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Virgílio do Nascimento AntunesBispo de Coimbra DECRETO DE NOMEAÇÃO DOS ARCIPRESTES O Arcipreste é o sacerdote nomeado pelo bispo diocesano para estar à frente do arciprestado (cf. cân. 553 § 1 e 2) e tem as seguintes funções (cf. cân. 255 e 256): - coordenar a atividade pastoral comum no arciprestado; - presidir à reunião mensal dos presbíteros e diáconos que ali exercem o ministério; - presidir ao Conselho Pastoral do Arciprestado; - promover a formação contínua dos agentes pastorais e dos que desempenham localmente os diversos ministérios; - velar para que os clérigos do seu arciprestado levem uma vida consentânea com o seu estado, cumpram diligentemente os seus deveres, tenham o necessário acompanhamento espiritual e a devida assistência na doença; - providenciar para que as celebrações da fé e, particularmente a Eucaristia, se celebrem de acordo com as prescrições e o espírito próprio da sagrada liturgia; - vigiar pelo bom funcionamento do cartório paroquial e fazer a revisão anual dos livros paroquiais. Ouvido o parecer dos sacerdotes que exercem o ministério em cada um dos dez arciprestados (cf. cân. 553 § 2), expresso por meio de votação, havemos por bem nomear os arciprestes da Diocese de Coimbra, por um período de cinco anos: Arcipreste do Alto Mondego – Cón. Pedro Carlos Lopes de Miranda Arcipreste do Baixo Mondego – P. José da Cunha Ferreira Arcipreste de Cantanhede – P. João Pedro Lopes da Silva Arcipreste de Chão de Couce – P. João Fernando Marques Dias Arcipreste de Coimbra Norte – P. Rodolfo Santos Oliveira Leite Arcipreste de Coimbra Sul – P. Carlos José Neves Delegado Arcipreste de Coimbra Urbana – P. Pedro Alexandre Pinto dos Santos Arcipreste da Figueira da Foz – P. Nuno Filipe Martins Fachada Fileno Arcipreste do Nordeste - P. António Jesus de Melo Loureiro Arcipreste de Pombal – P. Fernando Rodrigues de Carvalho Coimbra, 04 de novembro de 2021Virgílio do Nascimento AntunesBispo de Coimbra P. António Joaquim Farinha DominguesChanceler
Faleceu o Frei Domingos (Domenico Emilio Celebrin, OFM Conv) da Comunidade dos Frades Menores Conventuais presentes paroquia de Santo António dos Olivais na cidade de Coimbra. O Frei Domingos (Domenico Emilio Celebrin) nasceu em Sabaudia, Itália, a 4 de março de 1956. Entrou no seminário em Camposampiero, a 25 de Setembro de 1977; fez a profissão dos votos temporários como franciscano conventual em Pádua, na Basílica de Santo António, a 12 de Setembro de 1981 e a profissão solene, em Roma, na paróquia de São Marcos Evangelista, a 17 novembro de 1985. Foi ordenado presbítero em Borgo Vodice (Latina-Itália), a 20 de Setembro de 1986. Entre 1984 e 1991, trabalhou na paróquia de São Marcos Evangelista, em Roma. Chegou a Portugal em 1991 tendo ficado em Lisboa, na paróquia de São Maximiliano Kolbe onde foi vigário paroquial, membro do Conselho Presbiteral do Patriarcado, entregando-se com entusiasmo à vida pastoral e social. Em 2005, veio para Coimbra, onde foi guardião do convento durante 12 anos e pároco em Santo António dos Olivais durante 16 anos, até 2 de outubro de 2021, altura em que passou o testemunho ao Frei Fabrizio Bordin. Com dedicação total deu a sua vida à paróquia e à diocese, tendo sido arcipreste do Arciprestado de Coimbra Urbana, membro do Conselho Presbiteral Diocesano e grande impulsionador do movimento ecuménico. Faleceu em Coimbra, ao fim da tarde de 26 de outubro de 2021. A missa exequial terá lugar na Igreja da Sé Nova na sexta feira dia 29 de Outubro pelas 15h30, presidida pelo Sr. Bispo de Coimbra Dom Virgílio Antunes. Que a sua alma descanse na Paz do seu Senhor!  Nota do falecimento da Comunidade dos Frade Menores Conventuais
Ecos do Conselho Pastoral Diocesano No passado dia 23 de outubro, no salão paroquial de S. José, em Coimbra, realizou-se a 3.ª reunião do Conselho Pastoral Diocesano (CPD), presidida pelo bispo diocesano. Três assuntos dominaram a agenda: o Sínodo dos Bispos 2023, o Plano Pastoral Diocesano e a análise do documento “Dinâmicas para motivar e formar líderes pastorais na Diocese de Coimbra”. Relativamente ao Sínodo, foi reconhecida a sua extrema importância e oportunidade, ao procurar inculcar no seio da Igreja o que foi escrito, há mais de meio século, no Concílio Vaticano II. O Bispo Virgílio, ao considerar que estamos perante o acontecimento mais importante depois deste Concílio, está convicto que “a sinodalidade é o modo de ser da Igreja, e não só um caminho ou um evento”.  Reconhecendo que dentro da Igreja há quem duvide desta caminhada sinodal, sublinha a atitude correta: “uma Igreja que ora, que escuta, que anuncia, que testemunha, caminhando todos, lado a lado”. Foi feito pelo Vigário Episcopal para a Pastoral um forte apelo à participação de todos, a fim de se testemunhar a sua essência e cumprir o cronograma da caminhada sinodal. Acerca do Plano Pastoral Diocesano, D. Virgílio Antunes afirmou que temos um instrumento que se enquadra na sinodalidade, mas em que é preciso estreitar a relação entre a Igreja diocesana e as comunidades locais, apostando muito na relação pessoal. E neste contexto sinodal, “não se pode contar apenas com os presbíteros e diáconos, mas também com outros contributos, sobretudo dos leigos animadores das comunidades, trabalhando em concertação com os párocos”. No tocante ao documento sobre lideranças, foram aprovadas as propostas elaboradas pelo Conselho Permanente, designadamente: a recolha de dados estatísticos para melhor se conhecer a realidade diocesana; a constituição de um corpo de animadores de comunidades (“líderes”), sujeito a um percurso de formação, aberto igualmente a presbíteros e a diáconos, que poderá ter por base o plano formativo da Renovação Divina (uma instituição canadiana que faz coaching de acompanhamento da renovação de centenas de paróquias por todo o mundo (e também em Portugal). A este propósito, o Bispo Virgílio referiu que “temos de romper o círculo restrito e fechado em que nos encontramos, passando de uma Igreja atrofiada a uma Igreja alargada, inclusiva, cientes de que nem todos os ‘de fora’ estão já preparados, mas que se vão formando e integrando na Igreja à medida que caminham”. E foi com esta aposta numa Igreja “em saída”, que terminou a reunião, com o compromisso de cada membro levar para as diversas estruturas e cantos da diocese as inquietações suscitadas pelo debate de questões cruciais da dinâmica diocesana para os próximos anos. A próxima reunião do CPD está marcada para o próximo dia 12 de fevereiro. Jorge CotovioSecretário do CPD
MISSA DE ABERTURA DO SÍNODO NA DIOCESE DE COIMBRA“POR UMA IGREJA SINODAL: COMUNHÃO, PARTICIPAÇÃO, MISSÃO”XXIX Domingo do Tempo Comum B – Sé Velha Caríssimos irmãos e irmãs! O Evangelho agora proclamado dá-nos o sentido fundamental da caminhada sinodal que nos é proposta e que agora iniciamos solenemente na comunhão da Igreja Católica e de todas as suas comunidades locais dispersas pelo mundo. O pedido de Tiago e João, seus discípulos, corresponde à visão antiga e mundana que está bem longe da novidade trazida pelo Mestre a quem agora se dirigem. “Queremos que nos faças o que te vamos pedir”. Pela fé vão, porém, vão eles mesmos criar a disponibilidade interior para fazerem o que Deus lhes pedir. Da tentativa de submeter Jesus à sua vontade, perversão da verdadeira fé e religião, tornar-se-ão discípulos que acolhem o amor, a palavra, o testemunho do Mestre para percorrerem com Ele todos os caminhos da sua vida. “Concede-nos que, na tua glória, nos sentemos um à tua direita e outro à tua esquerda”. Aqueles seguidores de Jesus continuavam dentro da lógica da busca de poder e muito distantes da lógica da vida como um serviço, que Jesus lhes anuncia. Quando pedem, “que nos sentemos”, demonstram, a indisponibilidade para se porem ao caminho ou um forte desejo de se instalarem na glória do poder. A expressão usada por Jesus para provocar a mudança de mentalidade e propor o caminho de conversão de todos os discípulos à Boa Nova é muito forte e sem rodeios: “não deve ser assim entre vós”. Caríssimos irmãos e irmãs! Vemos neste diálogo de Jesus com os seus discípulos o anúncio de Jesus que nos propõe caminhos de conversão e de mudança, a nós que, como cristãos e como Igreja, também nos sentimos discípulos e seguidores de Jesus. A declaração do Mestre, “não deve ser assim entre vós”, vem diretamente ao nosso encontro nesta fase da vida da Igreja que somos no séc. XXI e na nossa Diocese de Coimbra. Diante deste amoroso apelo de Jesus, poderíamos ficar-nos por elencar um conjunto de problemas existentes no mundo, as dificuldades por que passa a sociedade humana ou até os desencontros evidentes entre o modo de pensar e sentir das sociedades secularizadas e da comunidade crente. A iluminação do Espírito Santo leva-nos a ver que este momento da nossa história e da história da nossa Igreja nos quer levar para outro lado: quer conduzir-nos pelas vias apertadas e estreitas, mas as únicas verdadeiramente cristãs, da conversão evangélica à pessoa, à mensagem e à vida de Jesus Cristo. A iluminação do Espírito Santo leva-nos a ver este momento como um dom de Deus para o tempo presente que reconhecemos ser particularmente crítico, em consequência da divisão e desagregação internas e da forte oposição externa. A Epístola aos Hebreus oferecia-nos a chave de sinodalidade que a Igreja nos propõe, ao dizer: “Vamos confiantes ao trono da graça, a fim de alcançarmos misericórdia e obtermos a graça de um auxílio oportuno”. “Vamos” é um convite a pormo-nos juntos, como Igreja, a caminho; “confiantes”, configura o modo como havemos de avançar, centrados n’Aquele que nos guia e nos anima interiormente para vencermos as resistências internas, tanto pessoais como comunitárias e estruturais; “ao trono da graça”, como diz a Escritura, indica-nos a meta, que é Cristo, Aquele que faz caminho connosco; “a fim de alcançarmos misericórdia”, aponta-nos o coração de Deus, que é amor e misericórdia, como o núcleo central da revelação e da Boa Nova que todos precisamos de escutar e conhecer; a referência ao “auxílio oportuno” remete-nos para a presença de Deus e para a força do Espírito que nos permite ultrapassar as seguranças humanas e reconhecer que a obra que somos chamados a realizar não é nossa, pois somos simples servidores, mas do Senhor. Neste momento histórico da vida da Igreja Peregrina de Deus, proponho-vos, caríssimos irmãos e irmãs, três atitudes que havemos de incarnar nas nossas comunidades: que sejamos Igreja em caminho, que ora, anuncia e testemunha. A dimensão orante é imprescindível para nós, porque manifesta a centralidade de Deus na nossa vida, nos faz crescer na graça do encontro com Ele, faz crescer em nós a disponibilidade do coração para escutar a sua voz, e nos concede o dom do Espírito Santo como iluminação divina para o nosso agir. A Igreja em caminho de conversão e mudança é a Igreja que se põe à escuta da voz de Deus que lhe fala na Divina Revelação, que progride na comunhão de amor com Deus e com os irmãos, que suplica auxílio e dá graças e louvores na assembleia reunida. A Igreja Comunhão é a que está unida na oração com Maria e os Apóstolos, na celebração da Eucaristia e dos outros sacramentos, nos momentos de louvor e adoração, no silêncio contemplativo do dia a dia, na leitura espiritual da Palavra da Escritura. Se Jesus, o Filho, para manter a comunhão com o Pai, estava em sintonia de coração e vontade com Ele por meio da oração, a sua Igreja pode e deve assumir real e visivelmente, em cada uma das suas comunidades e grupos, a mesma via. A Igreja sinodal é a que anuncia enquanto caminha e caminha enquanto anuncia o Evangelho da salvação para dentro de si mesma, aos que já deram o passo no sentido do seguimento de Jesus, e para fora, à humanidade não crente, mas igualmente carente de Deus e do seu amor. Interpretando os sinais de urgência de evangelização nas presentes circunstâncias em que vivemos, o Papa Francisco convida-nos à “suave e reconfortante alegria de evangelizar, mesmo quando for preciso semear com lágrimas!” (EG, 10, cita EM, 75). Trata-se de percorrermos os caminhos da comunhão eclesial decididos a participar da sua missão evangelizadora, mas também das suas alegrias e dos seus sofrimentos. Abrem-se-nos, hoje, novas vias de anúncio do Evangelho de Jesus Cristo se estivermos fortalecidos pela fé, se progredirmos na unidade e na comunhão e se nos abrirmos à criatividade pastoral que continuamente se revela entre nós. A Igreja sinodal é a que testemunha o seu amor a Deus e à humanidade enquanto peregrina em todos e cada um dos lugares por onde passa e onde se realiza. Este testemunho tem dois contornos que se deduzem dos textos bíblicos que escutámos: o serviço e a santidade. O testemunho fiel e verdadeiro exige que a Igreja assuma a condição de serva, à maneira de Jesus Cristo, que veio para ser o servo de todos. Como pessoas e instituições eclesiais temos pela frente o grande desafio de nos desinstalarmos, de prescindirmos livremente de inúmeras prisões que nos impedem de dar ao mundo sinais da salvação de Deus. A santidade de vida, que é ao mesmo tempo um caminho e um horizonte, resume a condição fundamental para o testemunho cristão. Esta santidade é a vocação de todo o cristão e pode entender-se de forma rejuvenescida, como propõe o Papa Francisco, quando diz: “Gosto de ver a santidade no povo paciente de Deus: nos pais que criam os seus filhos com tanto amor, nos homens e mulheres que trabalham a fim de trazer o pão para casa, nos doentes, nas consagradas idosas que continuam a sorrir. Nesta constância de continuar a caminhar dia após dia, vejo a santidade da Igreja militante” (GetE, 7). Caríssimos irmãos e irmãs! Não queremos que este sínodo seja apenas um momento de reflexão para oferecer algumas ideias à Igreja acerca da sua renovação e conversão. Queremos que seja um modo de ser da nossa comunidade diocesana, de todas as suas estruturas e de todos os seus membros, que aceitam pôr-se no caminho da comunhão, participação e missão. Vamos cheios de confiança ao trono da graça, alcançaremos a misericórdia e o auxílio de Deus. Acompanha-nos a proteção da Virgem Santa Maria. Coimbra, 17 de outubro de 2021Virgílio do Nascimento AntunesBispo de Coimbra    
SOLENE ABERTURA DO ANO PASTORAL E NOMEAÇÃO DOS MINISTROS LEIGOS 2021-2022SÉ NOVA DE COIMBRA   Irmãos e irmãs! Ouvimos no Evangelho as palavras de Jesus: “Deixai vir a Mim as criancinhas, não as estorveis”. E depois, concluiu que Jesus, “abraçando-as começou a abençoá-las”. Estas palavras mostram o que está no seu coração e a atitude fundamental da sua presença no meio de nós e da sua relação connosco. Comove-nos sempre a sua misericórdia que se manifesta no acolhimento a todos, mesmo àqueles que, na visão religiosa e cultural da época estavam em segundo plano, nomeadamente as crianças. Noutras alturas encontramos Jesus a acolher amorosamente, os pobres, os doentes, os pecadores e pessoas de outras origens ou com outras identidades. Tem sempre um abraço e uma bênção para cada um e, de braços e coração abertos, quer acolher a todos, porque ama a todos e é portador da salvação de Deus para todos. Desta atitude de Jesus decorre a atitude fundamental da Igreja de hoje: acolher a todos de portas e corações abertos, animados pela misericórdia de Deus e portadora da salvação de Deus por meio de Jesus Cristo. Esta é a atitude nova que somos convidados a desenvolver, todos nós, cristãos da Igreja Diocesana de Coimbra, no momento de iniciarmos um novo ano pastoral e de apresentarmos um novo Plano Pastoral. De algum modo, podemos ver nesta atitude de Jesus o acolhimento que Ele quer fazer a todos os que estão longe do Reino de Deus. Sem deixar de fora nenhum grupo humano e social, nenhuma faixa etária ou condição, pensamos, agora, no horizonte do nosso Plano Pastoral, de um modo especial nos jovens. Noutros lugares bíblicos eles são igualmente objeto da atenção de Jesus, a eles dirige o seu convite e para com eles manifesta um carinho a todos os títulos único e amoroso. Podem estar longe, podem parecer ocupados com outras coisas, podem até ser objeto de críticas justas ou injustas, mas são destinatários do convite para se aproximarem de Jesus e da Sua Igreja, são porção desta humanidade chamada a ter sentimentos de criança, a condição para entrar no Reino dos Céus. Neste início de novo ano pastoral voltado para os jovens, pensamos em tantos estorvos que tornam a aproximação de Jesus aos jovens e dos jovens a Jesus muito difícil ou mesmo impossível. Quando não percebemos que eles estão em caminho, quando exigimos que sejam perfeitos de um momento para o outro ou quando lhes propomos modelos de integração que não estão ao seu alcance. Convoco-vos para ouvir as palavras de Jesus que nos suplica que não criemos obstáculos aos jovens que devem aproximar-se d’Ele e que precisam de encontrar o Reino dos Céus. Mais ainda, convoco-vos a criarmos as condições, pessoalmente e em comunidade, para que o caminho da aproximação seja mais fácil. O Plano Pastoral tem de ser um instrumento suscitado pelo Espírito Santo para levar a nossa Igreja Diocesana a propor meios e caminhos que levem os jovens a Jesus, porque Jesus está amorosamente desejoso de se encontrar com Eles. O encontro dos jovens com Jesus leva-os a estar com a Ele, a ficar com Ele, a deixarem-se acompanhar por Ele. Esta é a segunda atitude de Jesus, que a Igreja Diocesana em todas as suas pessoas e estruturas é chamada a seguir. Jesus acompanha os caminhos de todos, nunca os deixa sozinhos com as suas alegrias ou com as suas dores. Acompanha de forma silenciosa algumas vezes, com palavras fortes noutros momentos, com propostas e desafios frequentemente muito grandes. Nunca os deixa desamparados ou caídos à beira do caminho, nunca nega o seu perdão nem a força da sua bênção ou a imposição das suas mãos para o dom do Espírito Santo. O acompanhamento que a Igreja é chamada a fazer aos jovens há de ser simples e humilde, há incluir o perdão pelos caminhos mal andados, há de ser compreensivo diante do que corre mal, há de ser marcado pelo amor e pela misericórdia que vem de Deus. Tem de ser paciente e perseverante como o amor do pai e da mãe, que não rejeitam nem desistem e que mesmo nos momentos de fracasso estão sempre disponíveis para recomeçar. O acompanhamento amoroso de Jesus que a Igreja há de continuar nunca vê os jovens como um problema, mas olha sempre para eles como pessoas e como um desafio e uma oportunidade segundo o plano de Deus que quer partilhar a sua vida com todos. Como cristãos, como comunidades cristãs na sua diversidade, precisamos de imitar Jesus que acompanha todos e cada um como se fosse uma criança vulnerável, mas capaz de depositar a sua confiança plena em quem a ama de verdade. Todos os caminhos de acolhimento e acompanhamento dos jovens estão ao serviço do anúncio de Jesus Cristo como o Senhor e salvador da humanidade, como a verdadeira Vida na qual encontram resposta para todos os seus anseios e interrogações. Pelo caminho, Jesus dá-lhes a conhecer um Deus que é amor, ajuda-os a interiorizar de forma existencial que os salva, que está vivo e que, por meio do Espírito, lhes dá vida, como nos sugeriu o Papa Francisco na Exortação Apostólica “Cristo Vive” (nn. 111-133). Este é o anúncio da boa nova que a Igreja tem ainda hoje para fazer aos jovens que acolhe e que acompanha. Não se trata simplesmente de ser simpática ou de ocupar o seu tempo, mas estará sempre focada no anúncio d’Aquele que é já o Reino de Deus presente entre nós e nos indica o Reino que nos espera. O anúncio de Jesus Cristo ou a evangelização é sempre o horizonte da ação pastoral, que nos foi entregue como missão para os dias de hoje. A Igreja existe para evangelizar, para propor os meios adequados para o encontro dos jovens com Cristo, o único salvador. Esta missão exige-nos uma clara mudança de atitude e leva-nos a escutar o Espírito de criatividade que nos impele a procurar cumpri-la com entusiasmo, com amor, com confiança e com fé. Aos jovens queremos assegurar com toda a sinceridade e humildade: a Igreja Diocesana de Coimbra em todas as suas comunidades está disponível para vos acolher, para vos acompanhar e para vos anunciar Jesus Cristo, a Boa Nova de Deus. Procurai ser como as crianças e criar dentro de vós o desejo de entrar nela, de partilhar nela as vossas alegrias, sonhos e desilusões, procurai o encontro pessoal com o Cristo vivo. Neste dia solene de abertura do ano pastoral e de apresentação do nosso Plano Pastoral, convoco a Diocese de Coimbra a procurar os caminhos de realização dos três objetivos propostos: - envolver os jovens na edificação da Igreja; - proporcionar aos jovens o encontro com Jesus Cristo; - acompanhar o discernimento vocacional dos jovens. E convoco as novas gerações a entrar neste dinamismo de graça, que nos é oferecido, repito-lhes, com amizade: “Jovem, levanta-te! Cristo vive.”   Sé Nova de Coimbra, 3 de outubro de 2021Virgílio do Nascimento AntunesBispo de Coimbra