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Caríssimos irmãos e irmãs, caríssimos amigos: A situação que estamos a viver é dramática para tantas pessoas que foram atingidas nas suas casas, nos seus carros, nos seus bens e que agora estão privadas da eletricidade, da água, das comunicações, até do contacto com os seus familiares e que portanto estão em situação de apreensão e de sofrimento de quanto ao presente e quanto ao futuro. Gostaria de deixar uma palavra de conforto e de consolação a todos aqueles que estão a sofrer por causa da tempestade que se abateu sobre nós. Gostaria ainda de pedir a todos que estejam atentos às necessidades do seu próximo e que o espírito de caridade que sempre nos deve marcar em todas as situações esteja mais presente ainda nestes momentos trágicos que a sociedade portuguesa está a viver.   Da parte da igreja estamos disponíveis para abraçar a todos e para dar o auxílio necessário àqueles que estão em maiores situações de vulnerabilidade. Que Deus continue a ajudar-nos e a abençoar-nos e que além dos bens que partilhamos, além da solidariedade que trazemos no nosso coração e que pomos em prática na nossa vida, estejamos ainda dispostos a rezar uns pelos outros para que a ninguém falte a esperança para refazer tudo aquilo que perderam para encontrar os meios adequados para dar continuidade ao seu projeto de vida.  Peço a Deus que abençoe todos os nossos trabalhos, de instituições públicas e privadas e da própria igreja e de todos aqueles que têm no coração as necessidades do seu próximo. Assim, juntos, é mais fácil ultrapassarmos as dificuldades que agora estamos a sentir. Virgílio Antunes, Bispo de Coimbra
Equidade e Sustentabilidade José Aníbal BarreirosComissão Diocesana Justiça e Paz A equidade e a sustentabilidade garantem que todos, independentemente da sua posição económica ou social, tenham acesso aos recursos naturais e sejam tratados de maneira justa pelas políticas ambientais, promovendo a redistribuição equilibrada dos impactos ambientais, reduzindo desigualdades e reforçando a justiça social. Os conceitos fundamentais de equidade social estão intimamente entrelaçados com os princípios do desenvolvimento sustentável. De fato, para garantir um verdadeiro desenvolvimento sustentável, é imperativo que a equidade social seja respeitada, pois garante que os benefícios das políticas ambientais e económicas sejam alcançados por todos, sem exclusão. Essa interconexão cria uma sinergia onde justiça social e sustentabilidade ambiental andam lado a lado. O desenvolvimento sustentável não é apenas uma questão ambiental: ele desempenha um papel fundamental na promoção da justiça social. Ao integrar as necessidades das populações mais vulneráveis, promove o progresso global, respeitando as capacidades do planeta enquanto melhora a qualidade de vida. Essa sinergia produz efeitos visíveis e positivos para a sociedade e o meio ambiente. As políticas sustentáveis que garantem equidade social contribuem para uma melhor coesão social e limitam conflitos relacionados com recursos. Por sua vez, um ambiente saudável apoia a saúde e o bem-estar das comunidades. Assim, compreender as ligações entre esses dois conceitos é crucial para projetar estratégias eficazes, sustentáveis e justas, adaptadas aos desafios contemporâneos. Os principais obstáculos para conciliar equidade social e desenvolvimento sustentável residem, acima de tudo, nas desigualdades persistentes. Esses fatores dificultam o acesso equitativo aos recursos, limitando a eficácia das iniciativas sustentáveis. Por exemplo, populações marginalizadas enfrentam obstáculos estruturais relacionados com a educação, emprego ou habitação, que comprometem a sua participação nas abordagens ecológicas. Outra dificuldade é a tensão entre crescimento económico e equidade social, porque as estratégias de desenvolvimento se focam no desempenho económico imediato em detrimento das necessidades sociais, agravando assim as desigualdades. Por fim, os marcos institucionais e legislativos mostram os seus limites. A rigidez e falta de adaptabilidade dificultam a colaboração entre todos, necessária para estabelecer a equidade social num quadro sustentável. Portanto, é crucial repensar essas estruturas para superar esses obstáculos estruturais e avançar rumo a uma sinergia real. As implicações políticas das escolhas de desenvolvimento sustentável são importantes para garantir um futuro sustentável. Os legisladores devem integrar a equidade social nas suas estratégias, garantindo que os benefícios das iniciativas respeitem todos os segmentos da população. É, pois, necessário fortalecer as políticas de redistribuição, promover a participação dos cidadãos e o acesso equilibrado aos recursos naturais e às tecnologias verdes e fortalecer o acesso à educação ambiental para esclarecimento individual e comunitário. É essencial ter em atenção que as decisões atuais influenciam diretamente a qualidade de vida no futuro, as desigualdades sociais e a resiliência dos ecossistemas. Tem que haver uma avaliação permanente das políticas ambientais para garantir que os seus benefícios sejam distribuídos de maneira justa, equitativa e sustentável pelas populações. A equidade é pois a base da sustentabilidade. Ela garante que todos tenham acesso aos benefícios da preservação ambiental e sejam protegidos contra os seus riscos. Investir em estratégias inclusivas e fomentar a justiça ambiental são passos essenciais para um futuro mais equilibrado. A construção desse futuro depende de ações coordenadas e de uma visão coletiva. Juntos, podemos transformar desafios ambientais em oportunidades para todos.
VIRGÍLIO DO NASCIMENTO ANTUNESBISPO DE COIMBRA DECRETO SECRETARIADO DIOCESANO DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS “A Igreja católica, fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo para levar a salvação a todos os homens, e por isso mesmo obrigada a evangelizar, considera seu dever pregar a mensagem de salvação, servindo-se dos meios de comunicação social, e ensina aos homens a usar retamente estes meios” (Inter Mirifica, 3). Reconhecendo a necessidade de revitalizar o Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais da nossa Diocese de Coimbra, e apontando-lhe como objetivos: acompanhar os meios de comunicação social na Diocese; realizar ações de formação em ordem a uma melhor comunicação nas comunidades; e promover a pastoral da comunicação em todos os sectores da Igreja, nomeei a 24 de setembro de 2025 a Dra. Sónia Raquel da Cunha Neves como Diretora do Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais da Diocese de Coimbra, com o encargo de nos apresentar uma equipa que constitua o referido Secretariado Diocesano. Tendo-nos agora apresentado esta equipa, grato pela disponibilidade que manifestam ao acolherem esta missão que a Igreja Diocesana lhes confia, HAVEMOS POR BEM: Nomear, por cinco anos, a equipa do Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais da Diocese de Coimbra, assim constituída: - Sónia Raquel da Cunha Neves, Diretora; - Diácono Rúben Ricardo Correia da Cunha, Assistente; - Ana Emanuel Nunes; - António Cabral de Oliveira; - Carla Patrícia de Oliveira Silveira; - Daniela Sofia Neto; - Diácono José João das Neves Dias; - Madalena Eça de Abreu; - Rui Fonseca Lopes. Dado em Coimbra e Casa Episcopal, aos 21 de janeiro de 2026.  Virgílio do Nascimento AntunesBispo de Coimbra Padre António Joaquim Farinha DominguesChanceler
O novo portal de notícias do semanário diocesano Correio de Coimbra já está online e pretende ser o palco digital para levar a voz da Igreja e as notícias da Diocese a todos. Este novo site - www.correiodecoimbra.pt - tem o objetivo de complementar a experiência da leitura, a cada semana, com a agilidade da informação online. Apesar de continuar a poder ser subscrito e recebido num endereço de email a cada semana, num formato mais reduzido, focado na opinião e no conteúdo próprio, as notícias vão aparecer diariamente no novo site. As categorias e secções já existentes vão manter-se e o suplemento “Igreja Viva”, informação veiculada pelas Unidades Pastorais da diocese, ganha lugar de destaque no site.  O novo espaço digital quer ser um motor que nasce para alargar a missão comunicativa e evangelizadora do Correio de Coimbra que continua a ter espaço para todos; um semanário que continua a querer “promover uma comunicação ágil, ética e transparente, geradora de vida e de esperança, empenhada na busca irrestrita pela verdade”.  Segundo a diretora, Sónia Neves, “estava na altura de dar o passo para uma dinâmica de notícia diária, a diocese de Coimbra é rica em atividades, histórias e testemunhos de cada dia e o Correio de Coimbra tem de saber acompanhar e divulgar”. “Não se trata de esquecer o jornal centenário que acompanhou tantas gerações mas querer chegar a todos, também aos mais novos que se movimentam mais no mundo digital e nem conhecem o semanário da diocese”, refere. Os donativos continuam a ser a forma de ajudar a manter esta missão da comunicação e podem fazer chegar através do NIB PT50 0018 0003 4059 0291 0201 3.
Virgílio do Nascimento AntunesBispo de Coimbra DECRETO DE NOMEAÇÃO Considerando ser necessário prover o nosso Tribunal Eclesiástico de novos juízes; Considerando que o Rev.do Padre Orlando José Guerra Henriques terminou o seu curso em Direito Canónico na Universidade Católica Portuguesa e nele concorrem as necessárias qualidades para o bom desempenho deste múnus; HAVEMOS POR BEM: Nomear, por cinco anos, e de harmonia com o cânon 1421 do Código de Direito Canónico, o Rev.do Padre ORLANDO JOSÉ GUERRA HENRIQUES Juiz do Tribunal Eclesiástico da Diocese de Coimbra. Dado em Coimbra e Casa Episcopal, aos 23 de dezembro de 2025. Virgílio do Nascimento AntunesBispo de Coimbra P. António Joaquim Farinha DominguesChanceler