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Vamos aquecer as mãos? Madalena Abreu Comissão Diocesana Justiça e Paz Estamos a entrar naquela altura do ano em que as “boas vontades” começam a falar mais alto. A época em que nos lembramos daquela visita que fomos adiando, daquele gesto que ficou em suspenso, daquela ajuda que queríamos dar “um dia”. É o tempo em que o voluntariado ganha brilho, e, provavelmente, faz mais sentido do que nunca. E porquê? Vivemos num mundo rápido, exigente, tantas vezes confuso. E, no meio desta correria, o voluntariado surge como um porto seguro. Uma energia que transforma quem dá e quem recebe, um pilar discreto mas poderoso da sociedade, um verdadeiro motor de paz. Uma sala comum onde muitos de nós se encontram com um imenso gosto genuíno de relações que fazem a diferença. Estamos ligados por ecrãs, mas estamos muitas vezes mais distantes do que imaginamos. Esta constatação já começa a ser um “lugar comum”: As redes sociais aproximam na aparência, mas deixam frequentemente um vazio. Falta-nos presença, falta-nos escuta, falta-nos olhares; e sentimos que sempre nos falta-nos tempo. É aí que o voluntariado entra! Como uma resposta simples e profundamente humana. É companhia, é olhar nos olhos, é estar. É devolver calor ao mundo. O voluntariado não escolhe idades. Nos mais jovens, desperta empatia e responsabilidade. Nos mais velhos, já reformados ou com mais disponibilidade, traz propósito, alegria e a sensação preciosa de poder continuar a ser útil. A interatuada é, sem dúvida, um lugar de encontro, e entre gerações, experiências e histórias. Mas há mais nesta história feliz: voluntariar faz mesmo bem à saúde! A ciência tem repetido, estudo após estudo, que os voluntários vivem com mais qualidade, têm mais bem-estar e até envelhecem melhor. A participação em atividades sociais e físicas ajuda a prevenir problemas de saúde física e mental. Para os idosos, os benefícios são claros: estímulo cognitivo, relações mais fortes, maior autoestima e mais vitalidade. Um estudo canadiano de 2022 mostrou que o voluntariado reforça o bem-estar emocional e promove um envelhecimento mais ativo. Outro estudo norte-americano, de 2023, revelou que o voluntariado aumenta a inclusão e a saúde mesmo em idosos com deficiência. Ou seja: ajudar os outros ajuda-nos a nós, e em todas as fases da vida. Claro que envelhecer bem depende também de outros ingredientes, já o sabemos: um estilo de vida saudável, boas relações, pensamento positivo, segurança financeira. Mas, nestes dias mais frios e escuros, já conseguimos imaginar muitos idosos a arregaçar as mangas para dar uma mão ao seu próximo: nas ruas, a entregar presentes; nas cozinhas solidárias, a servir refeições; nas paróquias, a preparar enfeites de Natal; nas associações locais, a receber quem chega com um sorriso. Porque, no fundo, voluntariar é isto: acender luz no inverno de alguém. E no nosso também. Por isso, vamos lá: acender o lume, aquecer as mãos, calçar as botas… e sair para a rua. Há sempre alguém à espera do nosso gesto.
Faleceu o Rev.do Padre José Ramos Rocha No final do dia 20 de novembro de 2025, nos Hospitais da Universidade de Coimbra, faleceu o Rev.do Padre JOSÉ RAMOS ROCHA. Nasceu a 25 de dezembro de 1928, na freguesia de Salsas, concelho da Bragança. Filho de António dos Santos Rocha e de Adelina Augusta Alves. Com ligação à Obra do Frei Gil, entrou no Seminário de Coimbra em 15 de outubro de 1955 e, concluído o curso de Teologia, foi ordenado presbítero no dia 15 de agosto de 1958 na igreja da Sé Nova de Coimbra por Dom Ernesto Sena de Oliveira. O seu Ministério sacerdotal foi exercido nos seguintes cargos: - agosto de 1958 – Sacerdote da Sociedade de Colonização Missionária (Obra da Criança Abandonada) - novembro de 1961 – Pároco-Missionário de São João Baptista no Alto da Catumbela, Angola - julho de 1963 – Pároco-Missionário de Santa Filomena, Vila Mariano Machado - setembro de 1963 – Professor de Moral e de Línguas - setembro de 1964 – Assistente da JEC e da JECF - setembro de 1970 – Juiz Sinodal - setembro de 1971 – Arcipreste da Ganda e Cubal - junho de 1974 – Missão da Caponte, Lobito - julho de 1975 – Instituto de Apoio aos Retornados Nacionais - setembro de 1976 – Reitor do Seminário de Vinhais, Bragança - setembro de 1980 – Diretor Espiritual do Seminário Menor da Figueira da Foz - outubro de 1997 – Confessor e Capelão do Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Terminada a sua presença no Santuário de Fátima em maio de 2005, veio para a Casa do Clero da Diocese de Coimbra (Casa de São José), onde tem permanecido até esta data. Amanhã, sábado, dia 22 de novembro, pelas 10h15m na igreja paroquial de São José, Coimbra, o Senhor Bispo de Coimbra presidirá à Missa Exequial, seguindo-se o sepultamento do seu corpo no cemitério da Conchada. Paz à sua alma! Coimbra, 21 de novembro de 2025.  
Itinerário espiritual de Advento   O Secretariado Diocesano da Coordenação Pastoral da Diocese de Coimbra propõe o itinerário Espiritual de Lectio Divina para o Advento de 2025.   “Com o lema "No Espirito de Cristo "No Espírito de Cristo está a nossa vida”, somos desafiados a aprofundar a nossa vida espiritual, crescendo na relação pessoal com Deus, que nos leve a um aprofundamento da fé e ao sentido missionário da vida cristã, pois fomos constituídos discípulos-missionários pelos sacramentos do batismo e da confirmação”, pode ler-se na introdução.   O convite é “centrar-nos numa das propostas da Diocese, que apontam a um maior do conhecimento da Sagrada Escritura”.   “Através da Lectio divina, ou leitura orante da Palavra de Deus, podemos abrir o nosso interior à ação do Espírito Santo e descobrir novos caminhos para a pôr em prática. A Lectio Divina, ou leitura orante da Bíblia, é um método de oração que se foca na escuta e na meditação da Palavra de Deus”, refere.   Este ano as reflexões propostas são da autoria do padre António Loureiro e estão disponíveis no centro pastoral.
ABERTURA SOLENE DO ANO PASTORAL 2025-2026DOMINGO XXVI Caríssimos catequistas! Caríssimos irmãos e irmãs em Cristo! Acolhemos de forma renovada o apelo dirigido por Paulo a Timóteo: “Combate o bom combate da fé”. Sim, também hoje, e de modo especial, hoje, a vida cristã é um percurso belo e feliz, mas exigente, de modo que, como no passado, o Apóstolo a equipara a um combate. A sociedade em que vivemos oferece muitas resistências à fé cristã e o mundo não está, de facto, sintonizado com ela. Há, em muitos casos, um clima de indiferença religiosa, e noutros, a proliferação de formas de vida contrárias ao Evangelho ou mesmo de luta contra a presença do testemunho cristão. As comunidades cristãs são, agora, mais pequenas em quantidade e em profundidade. A Igreja encontra muitas dificuldades na sua ação evangelizadora e catequética com as quais nos confrontamos diariamente e que os catequistas vivem em primeiro lugar, quando, generosamente, trabalham com as crianças, os adolescentes, os jovens e as famílias. Nem sempre a “a suave e reconfortante alegria de evangelizar” (EG 9) se encontra com o desejo de ser evangelizado e, frequentemente, a proposta do encontro com Jesus e a proposta da fé que conduz à vida eterna embate contra a procura de uma simples religiosidade de caráter cultural. Nessa altura, como referiu o Papa Francisco, não se pode desanimar, mesmo quando for preciso semear com lágrimas” (EG 9 – Evangelii nuntiandi, Paulo VI, 75). Por outro lado, o vazio sentido por muitas pessoas, a saturação da sua procura em realidades transitórias e os dramas humanos reclamam a oferta clara e transparente do encontro com Deus, a fonte do amor que preenche todos os anseios humanos. Se a Igreja não realiza adequadamente a missão que lhe foi confiada por Jesus, a fonte da vida, a humanidade continua a procurar em si mesma ou nas suas pretensas possibilidades de superação. “Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e sobre a qual fizeste tão bela profissão de fé perante numerosas testemunhas”, exorta Paulo. Todos nós que professámos a fé no batismo, na confirmação e na eucaristia, todos nós que professamos a fé nos ritos centrais do percurso eclesial e no encontro vivo com Cristo quando celebramos os sacramentos, somos impelidos a professá-la na totalidade da vida e a testemunhá-la com entusiasmo, com alegria e com amor por meio das palavras e dos gestos evangelizadores e catequéticos. No início do novo ano pastoral e tendo nas mãos um novo Plano Pastoral, sentimos o apelo à desinstalação em que podemos encontrar-nos tanto pessoal como comunitariamente. Sentimos o apelo a uma saudável e santa inquietação espiritual. A fé que recebemos no batismo é princípio de vida eterna. O que celebrámos no sacramento, precisa de ser acolhido e vivido no percurso que fazemos sobre a terra que pisamos. Deus dá, nós acolhemos e manifestamos por meio da profissão da fé – palavras, gestos e amor – a nossa gratidão tornada vida e testemunho. A profecia de Amós, dirigida ao Povo de Deus que nos precedeu, alertou-o para o perigo de viver comodamente e de se sentir tranquilo pensando encontrar a salvação nas suas escolhas mundanas e sedutoras. Além de cavar a sua ruína pela falta de amor ao próximo, manifestava o seu afastamento de Deus e a confiança em si mesmo, que o conduziu à perda de tudo, simbolizada na conquista da sua terra e na deportação a que foi sujeito. Salvas as devidas diferenças, estas palavras sugerem-nos um paralelismo com as dificuldades que enfrentamos na atualidade enquanto sociedade e enquanto Igreja. O nosso comodismo, a nossa tranquilidade e a nossa mundanidade causam graves prejuízos à humanidade e à Igreja porque nos levam a pôr a confiança no que não tem poder para nos libertar e salvar. A Igreja está no mundo para levantar a bandeira da esperança que não engana, para mostrar presente entre nós a grandeza do amor de Deus que salva, para ajudar a percorrer o caminho da vida eterna, para manifestar a sabedoria do Espírito de Deus que renova todas as coisas, para ser sal da terra, fermento na massa e luz dos povos. Temos a especial responsabilidade, alegremente assumida, de oferecer ao mundo as portas de esperança do Evangelho por meio de uma vida que seja sinal de eternidade já acolhida no batismo e agora tornada realidade pelo percurso que fazemos. Está em causa a edificação de nós mesmos e da Igreja, que seja testemunho da vida eterna já presente sobre a terra que pisamos e permita vislumbrar a eternidade que nos é dada pelo batismo no qual fomos sepultados com Cristo na Sua morte a fim de ressuscitarmos com Ele para a vida nova. O Plano Pastoral da Diocese de Coimbra, que apresentámos para os próximos três anos pretende ser uma ajuda para o aprofundamento real da vida cristã que nos foi dada, para a vivermos com mais profundidade, pessoalmente, na comunidade eclesial, e para darmos o testemunho efetivo da Vida Nova dos batizados. Temos por lema: “No Espírito de Cristo está toda a nossa vida”. Temos como objetivo: “Viver a espiritualidade cristã: na comunidade, como casa; na Palavra, como revelação, na Eucaristia, como alimento e no mundo, como missão”. Trata-se, por isso, de nos centrarmos no fundamento da fé cristã, em ordem à revitalização da nossa condição de cristãos por meio do enraizamento no Espírito de Cristo e de realizarmos já a nossa vocação de participantes na Vida Eterna. Trata-se ainda de manifestarmos ao mundo que a Igreja, Corpo de Cristo, é a nossa casa e o sacramento da salvação do mundo. Trata-se de acolhermos a Palavra da Escritura como Cristo que nos fala ao coração e de acorrermos com amor à Eucaristia como o alimento que nos fortalece na peregrinação que fazemos. Temos consciência de que não poderemos ser sal, fermento e luz neste mundo, não poderemos ser sinal de vida nova, se não nos deixamos conduzir pelo Espírito de Cristo, na experiência quotidiana da espiritualidade cristã. Propomos, por isso, aos cristãos, às famílias, às comunidades, que cuidem da sua espiritualidade, que vivam da fé no Filho de Deus, que cresçam no Espírito, para poderem oferecer ao mundo a força do seu amor, que salva. Caríssimos irmãos e irmãs! Mais do que numa época de mudanças, estamos numa mudança de época, marcada por muitos sinais negativos em muitos aspetos, mas também no que diz respeito ao lugar que Deus tem nas nossas vidas. Esta é também a época das oportunidades para o enraizamento na fé cristã, para darmos lugar à força de amor do Espírito de Cristo em nós, para a edificação da Igreja como casa de comunhão e para oferecermos à humanidade o fundamento sólido que arduamente procura. Em concreto, o nosso Plano Pastoral propõe-nos que intensifiquemos a Vida no Espírito, por meio da comunhão com Cristo na Igreja, por meio da escuta orante da Palavra de Deus, por meio da Eucaristia mais celebrada, amada e vivida, por meio da oração mais ardente, por meio da fraternidade fundada na condição de filhos de Deus. Acima de tudo, somos chamados a um amor mais puro ao Deus que nos amou primeiro, e a um amor mais autêntico aos irmãos, sobretudo aos mais pobres, simbolizados na figura de Lázaro, como nos recordava o Evangelho de hoje. Pedimos a intercessão da Virgem Maria. Aquela que é Mãe de Jesus e Templo do Espírito Santo, nos ampare no caminho de peregrinos da esperança na Vida Eterna. Virgílio do Nascimento AntunesBispo de Coimbra
VIRGÍLIO DO NASCIMENTO ANTUNESBISPO DE COIMBRA DECRETO SECRETARIADO DIOCESANO DA PASTORAL DA MOBILIDADE HUMANA Considerando que «a Igreja caminha juntamente com toda a humanidade» (Gaudium et spes 40) e que “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo” (Gaudium et spes 1), entre os quais se situam os migrantes e refugiados; Considerando que os fluxos migratórios são «um fenómeno impressionante pela quantidade de pessoas envolvidas, pelas problemáticas sociais, económicas, políticas, culturais e religiosas que levanta, pelos desafios dramáticos que coloca à comunidade nacional e internacional» (Caritas in veritate, 62); Considerando que faz parte da missão da Igreja “acolher, proteger, promover e integrar os migrantes e os refugiados”, (Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado de 2018); Havemos por bem Nomear membros do Secretariado Diocesano da Pastoral da Mobilidade Humana: . Ricardo António Bernardo Dias (diretor); . Padre Francisco de Morais Silva (assistente); . Diácono José João Neves Dias; . Edilma Mota dos Santos; . Frei Fabrizio Bordin; . Marianella Nunes dos Santos; . Marta Andrea Amaral Jerónimo; . Pedro Leonardo Rodrigues Lucena.   Coimbra e Casa Episcopal, 24 de setembro de 2025.Virgílio do Nascimento AntunesBispo de Coimbra