunca mais esquece aquelas palavras de Jesus: “estar na casa do Pai”. Estar no seu amor, realizar a sua vontade, manter-se unido ao Pai na comunhão da oração, permanecer no seu amor... É tudo isso que Maria inclui nas palavras de Jesus e é tudo isso que ela nos ensina e transmite, porque faz parte da sua memória. Maria, que já fazia parte do Povo de Israel, o antigo Povo de Deus, compreende que a sua vocação, como a de Jesus, consiste em estar na casa do Pai, na casa de Deus, no Novo Povo de Deus, na Igreja. Ali, na Igreja, Ela pode guardar para sempre e comunicar a memória que tem de Jesus; ali, na Igreja, Maria mantém-se unida a Deus e aos irmãos por meio da sua oração, que é a forma que tem de manter viva a memória do coração, o conhecimento da vontade de Deus, a força de amor do Espírito Santo, que conduzirá sempre a sua vida, até ao fim. Irmãos e irmãs, a nossa peregrinação aviva em nós a certeza de que precisamos de estar na casa do Pai, de que a Igreja, a comunidade cristã, o Novo Povo de Deus é o lugar em que podemos manter a fé, comunicar a fé como experiência feliz, receber a força de amor do Espírito Santo que nos anima em todos os momentos. A Igreja é a memória viva de Jesus. Se nos afastamos da Igreja e começamos a caminhar sozinhos, perdemos a memória de Jesus, Ele deixa de ser relevante para a nossa vida, a fé começa a desabar e a tornar-se indiferente. Se nos afastamos da Igreja perdemos o sentido e a necessidade da oração e sem ela desaparece a relação pessoal com Ele que alimenta fé, fortalece a esperança e funda o amor. A Virgem Maria ensina-nos, hoje, que a via da pertença ativa à comunidade cristã é insubstituível na nossa peregrinação de crentes; ensina-nos que a oração é a via de preservação da memória da presença de Deus em nós, que nos ajuda em todas as situações a pormo-nos a caminho da casa do Pai, onde há amor, há perdão, há futuro. Neste dia de peregrinação, confiemo-nos ao Imaculado Coração de Maria, e com Ela sigamos juntos, pois o caminho continua, com mais fé, amor e esperança. Fátima, 06 de julho de 2024Virgílio do Nascimento AntunesBispo de Coimbra    
SOLENIDADE DE SANTA ISABEL DE PORTUGAL – PADROEIRA DE COIMBRASANTA CLARA-A-NOVA – 2024 Caríssimos irmãos e irmãs! Passados todos estes séculos, estamos, de novo a celebrar Santa Isabel de Portugal, a Rainha Santa, padroeira de Coimbra. Trata-se de um elemento importante do nosso caminho comunitário e da nossa identidade, que tem na civilização judeo-cristã, caldeada com o mundo grego, romano e com tantas outras relações culturais, a sua pedra angular.  No contexto atual da interculturalidade, que tem contornos diferentes da que se viveu nos milénios passados, estamos abertos ao diálogo com todos, conscientes, no entanto do contributo que temos a dar à sociedade e sem negarmos as dimensões fundamentais da nossa identidade. Santa Isabel de Portugal, juntamente com outras grandes figuras históricas nascidas neste contexto civilizacional, sintetiza na sua vida um ideal de pessoa e de sociedade, que é, ao mesmo tempo, um projeto que atravessa os tempos e continua a oferecer como linhas principais: a abertura a Deus, o respeito pela dignidade humana, a consideração do caráter sagrado de toda a vida humana, a preservação da terra como a nossa casa comum, o amor indiscriminado ao próximo... Por isso, aqui estamos a celebrar esta solenidade, ainda hoje, num gesto de recordação do passado e de projeção em ordem a um futuro que Santa Isabel de Portugal simboliza para nós. O contexto em que realizamos esta celebração propõe-nos, hoje, uma breve reflexão sobre as duas atitudes centrais da vida de Santa Isabel, e bem enraizadas na Sagrada Escritura, que escutámos: a oração e a caridade. Primeiro, porque estamos a viver o Ano da Oração, na preparação para o Jubileu de 2025, sob o lema “Peregrinos de esperança”. Depois, porque o Papa Francisco, relendo o Evangelho de Jesus, nos propõe diariamente a via da caridade como a melhor expressão da vida cristã, que manifesta o nosso amor a Deus e o nosso amor ao próximo. Segundo o Profeta Isaías, na primeira leitura, a caridade encaminha o crente para a oração. Depois de elencar os atos mais comuns de caridade, como quebrar os laços da escravidão, ajudar a libertar, repartir o pão, dar pousada, levar roupa aos necessitados, fala do diálogo com o Senhor, dizendo: “Então, se chamares, o Senhor responderá; se O invocares, dir-te-á: «Estou aqui».”  Segundo o profeta, a caridade encaminha para a oração e põe-nos em sintonia com o coração de Deus, que nos ouve, nos responde, faz brilhar em nós a nossa luz e nos dá novo vigor, tornando a nossa vida como um jardim fresco e como nascente que não seca. É um duplo movimento: o da caridade para com o próximo, que encaminha para a oração, diálogo de amizade com Deus; e o da oração, que traz Deus à nossa vida e nos fortalece para a caminhada em direção aos outros. Do mesmo modo, o texto do Evangelho segundo S. Mateus, une as duas dimensões do amor: o amor a Deus, que se exprime por meio da manifestação dos sentimentos de fé e de confiança da oração do crente; o amor ao próximo, que se exprime pela caridade nas ações de auxílio, de socorro e de consolação: “Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes”. Na oração como na caridade, trata-se sempre do mesmo amor que, nascido no coração humano, é expressão do amor divino e se orienta para o mesmo Deus e para as pessoas que connosco compartilham a condição humana.  Numa perspetiva simplesmente humana e fechada à dimensão divina e transcendente, muito caraterística da cultura hodierna, bastaria a harmonia nas relações humanas, a que pode chamar-se amor ou caridade, para edificar um mundo bom e feliz. Numa perspetiva intimista de cariz religioso, rejeitada pela Escritura, ou de cariz humanista, como atualmente é proposta por algumas espiritualidades de caráter agnóstico ou ateu, bastaria o bem-estar, a tranquilidade ou a paz consigo mesmo, com os outros e com a natureza, alcançadas pelo silêncio, pela meditação ou pela introspeção, para a realização humana. A oração cristã é a respiração da fé do crente, que confia em Deus e se abandona a Ele. Ela nasce sempre do reconhecimento da nossa pequenez de criaturas diante da grandeza do Criador; brota do coração e dos lábios do homem que reconhece que o seu verdadeiro mal é o pecado, do qual nascem todos os outros males. Por sua vez, a oração do crente é sempre fruto da certeza de que Deus nos ama, a ponto de enviar o Seu Filho para salvar o que estava perdido; e ensina-nos sempre mais a amar como Deus ama, ao estilo de Deus, ao modo de Deus. A oração cristã consiste em aceitar uma relação de amizade com o Deus que veio ao nosso encontro por meio de Jesus Cristo e que continua a oferecer-se para acompanhar os nossos passos. Quando deixamos que o Espírito Santo reze em nós, Ele põe-nos a caminho do Deus que nos procura e o encontro dá-se. Deus está sempre disponível, mas deixa-nos na liberdade de darmos os nossos passos, de aceitarmos e querermos fazer o caminho que nos cabe. Quando o Espírito reza em nós conhecemos o amor de Deus e podemos exprimi-lo por meio dos gestos de caridade, que não é uma realidade simplesmente humana, mas tem a marca do divino, pois Deus é amor. Santa Isabel de Portugal foi mulher de intensa espiritualidade cristã, verdadeiro motor da sua vida e ação, unindo oração e caridade, harmonizando a força da fé em Deus com o impulso do coração que ama os irmãos.  Os traços centrais dessa sua espiritualidade orante manifestam-se na profunda fé em Jesus na Eucaristia, que comungava frequentemente; no amor ao Espírito Santo, cuja devoção e festividades propagou entre nós; na devoção mariana, sobretudo à Imaculada Conceição, que acolheu e divulgou em Portugal, a partir de Coimbra Igual lugar na sua espiritualidade têm os pobres, homens e mulheres: neles via espelhado o rosto de Jesus e em Jesus crucificado contemplava o rosto de cada um daqueles com quem repartiu o seu pão e a sua vida, qual eco das palavras de Jesus... “o que fizestes a um dos Meus irmãos mais pequeninos...”. Pedimos hoje a sua intercessão por todos nós, a fim de que sejamos homens e mulheres de oração e caridade, numa harmonia de vida que exprima mais fielmente a nossa fé em Deus e o nosso amor ao próximo. Coimbra, 04 de julho de 2024Virgílio do Nascimento AntunesBispo de Coimbra  
VIRGÍLIO DO NASCIMENTO ANTUNESBISPO DE COIMBRA DECRETOSECRETARIADO DIOCESANO DA PASTORAL DA CULTURA   Considerando que o cristianismo e os seus valores precisam de ser reforçados na sociedade, num contexto alargado de interculturalidade; Considerando a necessidade de dinamizar uma relação entre a cultura e a espiritualidade em que o cristianismo seja um contributo para valorizar a dimensão do sagrado, da contemplação e da transcendência; Considerando a importância da realização de ações que promovam e estimulem o diálogo entre crentes e não crentes, entre razão e fé, entre cultura erudita e outras expressões culturais, Havemos por bem: Criar o Secretariado Diocesano da Pastoral da Cultura da Diocese de Coimbra, e nomear como seus membros: - Cristina Maria da Silva Robalo Cordeiro – coordenadora - Padre Nuno Miguel dos Santos – assistente - Rui César do Espírito Santo Vilão - Susana Maria Aires de Sousa - Paulo Jorge Gama Mota - Maria Clara Moreira de Almeida Santos - Emília Maria Cabral de Carvalho Martins Esta nomeação é válida por três anos renováveis. Agradecemos a disponibilidade para esta missão e fazemos votos de que o Secretariado Diocesano da Pastoral da Cultura seja uma competente ajuda em ordem à promoção do diálogo cultural na cidade e diocese de Coimbra. Coimbra, 25 de junho de 2024Virgílio do Nascimento AntunesBispo de Coimbra P. António Joaquim Farinha DominguesChanceler
VIRGÍLIO DO NASCIMENTO ANTUNESBispo de Coimbra  ESTATUTOS DO CONSELHO PASTORAL DIOCESANO Tendo sido oportuna e cuidadosamente revisto, em sede própria e de acordo com as normas canónicas em vigor, o texto dos Estatutos do Conselho Pastoral Diocesano, de modo a torná-lo um instrumento mais adequado às atuais exigências e necessidades pastorais da nossa Diocese, Havemos por bem:    Aprovar e promulgar os presentes Estatutos do CONSELHO PASTORAL DIOCESANO de Coimbra, constituídos por 18 artigos e um anexo, que entrarão de imediato em vigor;    Mandar que se proceda, de acordo com as disposições canónicas e estatutárias, às respetivas eleições previstas no artigo 5º. Coimbra e Casa Episcopal aos 14 de junho de 2024.Virgílio do Nascimento AntunesBispo de Coimbra   Estatutos Conselho Pastoral Diocesano