OS MINISTÉRIOS LAICAIS INSTITUÍDOSNA DIOCESE D...
Notícias em Destaque
VIRGÍLIO DO NASCIMENTO ANTUNESBISPO DE COIMBRA
COLÉGIO DE CONSULTORES
Sendo necessário reformular a constituição do COLÉGIO DE CONSULTORES da nossa Diocese, por se ter verificado a saída de um dos membros nomeados a 12 de maio de 2022;
HAVEMOS POR BEM:
Constituir o novo elenco do Colégio de Consultores da Diocese de Coimbra, afim de completar o mandato em curso, com termo em 2027, e, nomear membros, os seguintes Presbíteros:
Padre Manuel António Pereira Ferrão
Padre Manuel Carvalheiro Dias
Cónego Pedro Carlos Lopes de Miranda
Cónego Nuno Miguel dos Santos
Cónego Jorge da Silva Santos
Padre Jorge Germano Dias de Brito
Padre João Paulo dos Santos Fernandes
Dado em Coimbra e Casa Episcopal, aos 04 de fevereiro de 2026.
Virgílio do Nascimento AntunesBispo de Coimbra
Padre António Joaquim Farinha DominguesChanceler
Preservar o Humano no tempo das máquinas
Isabel Maia, Comissão Diocesana Justiça e Paz
O 60.º Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado anualmente pela Igreja Católica, terá como tema escolhido por Papa Leão XIV: “Preservar vozes e rostos humanos”. Será uma reflexão sobre o impacto da tecnologia na comunicação humana e nunca um pedido de menos ciência ou inovação, mas de mais consciência. Num mundo de máquinas que se multiplicam, falam, respondem e aprendem, coexiste uma verdade inultrapassável: ser humano não é uma função, é uma condição.
Tal como um submarino não substitui uma baleia, o Homem nunca será confundido com a máquina.
Neste tempo, de domínio da IA, tende-se a imaginar consequências num futuro distante. O Papa Leão XIV recentra-nos e diz que esse futuro é Hoje. Na justificação da escolha do tema, explica que a lógica algorítmica já nos contaminou e é visível na comunicação política e mediática, com ou sem máquina.
Vejamos, nas recentes eleições em Portugal, foi notada a tendência para amplificar gestos simbólicos simples, emocionalmente eficazes e facilmente reconhecíveis, tornando-os virais nos meios digitais – manipulando algoritmicamente o resultado? Diz-se já ter ocorrido nas eleições americanas e em outras. Neste contexto, o uso amplificado e explícito da identidade religiosa é aproveitada, por exemplo, ao serem filmadas intervenções públicas à saída de uma missa. O gesto é legítimo no plano pessoal. O problema começa quando a fé se transforma num código eleitoral padronizado, repetido e consumido sem discernimento.
Mas, qual a ligação desta mudança com a lógica algorítmica? Desde logo, a identificação de padrões que geram adesão psicológica emocional de forma eficiente. Esta associação entre religião, moral e autenticidade ou dignidade funciona, no espaço público, como um atalho simbólico, nem sequer exige coerência ética sustentada. Facilmente a comunicação social se torna a via rápida de uma comunicação eficiente e pouco humanizada.
Conseguir “Pensar” continua a ser apenas possível ao ser humano e pensar politicamente exige mais do que reconhecer símbolos: é preciso saber distinguir a fé vivida da fé instrumentalizada, ou distinguir um sentimento pessoal de uma estratégia comunicacional. A máquina não faz estas distinções e é aqui que Leão XIV nos alerta para o perigo de o Homem deixar de as fazer também.
Todos temos de estar conscientes de que não se trata de um desafio tecnológico, mas antropológico como identifica Leão XIV. Não basta mostrar o gesto, repetir a imagem, amplificar a frase, sem escutar o contexto, sem ver o rosto, sem interrogar a coerência entre discurso, a prática política e os valores cristãos fundamentais como é a dignidade humana, a solidariedade ou o bem comum.
A fé não pode ser um instrumento de segmentação, que não questiona a veracidade, apenas usada por conveniência, tal como a imprensa pode relatar o discurso sem o questionar, mas estando a cumprir a sua função democrática.
O Papa Leão XIV não nos pede que rejeitemos a tecnologia, nem que policiemos a fé alheia. Pede algo mais difícil, o discernimento. É preciso pensar, ver e escutar devagar num tempo de respostas imediatas, sobretudo quando podemos estar a usar uma ferramenta de poder.
Não é a IA que está em causa, é o compromisso humano de pensar e responder eticamente.
Caríssimos irmãos e irmãs, caríssimos amigos:
A situação que estamos a viver é dramática para tantas pessoas que foram atingidas nas suas casas, nos seus carros, nos seus bens e que agora estão privadas da eletricidade, da água, das comunicações, até do contacto com os seus familiares e que portanto estão em situação de apreensão e de sofrimento de quanto ao presente e quanto ao futuro.
Gostaria de deixar uma palavra de conforto e de consolação a todos aqueles que estão a sofrer por causa da tempestade que se abateu sobre nós. Gostaria ainda de pedir a todos que estejam atentos às necessidades do seu próximo e que o espírito de caridade que sempre nos deve marcar em todas as situações esteja mais presente ainda nestes momentos trágicos que a sociedade portuguesa está a viver.
Da parte da igreja estamos disponíveis para abraçar a todos e para dar o auxílio necessário àqueles que estão em maiores situações de vulnerabilidade. Que Deus continue a ajudar-nos e a abençoar-nos e que além dos bens que partilhamos, além da solidariedade que trazemos no nosso coração e que pomos em prática na nossa vida, estejamos ainda dispostos a rezar uns pelos outros para que a ninguém falte a esperança para refazer tudo aquilo que perderam para encontrar os meios adequados para dar continuidade ao seu projeto de vida.
Peço a Deus que abençoe todos os nossos trabalhos, de instituições públicas e privadas e da própria igreja e de todos aqueles que têm no coração as necessidades do seu próximo. Assim, juntos, é mais fácil ultrapassarmos as dificuldades que agora estamos a sentir.
Virgílio Antunes, Bispo de Coimbra
Equidade e Sustentabilidade
José Aníbal BarreirosComissão Diocesana Justiça e Paz
A equidade e a sustentabilidade garantem que todos, independentemente da sua posição económica ou social, tenham acesso aos recursos naturais e sejam tratados de maneira justa pelas políticas ambientais, promovendo a redistribuição equilibrada dos impactos ambientais, reduzindo desigualdades e reforçando a justiça social.
Os conceitos fundamentais de equidade social estão intimamente entrelaçados com os princípios do desenvolvimento sustentável. De fato, para garantir um verdadeiro desenvolvimento sustentável, é imperativo que a equidade social seja respeitada, pois garante que os benefícios das políticas ambientais e económicas sejam alcançados por todos, sem exclusão. Essa interconexão cria uma sinergia onde justiça social e sustentabilidade ambiental andam lado a lado.
O desenvolvimento sustentável não é apenas uma questão ambiental: ele desempenha um papel fundamental na promoção da justiça social. Ao integrar as necessidades das populações mais vulneráveis, promove o progresso global, respeitando as capacidades do planeta enquanto melhora a qualidade de vida.
Essa sinergia produz efeitos visíveis e positivos para a sociedade e o meio ambiente. As políticas sustentáveis que garantem equidade social contribuem para uma melhor coesão social e limitam conflitos relacionados com recursos. Por sua vez, um ambiente saudável apoia a saúde e o bem-estar das comunidades. Assim, compreender as ligações entre esses dois conceitos é crucial para projetar estratégias eficazes, sustentáveis e justas, adaptadas aos desafios contemporâneos.
Os principais obstáculos para conciliar equidade social e desenvolvimento sustentável residem, acima de tudo, nas desigualdades persistentes. Esses fatores dificultam o acesso equitativo aos recursos, limitando a eficácia das iniciativas sustentáveis. Por exemplo, populações marginalizadas enfrentam obstáculos estruturais relacionados com a educação, emprego ou habitação, que comprometem a sua participação nas abordagens ecológicas. Outra dificuldade é a tensão entre crescimento económico e equidade social, porque as estratégias de desenvolvimento se focam no desempenho económico imediato em detrimento das necessidades sociais, agravando assim as desigualdades.
Por fim, os marcos institucionais e legislativos mostram os seus limites. A rigidez e falta de adaptabilidade dificultam a colaboração entre todos, necessária para estabelecer a equidade social num quadro sustentável. Portanto, é crucial repensar essas estruturas para superar esses obstáculos estruturais e avançar rumo a uma sinergia real.
As implicações políticas das escolhas de desenvolvimento sustentável são importantes para garantir um futuro sustentável. Os legisladores devem integrar a equidade social nas suas estratégias, garantindo que os benefícios das iniciativas respeitem todos os segmentos da população. É, pois, necessário fortalecer as políticas de redistribuição, promover a participação dos cidadãos e o acesso equilibrado aos recursos naturais e às tecnologias verdes e fortalecer o acesso à educação ambiental para esclarecimento individual e comunitário.
É essencial ter em atenção que as decisões atuais influenciam diretamente a qualidade de vida no futuro, as desigualdades sociais e a resiliência dos ecossistemas. Tem que haver uma avaliação permanente das políticas ambientais para garantir que os seus benefícios sejam distribuídos de maneira justa, equitativa e sustentável pelas populações.
A equidade é pois a base da sustentabilidade. Ela garante que todos tenham acesso aos benefícios da preservação ambiental e sejam protegidos contra os seus riscos.
Investir em estratégias inclusivas e fomentar a justiça ambiental são passos essenciais para um futuro mais equilibrado. A construção desse futuro depende de ações coordenadas e de uma visão coletiva. Juntos, podemos transformar desafios ambientais em oportunidades para todos.
VIRGÍLIO DO NASCIMENTO ANTUNESBISPO DE COIMBRA
DECRETO
SECRETARIADO DIOCESANO DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
“A Igreja católica, fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo para levar a salvação a todos os homens, e por isso mesmo obrigada a evangelizar, considera seu dever pregar a mensagem de salvação, servindo-se dos meios de comunicação social, e ensina aos homens a usar retamente estes meios” (Inter Mirifica, 3).
Reconhecendo a necessidade de revitalizar o Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais da nossa Diocese de Coimbra, e apontando-lhe como objetivos: acompanhar os meios de comunicação social na Diocese; realizar ações de formação em ordem a uma melhor comunicação nas comunidades; e promover a pastoral da comunicação em todos os sectores da Igreja, nomeei a 24 de setembro de 2025 a Dra. Sónia Raquel da Cunha Neves como Diretora do Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais da Diocese de Coimbra, com o encargo de nos apresentar uma equipa que constitua o referido Secretariado Diocesano.
Tendo-nos agora apresentado esta equipa, grato pela disponibilidade que manifestam ao acolherem esta missão que a Igreja Diocesana lhes confia,
HAVEMOS POR BEM:
Nomear, por cinco anos, a equipa do Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais da Diocese de Coimbra, assim constituída:
- Sónia Raquel da Cunha Neves, Diretora;
- Diácono Rúben Ricardo Correia da Cunha, Assistente;
- Ana Emanuel Nunes;
- António Cabral de Oliveira;
- Carla Patrícia de Oliveira Silveira;
- Daniela Sofia Neto;
- Diácono José João das Neves Dias;
- Madalena Eça de Abreu;
- Rui Fonseca Lopes.
Dado em Coimbra e Casa Episcopal, aos 21 de janeiro de 2026.
Virgílio do Nascimento AntunesBispo de Coimbra
Padre António Joaquim Farinha DominguesChanceler






