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Faleceu o
Rev.do Padre Anselmo Ramos Dias Gaspar
Ao final do dia 16 de março de 2026, nos Hospitais da Universidade de Coimbra, onde se encontrava internado, faleceu o Rev.do Padre ANSELMO RAMOS DIAS GASPAR.
Nasceu a 21 de dezembro de 1942 (83 anos), em Souto do Brejo, freguesia de Janeiro de Baixo, concelho da Pampilhosa da Serra. Era filho de Joaquim Dias Francisco e de Maria Augusta de Jesus Ramos.
Entrou no Seminário Menor da Figueira da Foz a 11 de outubro de 1954 e, concluído o curso de Teologia no Seminário Maior de Coimbra, foi ordenado presbítero no dia 15 de agosto de 1967 no Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima por Dom Manuel Gonçalves Cerejeira, Cardeal Patriarca de Lisboa.
O seu fecundo e generoso ministério sacerdotal, que também passou pelo ensino, como professor de Educação Moral e Religiosa Católica, foi exercido nos seguintes cargos:
- outubro de 1967 – Pároco de Colmeal e Cepos
- setembro de 1972 – Prefeito, Ecónomo e Professor no Seminário Maior de Coimbra
- dezembro de 1977 – Pároco de Santo André e de Santa Maria de Arrifana de Vila Nova de Poiares
- março de 1979 – Pároco interino de São Miguel de Poiares e de São José das Lavegadas
- fevereiro de 1982 – Arcipreste de Penacova e Poiares
- outubro de 1996 – Membro do Conselho Presbiteral
- janeiro de 1997 – Pároco de São José das Lavegadas
- outubro de 1997 – Membro do Colégio de Consultores da Diocese de Coimbra
- outubro de 2006 – Pároco de Santa Cruz de Coimbra
- novembro de 2009 – Capelão da Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades – Santa Casa da Misericórdia de Poiares
Foi ainda membro da Direção da Casa do Clero da Diocese de Coimbra e da Comissão para a Aplicação do Fundo Diocesano do Clero.
Em janeiro de 2003, por ocasião dos 25 anos por terras de Poiares, foi-lhe atribuída, pela Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, a Medalha de Ouro do Município.
Dispensado da paroquialidade em setembro de 2016, manteve-se como colaborador generoso e assíduo do pároco de Santa Cruz, encargo que deixou no início deste ano de 2026 por motivos de saúde.
Amanhã, quinta-feira, dia 19 de março, pelas 10h, será celebrada Missa da Solenidade de São José, com o Corpo Presente, na igreja de Santa Cruz de Coimbra, presidida pelo Vigário-Geral da Diocese, seguindo o seu corpo para a sua terra natal, Souto do Brejo, Pampilhosa da Serra, onde pelas 16h, o Senhor Bispo de Coimbra presidirá à Missa Exequial, seguindo-se o sepultamento do seu corpo no cemitério local.
Paz à sua alma!
Coimbra, 18 de março de 2026.
Inteligência Artificial: Antiqua et Nova
Jorge BernardinoComissão Diocesana Justiça e Paz
A inteligência artificial (IA) está a transformar o mundo de formas que, há poucos anos, seriam inimagináveis. Em diversas intervenções, o Papa Leão XIV destacou que vivemos numa era de "inovações tecnológicas disruptivas", que exigem não só admiração pelo progresso, mas também, e sobretudo, responsabilidade ética e discernimento humanos. Esta visão é partilhada pelo documento "Antiqua et Nova", do Dicastério para a Doutrina da Fé e do Dicastério para a Cultura e a Educação, que nos convida a refletir sobre a relação entre a inteligência artificial e a humana, salientando que a tecnologia deve servir a pessoa e a criação.
A revolução tecnológica que estamos a viver não se resume a uma questão de inovação; trata-se de uma mudança estrutural que está a redefinir a forma como trabalhamos, comunicamos e até como compreendemos a nossa humanidade. No entanto, este progresso deve ser acompanhado por uma profunda reflexão ética que coloque a dignidade humana no centro, conforme defende a Doutrina Social da Igreja Católica.
O documento "Antiqua et Nova", recorda que a inteligência humana não se reduz à capacidade de cálculo ou de processamento de informação. Ela integra racionalidade, liberdade, consciência moral, afetividade e abertura à transcendência. A IA, por mais sofisticada que seja, opera por meio de algoritmos e modelos estatísticos; não possui interioridade, intencionalidade moral nem responsabilidade. Confundir estes planos seria empobrecer a compreensão do humano. É ainda advertido para o risco de uma delegação excessiva de decisões a sistemas automatizados, sobretudo em matérias sensíveis como justiça, segurança ou processos educativos. A inteligência humana é inseparável da prudência, virtude que implica discernimento concreto e atenção à singularidade das situações. Nenhum algoritmo, por mais complexo que seja, pode substituir a sabedoria prática que nasce da experiência, da empatia e da consciência moral.
A Igreja Católica, desde o tempo do Papa Leão XIII, tem salientado que o progresso técnico e científico deve estar orientado para o bem comum. Este princípio é mais relevante do que nunca, numa altura em que a IA tem o potencial de promover o bem-estar, mas também de acentuar as desigualdades.
O Papa Leão XIV tem insistido na necessidade de construir pontes de diálogo e fraternidade num mundo marcado por polarizações e desigualdades. A inteligência artificial, quando orientada por valores éticos, pode constituir uma poderosa ferramenta de promoção da paz e da justiça. Mas como é referido no documento "Antiqua et Nova", por mais avançada que seja, a IA nunca poderá substituir a inteligência humana, que é dotada de consciência, liberdade e capacidade de amar.
A revolução da inteligência artificial representa, sem dúvida, uma oportunidade para melhorar a vida humana, mas também constitui um desafio que exige responsabilidade e discernimento. O Papa Leão XIV e o documento "Antiqua et Nova" oferecem-nos uma visão clara e inspiradora sobre como navegar neste novo mundo, recordando-nos que o verdadeiro progresso é aquele que promove a dignidade humana e o cuidado com a criação.
Que possamos, como sociedade, abraçar a inteligência artificial com sabedoria e coragem, colocando-a ao serviço da vida, da paz e da justiça.
MENSAGEM DO BISPO DE COIMBRA PARA A QUARESMA DE 2026
A Quaresma evoca os quarenta dias de Israel no deserto, um caminho de conversão ao Deus vivo e de encontro com a liberdade; e evoca o percurso interior de Jesus que, no deserto, se deixa conduzir pelo Espírito para fazer em tudo a vontade do Pai. A Quaresma é um tempo oferecido ao Povo de Deus para se fortalecer na sua caminhada espiritual em direção à celebração da Páscoa anual e a caminho da Páscoa eterna.
Esta Quaresma propõe-nos uma entrada em profundidade na espiritualidade cristã que “consiste em levarmos o Espírito de Cristo a toda a nossa vida, ou seja, em tornarmos realidade em nós o mistério da comunhão com Cristo e com a sua Igreja iniciado no batismo” (Nota Pastoral para 2025-2026).
Acolhemos como modelo a pessoa dos Apóstolos de Jesus que, no Pentecostes, se deixaram inundar pelo Espírito Santo e se tornaram homens espirituais na vivência da sua fé, no anúncio do Evangelho, na edificação da Igreja e no testemunho no meio do mundo. Sentimo-nos acompanhados pela Virgem Maria, que acolheu o Espírito Santo enviado por Deus e se sentiu agradecida e feliz quando Jesus se fez Homem no seu seio. Com os Apóstolos e com Maria, manifestamos o desejo de acolher o Espírito Santo, que faz de nós cristãos enraizados no espírito de Cristo em quem está toda a nossa vida.
As tempestades das últimas semanas fazem-nos viver a espiritualidade cristã na Igreja como casa afetada e sofredora para muitos dos seus membros, mas também como casa de fraternidade e amor que se repartem por todos os irmãos e irmãs.
Vivemos esta Quaresma na solidariedade para com os que sofrem pela perda de pessoas, de bens, de tranquilidade e paz e oferecemos o produto material da nossa Renúncia Quaresmal para ajudar as vítimas das calamidades climatéricas.
Acompanhamos especialmente com a nossa amizade e oração os que estão desanimados e sem forças para se levantar e olhar para o futuro com esperança.
Fazemos este percurso com a Palavra de Deus comunicada à humanidade, que nos dá a conhecer o seu amor e nos propõe os caminhos da vida. A espiritualidade cristã não assenta numa ideia ou num pensamento humano, mas na Palavra da Sagrada Escritura, verdadeira revelação de Deus iluminada pelo Espírito Santo.
Somos conduzidos com Jesus ao deserto para nos deixarmos fortalecer pelo Espírito, que nos recorda todas as palavras de Jesus e nos aquece o coração ao comunicar-nos o dom da fé. A leitura orante da Palavra de Deus (lectio divina), mais abundante na Quaresma, torna a nossa espiritualidade mais autêntica, pois leva-nos a ler todos os acontecimentos à luz da fé.
Centramos a nossa peregrinação na Eucaristia celebrada, adorada e vivida, que é verdadeiro alimento da nossa espiritualidade cristã, ou seja, de toda a nossa existência. Ela não é um prémio para as nossas virtudes, mas o dom do amor de Deus, que se reparte com os pobres e pecadores, para que se convertam e tenham vida.
Na Quaresma reconhecemos a grandeza da oferta de Jesus por nós na cruz e tomamos a decisão de fazer um caminho espiritual que nos conduza à pureza de coração, ao abandono do pecado e à vida na graça que nos santifica. Na Eucaristia Deus sacia a nossa fome de amor e conduz-nos a reconhecer a nossa pobreza de pecadores necessitados de perdão. Preparamo-nos para o encontro com o amor de Deus por meio do sacramento da Reconciliação, verdadeiro milagre da graça e da misericórdia, que nos salva.
A espiritualidade cristã leva-nos a assumir a missão de ser cristãos no mundo. Esta Quaresma impele-nos a assumir com coragem a promoção da justiça em favor dos pobres, a missão evangelizadora junto dos não crentes, o empenho social e político em ordem à paz, o testemunho dos valores do Reino dos Céus face às realidades que escravizam.
Depois de ser conduzido ao deserto, Jesus saiu cheio do espírito para realizar a missão que o Pai Lhe confiou e dirigiu-se para Jerusalém onde daria a vida por nós. Os Apóstolos, cheios do Espírito Santo partiram para realizar a missão que Jesus lhes confiou e o seu testemunho revolucionou o mundo. Hoje, somos nós, habitados pelo Espírito Santo, as testemunhas enviadas. A Páscoa de morte e ressurreição de Jesus dá-nos o Espírito que nos leva a viver e a testemunhar.
Desejo a todos uma santa Quaresma, um verdadeiro enraizamento na espiritualidade cristã, que nos encha do amor de Deus e nos aproxime dos outros como irmãos.
Virgílio AntunesBispo de Coimbra
VIRGÍLIO DO NASCIMENTO ANTUNESBISPO DE COIMBRA
COLÉGIO DE CONSULTORES
Sendo necessário reformular a constituição do COLÉGIO DE CONSULTORES da nossa Diocese, por se ter verificado a saída de um dos membros nomeados a 12 de maio de 2022;
HAVEMOS POR BEM:
Constituir o novo elenco do Colégio de Consultores da Diocese de Coimbra, afim de completar o mandato em curso, com termo em 2027, e, nomear membros, os seguintes Presbíteros:
Padre Manuel António Pereira Ferrão
Padre Manuel Carvalheiro Dias
Cónego Pedro Carlos Lopes de Miranda
Cónego Nuno Miguel dos Santos
Cónego Jorge da Silva Santos
Padre Jorge Germano Dias de Brito
Padre João Paulo dos Santos Fernandes
Dado em Coimbra e Casa Episcopal, aos 04 de fevereiro de 2026.
Virgílio do Nascimento AntunesBispo de Coimbra
Padre António Joaquim Farinha DominguesChanceler
Caríssimos irmãos e irmãs, caríssimos amigos:
A situação que estamos a viver é dramática para tantas pessoas que foram atingidas nas suas casas, nos seus carros, nos seus bens e que agora estão privadas da eletricidade, da água, das comunicações, até do contacto com os seus familiares e que portanto estão em situação de apreensão e de sofrimento de quanto ao presente e quanto ao futuro.
Gostaria de deixar uma palavra de conforto e de consolação a todos aqueles que estão a sofrer por causa da tempestade que se abateu sobre nós. Gostaria ainda de pedir a todos que estejam atentos às necessidades do seu próximo e que o espírito de caridade que sempre nos deve marcar em todas as situações esteja mais presente ainda nestes momentos trágicos que a sociedade portuguesa está a viver.
Da parte da igreja estamos disponíveis para abraçar a todos e para dar o auxílio necessário àqueles que estão em maiores situações de vulnerabilidade. Que Deus continue a ajudar-nos e a abençoar-nos e que além dos bens que partilhamos, além da solidariedade que trazemos no nosso coração e que pomos em prática na nossa vida, estejamos ainda dispostos a rezar uns pelos outros para que a ninguém falte a esperança para refazer tudo aquilo que perderam para encontrar os meios adequados para dar continuidade ao seu projeto de vida.
Peço a Deus que abençoe todos os nossos trabalhos, de instituições públicas e privadas e da própria igreja e de todos aqueles que têm no coração as necessidades do seu próximo. Assim, juntos, é mais fácil ultrapassarmos as dificuldades que agora estamos a sentir.
Virgílio Antunes, Bispo de Coimbra






